[Nota sobre a tradução portuguesa do presente documento] [Programa ACESSO da UMIC]

[conteúdo]

W3C

Noções sobre as WCAG 2.0

Um manual para compreender e implementar as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0

Nota do Grupo de Trabalho W3C de 11 Dezembro de 2008

Esta versão:
http://www.w3.org/TR/2008/NOTE-UNDERSTANDING-WCAG20-20081211/
Última versão:
http://www.w3.org/TR/UNDERSTANDING-WCAG20/
Versão anterior:
http://www.w3.org/TR/2008/WD-UNDERSTANDING-WCAG20-20081103/
Editores:
Ben Caldwell, Trace R&D Center, Universidade de Wisconsin-Madison
Michael Cooper, W3C
Loretta Guarino Reid, Google, Inc.
Gregg Vanderheiden, Trace R&D Center, Universidade de Wisconsin-Madison
Editores Anteriores:
Wendy Chisholm (até Julho de 2006, ao serviço do W3C)
John Slatin (até Junho de 2006, ao serviço do Accessibility Institute, Universidade do Texas, em Austin)

Este documento está também disponível nos seguintes formatos não-normativos:


Sinopse

O documento "Noções sobre as WCAG 2.0" é um manual fundamental para a compreensão e utilização das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) 2.0 [WCAG20]. Faz parte de um conjunto de documentos que suportam as WCAG 2.0. Tenha em atenção que os conteúdos deste documento são informativos (não fornecem abordagens) e não normativos (não estabelecem requisitos de conformidade com as WCAG 2.0). Para obter uma introdução às WCAG, aos documentos técnicos de apoio e ao material educativo, consulte a Descrição Geral das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) .

As WCAG 2.0 estabelecem um conjunto de Critérios de Sucesso que definem a conformidade com as Directrizes WCAG 2.0. Um Critério de Sucesso é uma declaração testável, que poderá ser verdadeira ou falsa quando aplicada a determinados conteúdos da Web. As "Noções sobre as WCAG 2.0" fornecem informações detalhadas sobre cada Critério de Sucesso, incluindo a sua finalidade, os termos-chave utilizados no Critério de Sucesso, e o modo como os Critérios de Sucesso das WCAG 2.0 ajudam as pessoas com diferentes tipos de incapacidades. Este documento fornece também exemplos de conteúdo da Web que cumpre o critério de sucesso utilizando diversas tecnologias Web (por exemplo, HTML, CSS, XML) e exemplos comuns de conteúdo da Web que não cumpre o critério de sucesso.

Este documento apresenta as técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso. Estão disponíveis informações detalhadas sobre como implementar cada técnica em Técnicas para as WCAG 2.0; contudo, as "Noções sobre as WCAG 2.0" fornecem informações sobre a relação entre cada técnica e os Critérios de Sucesso. As técnicas estão classificadas segundo o nível de suporte que fornecem aos Critérios de Sucesso. As "Técnicas de Tipo Suficiente" são suficientes para cumprir um determinado Critério de Sucesso (seja de forma isolada ou em combinação com outras técnicas), enquanto outras técnicas são de tipo aconselhada e, por isso, opcionais. Nenhuma das técnicas é necessária para cumprir as WCAG 2.0, embora algumas possam ser o único método conhecido se uma determinada tecnologia for utilizada. As "Técnicas de Tipo Aconselhada" não são de tipo suficiente para cumprir os Critérios de Sucesso por si só (uma vez que não são testáveis ou fornecem suporte incompleto). Contudo, os autores são encorajados a segui-las sempre que possível para fornecer uma acessibilidade melhorada. Outra categoria de suporte é composta pelas "Falhas Comuns", que descrevem práticas de criação conhecidas por fazer com que o conteúdo da Web não esteja em conformidade com as WCAG 2.0. Embora as falhas forneçam informação de tipo aconselhada sobre certas práticas de criação, os autores têm de evitar estas práticas de modo a cumprirem os Critérios de Sucesso das WCAG 2.0.

Este documento faz parte de um conjunto de documentos publicados pela Web Accessibility Initiative (WAI) do W3C de suporte às WCAG 2.0. Este documento foi publicado como Nota do Grupo de Trabalho, ao mesmo tempo que as WCAG 2.0 foram publicadas como Recomendação W3C. Ao contrário das WCAG 2.0, prevê-se que as informações apresentadas nas Noções sobre as WCAG 2.0 sejam actualizadas de tempos a tempos. Para obter uma introdução às WCAG, aos documentos técnicos de apoio e ao material educativo, consulte a Descrição Geral das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) .

Estado do Documento

Esta secção apresenta o estado do documento aquando da sua publicação. Este documento poderá ser substituído por outros documentos. Para obter uma lista das actuais publicações do W3C e a última revisão deste relatório técnico, consulte o Índice de relatórios técnicos do W3C em http://www.w3.org/TR/.

Esta é a Nota do Grupo de Trabalho "Noções sobre as WCAG 2.0". O Grupo de Trabalho das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web considera que este documento é importante para compreender os critérios de sucesso na Recomendação das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) 2.0. Tenha em atenção que os conteúdos deste documento são informativos (fornecem abordagens) e não normativos (não estabelecem requisitos de conformidade com as WCAG 2.0).

O Grupo de Trabalho solicita que todos os comentários sejam feitos através do formulário de comentários online. Caso não seja possível, os comentários podem também ser enviados para public-comments-wcag20@w3.org. Os arquivos da lista de comentários públicos estão disponíveis ao público. Os comentários recebidos sobre este documento poderão ser abordados em versões futuras deste documento, ou noutro formato. Não está previsto o Grupo de Trabalho responder formalmente aos comentários. Os arquivos das apresentações da mailing list WCAG WG estão disponíveis ao público e o Grupo de Trabalho poderá, posteriormente, abordar os comentários feitos a este documento.

Este documento foi produzido como parte integrante da Web Accessibility Initiative (WAI) do W3C. Os objectivos do Grupo de Trabalho das WCAG são apresentados na Carta do Grupo de Trabalho das WCAG. O Grupo de Trabalho das WCAG faz parte da Actividade Técnica da WAI.

A publicação como Nota do Grupo de Trabalho não implica que tenha sido aprovada pelos Membros do W3C. Este é um documento preliminar que, em qualquer altura, pode ser actualizado, substituído ou tornado obsoleto por outros documentos. Este documento deve ser citado como sendo um trabalho em curso.

Este documento foi elaborado por um grupo que trabalhou ao abrigo da Política de Patentes do W3C de 5 de Fevereiro de 2004. O W3C mantém uma lista pública de divulgação de patentes feita em conjunto com os materiais do grupo; essa página também inclui instruções sobre a divulgação de patentes. Uma pessoa que tenha conhecimento de uma patente, que julga incluir Reivindicações Essenciais, tem de divulgar a informação de acordo com a secção 6 da Política de Patentes do W3C.


Índice

Anexos


Introdução às Noções sobre as WCAG 2.0

As Noções sobre as WCAG 2.0 constituem um guia essencial para compreender e utilizar as "Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0" [WCAG20] . Embora a definição normativa e os requisitos para as WCAG 2.0 estejam disponíveis no próprio documento das WCAG 2.0, os conceitos e disposições poderão ser novidade para alguns utilizadores. As Noções sobre as WCAG 2.0 fornecem comentários não-normativos alargados sobre cada Critério de Sucesso para ajudar os leitores a compreenderem melhor a finalidade e o modo como as directrizes e os Critérios de Sucesso funcionam em conjunto. Fornecem também exemplos de técnicas ou combinações de técnicas identificadas pelo Grupo de Trabalho como sendo de tipo suficiente para cumprir cada Critério de Sucesso. São fornecidos links para as descrições de cada uma das técnicas.

Este não é um documento de introdução. É uma descrição técnica detalhada das directrizes e respectivos Critérios de Sucesso. Para obter uma introdução às WCAG, aos documentos técnicos de suporte ao material educativo, consulte a Descrição Geral das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) .

As Noções sobre as WCAG 2.0 estão organizadas por directriz. Existe uma secção Noções sobre a Directriz X.X para cada directriz. São também apresentadas a finalidade e todas as técnicas de tipo aconselhada relacionadas com a directriz, mas que não estejam especificamente relacionadas com nenhum dos respectivos Critérios de Sucesso.

A secção Noções sobre a Directriz X.X é seguida de uma secção intitulada Noções sobre o Critério de Sucesso X.X.X para cada Critério de Sucesso dessa directriz. Cada uma das secções contém:

São fornecidos links a partir de cada Directriz das WCAG 2.0 que remetem directamente para cada uma das Noções sobre a Directriz X.X neste documento. De igual modo, é fornecido um link a partir de cada Critério de Sucesso das WCAG 2.0 para aceder à secção Noções sobre o Critério de Sucesso X.X.X neste documento.

Para obter informações sobre técnicas específicas, siga os links existentes ao longo deste documento até obter as técnicas pretendidas no documento Técnicas para as WCAG 2.0.

Para aceder aos links que contenham informação sobre as diferentes incapacidades e tecnologias de apoio, consulte as Incapacidades na Wikipédia.

Noções sobre os Quatro Princípios de Acessibilidade

As directrizes e os Critérios de Sucesso estão organizados em torno de quatro princípios, que apresentam a informação básica para um utilizador aceder e utilizar os conteúdos da Web. Um utilizador que pretenda utilizar a Web tem de dispor de conteúdo que seja:

  1. Perceptível - A informação e os componentes da interface de utilizador têm de ser apresentados aos utilizadores de formas perceptíveis.

    • Isto significa que os utilizadores têm de ser capazes de compreender a informação apresentada (tem de estar visível a todos os seus sentidos)

  2. Operável - Os componentes da interface de utilizador e a navegação têm de ser operáveis.

    • Isto significa que os utilizadores têm de ser capazes de funcionar com a interface (a interface não pode requerer uma interacção que um utilizador não possa executar)

  3. Compreensível - A informação e a operação da interface de utilizador têm de ser compreensíveis.

    • Isto significa que os utilizadores têm de ser capazes de compreender a informação e o modo de funcionamento da interface de utilizador (os conteúdos ou o funcionamento não podem ir para além da sua compreensão)

  4. Robusto - O conteúdo tem de ser suficientemente robusto para ser interpretado, com precisão, por uma grande variedade de agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

    • Isto significa que os utilizadores têm de ser capazes de aceder aos conteúdos à medida que as tecnologias avançam (à medida que as tecnologias e os agentes de utilizador evoluem, os conteúdos devem permanecer acessíveis)

Se algum destes princípios não for verdadeiro, os utilizadores com incapacidades não serão capazes de utilizar a Web.

A seguir a cada princípio, são apresentadas directrizes e Critérios de Sucesso para ajudar as pessoas com incapacidades a abordar os princípios. Existem muitas directrizes de utilização geral que tornam os conteúdos mais utilizáveis por todos os utilizadores, incluindo aqueles com incapacidades. Contudo, nas WCAG 2.0 apenas estão incluídas as directrizes que abordam problemas específicos de pessoas com incapacidades. Isto inclui problemas que bloqueiam o acesso ou que interferem, de forma mais séria, com o acesso à Web, por parte das pessoas com incapacidades.

Níveis de Abordagem

As Directrizes

A seguir a cada princípio, é apresentada uma lista de directrizes que abordam o princípio. Existe um total de 12 directrizes. Para obter uma lista prática apenas com as directrizes, consulte o Índice das WCAG 2.0. Um dos principais objectivos das directrizes é garantir que os conteúdos estejam directamente acessíveis ao maior número possível de utilizadores, e que possam ser representados de diversas formas, de modo a corresponder às diferentes capacidades sensoriais, físicas e cognitivas dos utilizadores.

Critérios de Sucesso

A seguir a cada directriz, são apresentados os Critérios de Sucesso, que descrevem concretamente os requisitos para obter conformidade com esta norma. Os critérios são semelhantes aos "pontos de verificação" apresentados nas WCAG 1.0. Cada Critério de Sucesso é apresentado como uma declaração, que pode ser verdadeira ou falsa quando é testado um determinado conteúdo da Web em oposição à mesma. Os Critérios de Sucesso foram concebidos para serem de tecnologia neutra.

Todos os Critérios de Sucesso das WCAG 2.0 foram concebidos como critérios testáveis, para determinar, de forma objectiva, se os conteúdos cumprem os Critérios de Sucesso. Se, por um lado, alguns dos testes podem ser automáticos, utilizando programas de avaliação de software, outros requerem verificadores humanos para uma parte do teste ou para a totalidade do teste.

Embora os conteúdos possam cumprir os Critérios de Sucesso, poderão nem sempre ser utilizáveis por pessoas com diversas incapacidades. As revisões profissionais que utilizam a heurística qualitativa reconhecida são fundamentais para algumas pessoas obterem acessibilidade. Além disso, recomendamos testes de utilização para determinar o modo como as pessoas utilizam os conteúdos para a finalidade desejada.

Os conteúdos devem ser verificados por pessoas que compreendam a forma como pessoas com diferentes tipos de incapacidades utilizam a Web. Recomendamos que, ao efectuar testes humanos, os utilizadores com incapacidades sejam incluídos em grupos de teste.

Cada Critério de Sucesso para uma directriz dispõe de um link para a secção do documento intitulada Como Cumprir, que apresenta:

  • técnicas de tipo suficiente para cumprir os Critérios de Sucesso,

  • técnicas opcionais de tipo aconselhada, e

  • descrições da finalidade dos Critérios de Sucesso, incluindo os benefícios, e exemplos

Técnicas de Tipo Suficiente e de Tipo Aconselhada

Ao invés de apresentar técnicas de tecnologias específicas nas WCAG 2.0, as directrizes e os Critérios de Sucesso foram elaborados para serem de tecnologia neutra. Para fornecer abordagens e exemplos como cumprir as directrizes utilizando tecnologias específicas (por exemplo, HTML), o grupo de trabalho identificou as técnicas de tipo suficiente para cada Critério de Sucesso que são suficientes para cumprir esse mesmo Critério de Sucesso. A lista com as técnicas de tipo suficiente é apresentada em "Noções sobre as WCAG 2.0" (e reflectida em Como Cumprir as WCAG 2.0). Desta forma, é possível actualizar a lista à medida que novas técnicas são descobertas e que as Tecnologias Web e Tecnologias de Apoio evoluem.

Tenha em atenção que todas as técnicas têm carácter informativo. As "técnicas de tipo suficiente" são consideradas suficientes pelo Grupo de Trabalho das WCAG para cumprir os critérios de sucesso. Contudo, não é necessário utilizar estas técnicas específicas. Se forem utilizadas técnicas diferentes das indicadas pelo Grupo de Trabalho, será necessário outro método para determinar a capacidade que a técnica tem de cumprir os Critérios de Sucesso.

A maioria dos Critérios de Sucesso apresenta múltiplas técnicas de tipo suficiente. Poderá utilizar qualquer uma das técnicas de tipo suficiente apresentadas para cumprir os Critérios de Sucesso. Poderão existir outras técnicas não documentadas pelo grupo de Trabalho, que também poderão cumprir os Critérios de Sucesso. À medida que são identificadas novas técnicas de tipo suficiente, estas serão acrescentadas à lista.

Para além das técnicas de tipo suficiente, existem algumas técnicas de tipo aconselhada que podem melhorar a acessibilidade, mas que não se qualificam como técnicas de tipo suficiente, uma vez que não são suficientes para cumprir todos os requisitos dos Critérios de Sucesso, não são testáveis, e/ou porque são técnicas boas e eficazes em algumas circunstâncias, mas não são eficazes nem úteis noutros casos. Estas técnicas são apresentadas como técnicas de tipo aconselhada e surgem imediatamente a seguir às técnicas de tipo suficiente. Os autores são encorajados a utilizar estas técnicas sempre que desejado, para aumentar a acessibilidade às suas páginas Web.

Nota do Editor: Nos casos em que a comissão ainda não descreveu uma técnica, as técnicas são apresentadas com a designação "(futuro link)" a seguir ao título.


Alternativas em Texto:
Noções sobre a Directriz 1.1

Directriz 1.1: Fornecer alternativas em texto para qualquer conteúdo não textual permitindo, assim, que o mesmo possa ser alterado noutras formas mais adequadas à necessidade da pessoa, tais como impressão em caracteres ampliados, braille, fala, símbolos ou linguagem mais simples.

Finalidade da Directriz 1.1

A finalidade desta directriz é garantir que todo o conteúdo não textual também esteja disponível em texto. "Texto" refere-se a texto electrónico, não a uma imagem composta por texto. O texto electrónico tem a vantagem exclusiva da apresentação neutra. Ou seja, pode ser apresentado visualmente, de forma auditiva, de forma táctil, ou através de qualquer combinação. Consequentemente, as informações apresentadas em texto electrónico podem ser apresentadas na forma mais adequada às necessidades do utilizador. Também podem ser facilmente ampliadas, faladas em voz alta, de forma a facilitar a compreensão a pessoas com incapacidades de leitura, ou apresentadas na forma táctil mais adequada às necessidades do utilizador.

Nota: Embora a alteração do conteúdo para símbolos inclua a alteração do conteúdo para símbolos gráficos para pessoas com perturbações de desenvolvimento e dificuldades de compreensão da fala, não é limitada a esta utilização de símbolos.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 1.1 (não específicas do critério de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Fornecer vídeos de língua gestual para ficheiros compostos por apenas áudio (futuro link)

Conteúdo Não Textual:
Noções sobre o CS 1.1.1

1.1.1 Conteúdo Não Textual: Todo o conteúdo não textual que é apresentado ao utilizador tem uma alternativa em texto que serve a finalidade equivalente, excepto para as situações indicadas abaixo. (Nível A)

  • Controlos, Entrada: Se o conteúdo não textual for um controlo ou aceitar a entrada de dados por parte do utilizador, então dispõe de um nome que descreve a sua finalidade. (Para obter os requisitos adicionais para controlos e conteúdo que aceita a entrada de dados por parte do utilizador, consulte a Directriz 4.1 .)

  • Multimédia Baseada no Tempo: Se o conteúdo não textual corresponder a multimédia baseada no tempo, então as alternativas em texto fornecem, no mínimo, uma identificação descritiva do conteúdo não textual. (Para obter os requisitos adicionais para multimédia, consulte a Directriz 1.2 .)

  • Teste: Se o conteúdo não textual for um teste ou um exercício, inválidos se apresentados em texto, então as alternativas em texto fornecem, no mínimo, uma identificação descritiva do conteúdo não textual.

  • Sensorial: Se a finalidade do conteúdo não textual for, essencialmente, criar uma experiência sensorial específica, então as alternativas em texto fornecem, no mínimo, uma identificação descritiva do conteúdo não textual.

  • CAPTCHA: Se a finalidade do conteúdo não textual for confirmar que o conteúdo está a ser acedido por uma pessoa em vez de por um computador, então são fornecidas as alternativas em texto que identificam e descrevem a finalidade do conteúdo não textual, e são fornecidas as formas alternativas do CAPTCHA que utilizam modos de saída para diferentes tipos de percepção sensorial para incluir diferentes incapacidades.

  • Decoração, Formatação, Invisível: Se o conteúdo não textual for meramente decorativo, for utilizado apenas para formatação visual, ou não for apresentado aos utilizadores, então é implementado de uma forma que pode ser ignorada pela tecnologia de apoio.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é tornar acessíveis, através da utilização de uma alternativa em texto, as informações transmitidas através de conteúdo não textual. As alternativas em texto são fundamentais para tornar as informações acessíveis, uma vez que podem ser apresentadas através de qualquer forma sensorial (por exemplo, visual, auditiva ou táctil) adequada às necessidades do utilizador. Fornecer alternativas em texto permite que as informações sejam apresentadas de diversas formas, através de diferentes agentes de utilizador. Por exemplo, uma pessoa que não consegue ver uma imagem pode ter a alternativa em texto da leitura em voz alta, utilizando a síntese de fala. Uma pessoa que não consegue ouvir um ficheiro áudio pode ter a alternativa em texto apresentada de forma a poder lê-lo. No futuro, as alternativas em texto também permitirão que as informações sejam mais facilmente convertidas em língua gestual ou numa forma mais simples da mesma linguagem.

Nota sobre CAPTCHA

Os CAPTCHAs são um tópico controverso na comunidade de acessibilidade. Conforme descrito no documento Inacessibilidade do CAPTCHA, os CAPTCHAs forçam intrinsecamente os limites das capacidades humanas numa tentativa de vencer os processos automatizados. Existem utilizadores com determinadas incapacidades que não serão capazes de resolver todos os tipos de CAPTCHAs. Contudo, estes são bastante utilizados, e o Grupo de Trabalho das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web acredita que, se os CAPTCHAs fossem completamente proibidos, os sítios da Web iriam preferir não estar em conformidade com as WCAG, em vez de abandonar o CAPTCHA. Isto iria criar barreiras para muitos mais utilizadores com incapacidades. Por esta razão, o Grupo de Trabalho optou por estruturar o requisito sobre o CAPTCHA, de uma forma adequada às necessidades da maioria das pessoas com incapacidades, sendo igualmente considerado possível de adoptar pelos sítios da Web. A exigência de duas formas diferentes de CAPTCHAs num determinado sítio da Web garante que a maioria das pessoas com incapacidades encontrem uma forma que possam utilizar.

Uma vez que alguns utilizadores com incapacidades continuarão a não ser capazes de aceder a sítios da Web que cumpram os requisitos mínimos, o Grupo de Trabalho fornece recomendações de passos adicionais. As organizações que pretendam estar em conformidade com as WCAG devem estar conscientes da importância deste tópico e deverão ir o mais além possível no que respeita aos requisitos mínimos das directrizes. Os passos adicionais recomendados incluem:

  • Fornecer mais de duas modalidades de CAPTCHAs

  • Fornecer acesso ao representante do serviço ao cliente, que possa ignorar o CAPTCHA

  • Não requerer CAPTCHAs para utilizadores autorizados

Informações adicionais

O conteúdo não textual pode assumir várias formas, e este Critério de Sucesso especifica como utilizar cada uma delas.

Para conteúdo não textual que não seja abrangido por uma das situações indicadas abaixo, tais como gráficos, diagramas, gravações áudio, imagens e animações, as alternativas em texto podem disponibilizar as mesmas informações numa forma que pode ser apresentada através de qualquer modalidade (por exemplo, visual, auditiva ou táctil). As alternativas em texto abreviado ou ampliado podem ser utilizadas conforme necessário para transmitir as informações em conteúdo não textual. Tenha em atenção que os ficheiros compostos por apenas áudio pré-gravado e por apenas vídeo pré-gravado são abordados aqui. Os ficheiros compostos por apenas áudio em directo e por apenas vídeo em directo são abordados abaixo (consulte o 3º parágrafo a seguir a este).

Para conteúdo não textual que seja um controlo ou que aceite a entrada de dados por parte do utilizador, tal como imagens utilizadas como botões Submeter, mapas de imagens ou animações complexas, é fornecido um nome para descrever a finalidade do conteúdo não textual, para que a pessoa, no mínimo, saiba identificar o conteúdo não textual e o motivo por que é apresentado.

O conteúdo não textual que corresponde a multimédia baseada no tempo é tornado acessível através da directriz 1.2. Contudo, é importante que os utilizadores saibam identificá-lo quando o encontrarem numa página, para poderem decidir que acção, se necessária, deverão executar. Por conseguinte, é fornecida uma alternativa em texto que descreve a multimédia baseada no tempo e/ou disponibiliza o respectivo título.

Para conteúdo composto por apenas áudio em directo e por apenas vídeo em directo, poderá ser muito mais difícil fornecer alternativas em texto que forneçam informações equivalentes ao conteúdo composto por apenas áudio em directo e composto por apenas vídeo em directo. Para estes tipos de conteúdo não textual, as alternativas em texto fornecem uma etiqueta descritiva.

Por vezes, um teste ou exercício têm de ser parcial ou completamente apresentados em formato não textual. São fornecidas informações de áudio ou visuais que não podem ser alteradas para texto, uma vez que o teste ou exercício têm de ser realizados utilizando esses sentidos. Por exemplo, um teste de audição seria inválido se fosse fornecida uma alternativa em texto. Da mesma forma, um exercício de desenvolvimento da capacidade visual não faria qualquer sentido em formato de texto. E um teste de ortografia com alternativas em texto não seria muito eficaz. Para estes casos, as alternativas em texto devem ser fornecidas para descrever a finalidade do conteúdo não textual; obviamente, as alternativas em texto não iriam fornecer as mesmas informações necessárias para passar no teste.

Por vezes, o conteúdo tem como finalidade principal a criação de uma experiência sensorial específica que as palavras não conseguem alcançar totalmente, como, por exemplo, um concerto sinfónico, trabalhos de artes visuais, etc. Para esse tipo de conteúdo, as alternativas em texto identificam, no mínimo, o conteúdo não textual com uma etiqueta descritiva e, sempre que possível, um texto descritivo adicional. Se a razão para incluir o conteúdo na página for conhecida e puder ser descrita, é útil incluir essa informação.

Por vezes, existem exercícios em formato não textual que são utilizados para provar que se é humano. Para evitar que spam automático e outro software acedam a um sítio da Web, é utilizado um dispositivo designado por CAPTCHA. Normalmente, estes exercícios envolvem tarefas visuais ou auditivas que estão para além das capacidades actuais dos Web Robots. Contudo, fornecer uma alternativa em texto para os exercícios torná-los-ia passíveis de serem utilizados por Robots, destruindo assim a sua finalidade. Neste caso, uma alternativa em texto iria descrever a finalidade do CAPTCHA, e seriam fornecidas formas alternativas utilizando diferentes modalidades para se adaptar às necessidades de pessoas com diferentes incapacidades.

Por vezes, existe conteúdo não textual que, na realidade, não é para ser visto ou compreendido pelo utilizador. Imagens transparentes utilizadas para mover texto numa página; uma imagem invisível utilizada para registar estatísticas de utilização; e uma espiral no canto que não transmite informações, mas apenas preenche um espaço em branco para criar um efeito estético, são exemplos disso. Colocar alternativas em texto em itens desse tipo apenas iria distrair as pessoas que utilizam leitores de ecrã a partir do conteúdo da página. Contudo, não assinalar o conteúdo de forma alguma, não permite aos utilizadores identificar o conteúdo não textual e as informações que poderão ter perdido (apesar de, na realidade, não terem perdido nenhuma). Por conseguinte, este tipo de conteúdo não textual é assinalado ou implementado de uma forma que as tecnologias de apoio (TA) irão ignorar e não apresentarão quaisquer informações ao utilizador.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.1.1

  • Este Critério de Sucesso ajuda as pessoas que têm dificuldades em perceber conteúdo visual. A tecnologia de apoio pode ler texto em voz alta, apresentá-lo visualmente ou convertê-lo em braille.

  • As alternativas em texto podem ajudar algumas pessoas que têm dificuldade em compreender o significado de fotografias, desenhos e outras imagens (por ex., desenhos de linha, desenhos gráficos, quadros, representações a três dimensões), diagramas, gráficos, animações, etc.

  • As pessoas surdas, com dificuldades de audição, ou que têm problemas em compreender informações de áudio por qualquer motivo, podem ler a apresentação do texto. Está em curso uma pesquisa sobre a tradução automática de texto para língua gestual.

  • As pessoas surdocegas podem ler o texto em braille.

  • Além disso, as alternativas em texto suportam a capacidade de pesquisar conteúdo não textual e de reproduzir conteúdo em várias formas.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.1.1

  1. Um gráfico de dados

    Um gráfico de barras compara quantos widgets foram vendidos em Junho, Julho e Agosto. A etiqueta abreviada diz, "Figura 1 - Vendas em Junho, Julho e Agosto." A descrição mais extensa identifica o tipo de gráfico, fornece um resumo de alto nível dos dados, tendências e implicações comparáveis com os disponíveis a partir do gráfico. Sempre que possível e útil, os dados reais são fornecidos numa tabela.

  2. Uma gravação áudio de um discurso

    O link para um clip de áudio diz, "Discurso do Presidente na Assembleia." É fornecido um link para uma transcrição de texto imediatamente a seguir ao link para o clip de áudio.

  3. Uma animação que ilustra como funciona o motor de um automóvel

    Uma animação mostra como funciona o motor de um automóvel. Não existe áudio e a animação faz parte de uma lição prática que descreve como funciona um motor. Uma vez que o texto da lição prática já fornece uma explicação completa, a imagem é uma alternativa ao texto e a alternativa em texto inclui apenas uma breve descrição da animação e faz referência ao texto da lição prática para obter mais informações.

  4. Uma câmara Web de trânsito

    Um site da Web permite aos utilizadores seleccionar entre uma variedade de câmaras Web espalhadas numa grande cidade. Depois de uma câmara ser seleccionada, a imagem é actualizada a cada dois minutos. Uma alternativa em texto abreviado identifica a câmara Web como "câmara Web de trânsito". O sítio da Web também fornece uma tabela de horas de viagem para cada um dos percursos abrangidos pelas câmaras Web. A tabela é igualmente actualizada a cada dois minutos.

  5. Uma fotografia de um evento histórico numa reportagem

    Uma fotografia de dois líderes mundiais a dar um aperto de mão acompanha uma reportagem sobre uma cimeira internacional. A alternativa em texto diz, "Presidente X do País X dá um aperto de mão ao Primeiro-Ministro Y do País Y."

  6. Uma fotografia de um evento histórico num conteúdo que fala sobre as relações diplomáticas

    A mesma imagem é utilizada num contexto diferente com o objectivo de explicar nuances nos encontros diplomáticos. A imagem do Presidente a dar um aperto de mão ao Primeiro-Ministro aparece num site da Web que fala sobre as relações diplomáticas complicadas. A primeira alternativa em texto diz, "Presidente X do País X dá um aperto de mão ao Primeiro-Ministro Y do País Y a 2 de Janeiro de 2009." Uma alternativa em texto adicional descreve a sala onde os líderes se encontram, bem como as expressões nos rostos dos líderes, e identifica as outras pessoas na sala. A descrição adicional pode ser incluída na mesma página da fotografia ou num ficheiro separado associado à imagem através de um link ou outro mecanismo programático normal.

  7. Uma gravação áudio de uma conferência de imprensa

    Uma página Web inclui um link para uma gravação áudio de uma conferência de imprensa. O texto do link identifica a gravação áudio. A página também dispõe de um link para uma transcrição de texto da conferência de imprensa. A transcrição inclui uma gravação literal de tudo o que os oradores dizem. Identifica quem está a falar e também regista outros sons significativos que fazem parte da gravação, tais como aplausos, risadas, perguntas da assistência, e assim sucessivamente.

  8. Uma aplicação e-learning

    Uma aplicação e-learning utiliza efeitos sonoros para indicar se as respostas estão correctas ou não. O som do toque do sino indica que a resposta está correcta e o som do toque da buzina indica que a resposta está incorrecta. Também está incluída uma descrição de texto para que as pessoas que não podem ouvir ou compreender o som percebam se a resposta está correcta ou incorrecta.

  9. Uma imagem em miniatura com um link

    Uma imagem em miniatura da primeira página de um jornal dispõe de um link para a página inicial de "Smallville Times". A alternativa em texto diz, "Smallville Times".

  10. A mesma imagem utilizada em sítios da Web diferentes

    Alternativas diferentes para uma imagem do mundo: Uma imagem do mundo que é utilizada num sítio da Web de viagens como um link para a secção de Viagens Internacionais tem a alternativa em texto "Viagens Internacionais". A mesma imagem é utilizada como um link no sítio da Web de uma universidade com a alternativa em texto "Universidades Internacionais".

  11. Um mapa de imagem

    Uma imagem da planta de um piso de um edifício é interactiva, permitindo ao utilizador seleccionar uma determinada sala e navegar para uma página que contenha informações sobre essa sala. A alternativa em texto abreviado descreve a imagem e a respectiva finalidade interactiva: "Planta de um piso de um edifício. Para mais informações, seleccione uma sala."

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.1.1 - Conteúdo Não Textual

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se uma descrição abreviada puder servir a mesma finalidade e apresentar as mesmas informações do conteúdo não textual:
  1. G94: Fornecer a alternativa em texto abreviado para conteúdo não textual que serve a mesma finalidade e apresenta as mesmas informações do conteúdo não textual utilizando uma das técnicas de alternativa em texto abreviado indicadas abaixo

Situação B: Se uma descrição abreviada não puder servir a mesma finalidade e apresentar as mesmas informações do conteúdo não textual (por ex., um gráfico ou diagrama):
  1. G95: Fornecer alternativas em texto abreviado que fornecem uma breve descrição do conteúdo não textual utilizando uma das técnicas de alternativa em texto abreviado indicadas abaixo E uma das seguintes técnicas para a descrição extensa:

Situação C: Se o conteúdo não textual for um controlo ou aceitar a entrada de dados por parte do utilizador:
  1. G82: Fornecer uma alternativa em texto que identifique a finalidade do conteúdo não textual utilizando uma das técnicas de alternativa em texto abreviado indicadas abaixo

  2. H44: Utilizar elementos label para associar etiquetas de texto a controlos de formulário (HTML)

  3. H65: Utilizar atributos title para identificar controlos de formulário quando o elemento label não puder ser utilizado (HTML)

Situação D: Se o conteúdo não textual corresponder a multimédia baseada no tempo (incluindo apenas vídeo em directo e apenas áudio em directo); um teste ou exercício forem inválidos se apresentados em texto; ou a finalidade principal for criar uma experiência sensorial específica:
  1. Fornecer uma etiqueta descritiva utilizando uma das técnicas de alternativa em texto abreviado indicadas abaixo

  2. G68: Fornecer uma etiqueta descritiva que descreva a finalidade do conteúdo composto por apenas áudio em directo e por apenas vídeo em directo utilizando uma das técnicas de alternativa em texto abreviado indicadas abaixo

  3. G100: Fornecer o nome aceite ou um nome descritivo do conteúdo não textual utilizando uma das técnicas de alternativa em texto abreviado indicadas abaixo

Situação E: Se o conteúdo não textual corresponder a um CAPTCHA:
  1. G143: Fornecer uma alternativa em texto que descreva a finalidade do CAPTCHA E G144: Garantir que a Página Web inclua outro CAPTCHA que sirva a mesma finalidade utilizando uma modalidade diferente

Situação F: Se o conteúdo não textual dever ser ignorado pela tecnologia de apoio:
  1. Implementar ou assinalar o conteúdo não textual para ser ignorado pela tecnologia de apoio utilizando uma das técnicas de tecnologia específica indicadas abaixo

Técnicas de alternativa em texto abreviado para utilizar nas técnicas de tipo suficiente acima
  1. H36: Utilizar atributos alt em imagens utilizadas como botões Submeter (HTML)

  2. H2: Combinar a imagem adjacente e os links de texto para o mesmo recurso (HTML)

  3. H37: Utilizar atributos alt em elementos img (HTML)

  4. H35: Fornecer alternativas em texto em elementos applet (HTML)

  5. H53: Utilizar o corpo do elemento object (HTML)

  6. H24: Fornecer alternativas em texto para os elementos area dos mapas de imagens (HTML)

  7. H86: Fornecer alternativas em texto para arte ASCII, emoticons e leetspeak (HTML)

  8. H30: Fornecer texto do link que descreva a finalidade de um link para elementos anchor (HTML)

  9. G196: Utilizar uma alternativa em texto num item de um grupo de imagens que descreva todos os itens do grupo

Técnicas de alternativa em texto extenso para utilizar nas técnicas de tipo suficiente acima
  1. H45: Utilizar LONGDESC (HTML)

  2. H53: Utilizar o corpo do elemento object (HTML)

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para 1.1.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Técnicas Gerais para Conteúdo Informativo Não Textual (de tipo aconselhada)
  • Identificar conteúdo informativo não textual (futuro link)

  • Manter abreviadas as descrições abreviadas (futuro link)

  • Descrever imagens que incluam texto (futuro link)

  • Fornecer uma descrição mais extensa do conteúdo não textual, na qual apenas é necessário uma etiqueta descritiva utilizando uma técnica de tecnologia específica (para uma tecnologia de conteúdo suportada por acessibilidade) para a descrição extensa indicada acima (futuro link)

  • Fornecer tamanhos diferentes para conteúdo não textual, quando este não puder ter uma alternativa acessível equivalente (futuro link)

  • Utilizar scripts do lado do servidor para redimensionar imagens de texto (futuro link)

Técnicas Gerais para Conteúdo Em Directo Não Textual (de tipo aconselhada)
  • Aceder, através de um link, a informações textuais que fornecem informações comparáveis (por ex., para uma câmara Web de trânsito, um município pode fornecer um link para o relatório de trânsito em texto.) (futuro link)

Técnicas Gerais para minimizar a barreira dos CAPTCHAs
  • Fornecer mais de duas modalidades de CAPTCHAs (futuro link)

  • Fornecer acesso ao representante do serviço ao cliente que possa ignorar o CAPTCHA (futuro link)

  • Não requerer CAPTCHAs para utilizadores autorizados (futuro link)

Técnicas HTML (de tipo aconselhada)
Técnicas CSS (de tipo aconselhada)
Técnicas ARIA (de tipo aconselhada)
  • Utilizar a função da apresentação ARIA para indicar que os elementos são simplesmente para fins de apresentação (futuro link)

Técnicas de Metadados (de tipo aconselhada)
  • Utilizar metadados para associar transcrições de texto a um vídeo (futuro link)

  • Utilizar metadados para associar transcrições de texto a conteúdo composto por apenas áudio (futuro link)

    • EXEMPLO: Fornecer, em metadados, URI(s) que apontam para uma áudio-descrição e uma transcrição de texto de um vídeo.

    • EXEMPLO: Fornecer, em metadados, URI(s) que apontam para várias transcrições de texto (inglês, francês, holandês) de um ficheiro de áudio.

Falhas Comuns para o CS 1.1.1

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.1.1 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

Termos-Chave

tecnologia de apoio (tal como é utilizado neste documento)

hardware e/ou software que funcionam como um agente de utilizador, ou juntamente com um agente de utilizador convencional, de modo a fornecer a funcionalidade para cumprir os requisitos de utilizadores com incapacidades, para além dos oferecidos pelos agentes de utilizador convencionais

Nota 1: A funcionalidade fornecida pela tecnologia de apoio inclui apresentações alternativas (por ex., síntese de fala ou conteúdo aumentado), métodos de entrada alternativos (por ex., voz), mecanismos de orientação ou navegação adicionais e transformações de conteúdo (por ex., para tornar as tabelas mais acessíveis).

Nota 2: As tecnologias de apoio comunicam, muitas vezes, dados e mensagens a agentes de utilizador convencionais através da utilização e monitorização de APIs.

Nota 3: A diferença entre agentes de utilizador convencionais e tecnologias de apoio não é absoluta. Muitos agentes de utilizador convencionais fornecem algumas funcionalidades para ajudar pessoas com incapacidades. A principal diferença é que os agentes de utilizador convencionais visam um público mais vasto e diverso que, normalmente, inclui pessoas com e sem incapacidades. As tecnologias de apoio visam um grupo de utilizadores mais restrito, com incapacidades específicas. O apoio fornecido por uma tecnologia de apoio é mais específico e adequado às necessidades do seu público-alvo. O agente de utilizador convencional pode fornecer uma funcionalidade importante às tecnologias de apoio, tal como a aquisição de conteúdo da Web a partir de objectos de programa ou a análise da marcação em conjuntos identificáveis.

Exemplo: As tecnologias de apoio que são importantes, no contexto deste documento, incluem o seguinte:

  • ampliadores de ecrã, e outros auxiliares de leitura, que são utilizados por pessoas com incapacidades visuais, de percepção e físicas, de forma a poderem alterar a cor, o espaçamento, o tamanho e o tipo de letra do texto, a sincronização com a fala, etc., para melhorar a legibilidade do texto e imagens apresentados;

  • leitores de ecrã, que são utilizados por cegos para lerem informação textual através da síntese de fala ou braille;

  • software de texto-para-fala, que é utilizado por algumas pessoas com incapacidades cognitivas, de linguagem e de aprendizagem para converterem texto em fala sintetizada;

  • software de reconhecimento de voz, que pode ser utilizado por pessoas com algumas incapacidades físicas;

  • teclados alternativos, que são utilizados por pessoas com determinadas incapacidades físicas para simular o teclado (incluindo teclados alternativos que utilizam ponteiros de cabeça, manípulos simples, dispositivos de sopro/sucção e outros dispositivos de entrada especiais.);

  • dispositivos apontadores alternativos, que são utilizados por pessoas com determinadas incapacidades físicas para simular activações do botão e do ponteiro do rato.

CAPTCHA

iniciais de "Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart" (teste de Turing Público Completamente Automatizado para Diferenciar entre Computadores e Humanos)

Nota 1: Os testes CAPTCHA implicam, muitas vezes, pedir ao utilizador para digitar texto que é apresentado numa imagem escura ou num ficheiro de áudio.

Nota 2: Um teste de Turing é qualquer sistema de testes concebido para diferenciar um ser humano de um computador. O nome provém de um famoso cientista informático, chamado Alan Turing. O termo foi criado por investigadores da Carnegie Mellon University. [CAPTCHA]

nome

texto através do qual o software pode identificar um componente no conteúdo da Web para o utilizador

Nota 1: O nome poderá estar oculto e ficar visível apenas através de tecnologia de apoio, ao passo que uma etiqueta está visível a todos os utilizadores. Em muitos casos (mas não todos), o nome e a etiqueta são os mesmos.

Nota 2: Isto não está relacionado com o atributo name em HTML.

conteúdo não textual

qualquer conteúdo que não seja uma sequência de caracteres que possa ser determinada de forma programática, ou em que a sequência não exprima algo em idioma humano

Nota: Isto inclui arte ASCII (que consiste num padrão de caracteres), emoticons, leetspeak (que utiliza a substituição de caracteres), e imagens que representem texto

meramente decorativo

que serve apenas um objectivo estático, não fornecendo informação e sem qualquer funcionalidade

Nota: O texto é meramente decorativo se as palavras puderem ser reorganizadas ou substituídas sem alterar a sua finalidade.

Exemplo: A capa de um dicionário tem palavras aleatórias pouco proeminentes em plano de fundo.

experiência sensorial específica

uma experiência sensorial que não é meramente decorativa e não transmite informação importante, nem desempenha nenhuma função

Exemplo: Os exemplos incluem a execução de um solo de flauta, trabalhos de artes visuais, etc.

texto

sequência de caracteres que podem ser determinados de forma programática, em que a sequência exprime algo em idioma humano

alternativa em texto

texto que está associado de forma programática a conteúdo não textual, ou referido a partir de texto associado de forma programática a conteúdo não textual. O texto associado de forma programática é aquele cuja localização pode ser determinada de forma programática a partir do conteúdo não textual.

Exemplo: Uma imagem de gráfico é descrita em texto no parágrafo após o gráfico. A alternativa em texto abreviado para o gráfico indica que uma descrição é apresentada em seguida.

Nota: Para mais informações, consulte as Noções sobre Alternativas em Texto .


Multimédia Baseada no Tempo:
Noções sobre a Directriz 1.2

Directriz 1.2: Fornecer alternativas para multimédia baseada no tempo.

Finalidade da Directriz 1.2

A finalidade desta directriz é fornecer acesso a conteúdo em multimédia sincronizada e baseada no tempo. Isto inclui multimédia composta por:

  • apenas áudio

  • apenas vídeo

  • áudio-vídeo

  • áudio e/ou vídeo combinados com interacção

Para facilitar aos autores a rápida determinação do critério de sucesso que se aplica ao seu conteúdo, o tipo de multimédia ao qual se aplica cada critério de sucesso está incluído neste nome abreviado.

Para multimédia composta por apenas áudio ou por apenas vídeo, só precisa de aplicar os critérios de sucesso que digam "apenas áudio" ou "apenas vídeo" no respectivo nome abreviado. Se a multimédia não for composta por apenas áudio ou por apenas vídeo, então aplicam-se todos os restantes critérios de sucesso.

A multimédia também pode ser apresentada em directo ou pré-gravada. Cada um dos nomes abreviados do critério de sucesso indica se o critério de sucesso se aplica a multimédia em directo ou pré-gravada.

Multimédia sincronizada está definida no glossário como:

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que o conteúdo em multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal

Tenha em atenção que um ficheiro de áudio acompanhado por interacção está aqui abrangido, uma vez que é um ficheiro composto por apenas vídeo que envolve interacção. Estes ficheiros são abrangidos porque a interacção tem de ocorrer num determinado período de tempo. Dispor de uma transcrição de texto que diga, "para mais informações, clique agora," não seria muito útil, uma vez que o leitor não faria qualquer ideia de quando surgiria a palavra "agora" no áudio. Como resultado, seriam necessárias legendas sincronizadas.

Por vezes, existe tanto diálogo que não é possível encaixar a áudio-descrição nas pausas existentes no diálogo. A opção no Nível A para fornecer uma alternativa para multimédia baseada no tempo, em vez de uma áudio-descrição para multimédia sincronizada, iria permitir o acesso a todas as informações da multimédia sincronizada. Esta opção também permite o acesso às informações visuais em formato sem ser visual quando a áudio-descrição não é fornecida por alguma outra razão.

Para multimédia sincronizada que inclui interacção, os elementos interactivos (por exemplo, links) podem ser incorporados na alternativa para multimédia baseada no tempo.

Esta directriz também inclui (no Nível AAA) a interpretação em língua gestual para multimédia sincronizada, bem como uma abordagem designada por áudio-descrição alargada. Na áudio-descrição alargada, o vídeo é bloqueado periodicamente para permitir a introdução de mais áudio-descrição do que é possível nas pausas existentes no diálogo. Este é um caso em que os Critérios de Sucesso de um nível superior se baseiam nos requisitos de um Critério de Sucesso de nível inferior, com a intenção de dispor de requisitos acumulativos e progressivamente mais fortes.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 1.2 (não específicas dos critérios de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre para cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Todas as técnicas de tipo aconselhada para esta directriz referem-se a critérios de sucesso específicos.

Apenas áudio e Apenas vídeo (Pré-gravado):
Noções sobre o CS 1.2.1

1.2.1 Apenas áudio e Apenas vídeo (Pré-gravado): As seguintes afirmações, no que respeita a multimédia composta por apenas áudio pré-gravado e por apenas vídeo pré-gravado, são verdadeiras, excepto quando o áudio ou o vídeo forem, eles próprios, uma alternativa em multimédia para texto e forem claramente identificados como tal: (Nível A)

  • Apenas áudio pré-gravado: É fornecida uma alternativa para multimédia baseada no tempo, que apresenta informações equivalentes para o conteúdo composto por apenas áudio pré-gravado.

  • Apenas vídeo pré-gravado: É fornecida uma faixa de áudio ou uma alternativa para multimédia baseada no tempo, que apresenta informações equivalentes para o conteúdo composto por apenas vídeo pré-gravado.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é tornar disponíveis as informações transmitidas através de conteúdo composto por apenas áudio pré-gravado e por apenas vídeo pré-gravado a todos os utilizadores. As alternativas para multimédia baseada no tempo, que são baseadas no texto, tornam as informações acessíveis, uma vez que o texto pode ser apresentado através de qualquer modalidade sensorial (por exemplo, visual, auditiva ou táctil) para satisfazer as necessidades do utilizador. No futuro, o texto também poderá ser convertido em símbolos, língua gestual ou formas mais simples da linguagem (futuro).

Para conteúdo composto por vídeo pré-gravado, os autores têm a opção de fornecer uma faixa de áudio. Isto permite que os utilizadores com e sem deficiência da visão revejam o conteúdo em simultâneo. A abordagem também pode facilitar a compreensão do conteúdo, por parte das pessoas com incapacidades cognitivas, de linguagem e de aprendizagem, uma vez que irá fornecer uma apresentação paralela.

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.2.9 Apenas áudio (Em Directo)

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.2.1

  • Este Critério de Sucesso ajuda as pessoas que têm dificuldades em perceber conteúdos visuais. A tecnologia de apoio pode ler alternativas em texto em voz alta, apresentá-las visualmente ou convertê-las em braille.

  • As alternativas para multimédia baseada no tempo, que são baseadas no texto, podem ajudar algumas pessoas que têm dificuldade em compreender o significado do conteúdo composto por vídeo pré-gravado.

  • As pessoas surdas, com dificuldades de audição, ou que têm problemas em compreender informações de áudio por qualquer motivo, podem ler a apresentação do texto. Está em curso investigação na área da tradução automática de texto para língua gestual.

  • As pessoas surdocegas podem ler o texto em braille.

  • Além disso, o texto suporta a capacidade de pesquisar conteúdo não textual e de reproduzir conteúdo em várias formas.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.1

  • Uma gravação áudio de um discurso

    O link para um clip de áudio diz, "Discurso do Presidente na Assembleia." É fornecido um link para uma transcrição de texto imediatamente a seguir ao link para o clip de áudio.

  • Uma gravação áudio de uma conferência de imprensa

    Uma página Web inclui um link para uma gravação áudio de uma conferência de imprensa que identifica a gravação áudio. A página também dispõe de um link para uma transcrição de texto da conferência de imprensa. A transcrição inclui uma gravação literal de tudo o que os oradores dizem. Identifica quem está a falar e também regista outros sons significativos que fazem parte da gravação, tais como aplausos, risadas, perguntas da assistência, e assim sucessivamente.

  • Uma animação que ilustra como funciona o motor de um automóvel

    Uma animação mostra como funciona o motor de um automóvel. Não existe áudio e a animação faz parte de uma lição prática que descreve como funciona um motor. Uma vez que o texto da lição prática já fornece uma explicação completa, a multimédia é uma alternativa ao texto e a alternativa em texto inclui apenas uma breve descrição da animação e faz referência ao texto da lição prática para obter mais informações.

  • Um ficheiro composto por apenas vídeo com uma faixa de áudio

    Um filme mudo inclui uma faixa de áudio que inclui uma descrição da acção do vídeo.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.1 - Apenas áudio e Apenas vídeo (Pré-gravado)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se o conteúdo for apenas de áudio pré-gravado:
  1. G158: Fornecer uma alternativa para multimédia baseada no tempo para conteúdo composto por apenas áudio

Situação B: Se o conteúdo for composto por apenas vídeo pré-gravado:
  1. G159: Fornecer uma alternativa para multimédia baseada no tempo para conteúdo composto por apenas vídeo

  2. G166: Fornecer áudio que descreva o conteúdo importante do vídeo e o descreva como tal

Técnicas Adicionais (de tipo Aconselhada) para o 1.2.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer uma transcrição de uma apresentação composta por apenas vídeo em directo após o acontecimento (futuro link)

  • Aceder, através de um link, a informações textuais que fornecem informações comparáveis (por ex., para uma câmara Web de trânsito, um município pode fornecer um link para o relatório de trânsito em texto.) (futuro link)

Termos-Chave

alternativa para multimédia baseada no tempo

documento que inclui descrições de texto, correctamente sequenciadas, de informações auditivas e visuais baseadas no tempo, e que fornece um meio para atingir os resultados de qualquer interacção baseada no tempo

Nota: Um guião utilizado para criar conteúdo em multimédia sincronizada só cumpre esta definição se tiver sido corrigido para representar de forma precisa a multimédia sincronizada final após a edição.

apenas áudio

uma apresentação baseada no tempo composta por apenas áudio (sem vídeo e sem interacção)

alternativa em multimédia para texto

multimédia que não apresenta mais informação do que a que já se encontra presente no texto (directamente ou por intermédio de alternativas em texto)

Nota: É fornecida uma alternativa em multimédia para texto para aqueles que beneficiam de alternativas às representações de texto. As alternativas em multimédia para texto podem ser compostas por apenas áudio, apenas vídeo (incluindo vídeo de língua gestual) ou por áudio-vídeo.

pré-gravado

informação sem ser em directo

apenas vídeo

uma apresentação baseada no tempo composta por apenas vídeo (sem áudio e sem interacção)


Legendas (Pré-gravadas):
Noções sobre o CS 1.2.2

1.2.2 Legendas (Pré-gravadas): São fornecidas legendas para todo o conteúdo composto por áudio pré-gravado  em multimédia sincronizada, excepto quando a multimédia for uma alternativa em multimédia para texto e for claramente identificada como tal. (Nível A)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir às pessoas surdas ou com dificuldades de audição a visualização das apresentações em multimédia sincronizada. As legendas fornecem a parte do conteúdo disponível através da faixa de áudio. As legendas não só incluem o diálogo, como também identificam quem está a falar e incluem informações sem fala transmitidas através de som, incluindo efeitos sonoros importantes.

Reconhece-se que, actualmente, poderá ser difícil criar legendas para material urgente, e isto pode fazer com que o autor se depare com a escolha de adiar as informações até as legendas estarem disponíveis, ou publicar o conteúdo urgente que está inacessível aos surdos, pelo menos durante o período de tempo até as legendas estarem disponíveis. Ao longo do tempo, as ferramentas de legendagem, bem como a integração da legendagem no processo de apresentação podem diminuir ou eliminar esses adiamentos.

As legendas não são necessárias quando a própria multimédia sincronizada é uma apresentação alternativa das informações que também são apresentadas através de texto na página Web. Por exemplo, se as informações de uma página forem acompanhadas por uma apresentação em multimédia sincronizada que não apresente mais informações do que as já apresentadas no texto, mas a compreensão para pessoas com incapacidades cognitivas, de linguagem ou de aprendizagem for mais fácil, então não serão necessárias legendas, uma vez que as informações já são apresentadas na página em texto ou em alternativas em texto (por ex., imagens).

Consulte também as Noções sobre o critério de Sucesso 1.2.4 Legendas (Em Directo).

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.2.2

  • As pessoas surdas ou com dificuldades de audição podem aceder às informações auditivas no conteúdo em multimédia sincronizada através de legendas.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.2

  • Uma lição prática com legendas

    Um clip de vídeo mostra como dar um nó. As legendas dizem,

    "(música)

    Utilizar corda para dar nós era um talento importante

    para os marinheiros, soldados ou habitantes das florestas."

    Excerto do Exemplo da Formatação da Transcrição por Whit Anderson.

  • Um documento legal complexo contém clips de multimédia sincronizada para diferentes parágrafos, que mostram uma pessoa a expor os conteúdos do parágrafo. Cada clip está associado ao respectivo parágrafo. Não são fornecidas legendas para a multimédia sincronizada.

  • Um manual de instruções com a descrição de uma parte e a respectiva abordagem necessária é acompanhado por um clip de multimédia sincronizada que mostra a parte na respectiva abordagem correcta. Não são fornecidas legendas para o clip de multimédia sincronizada.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.2 - Legendas (Pré-gravadas)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. G93: Fornecer legendas abertas (sempre visíveis)

  2. G87: Fornecer legendas ocultas utilizando qualquer formato de multimédia prontamente disponível que tenha um leitor de vídeo que suporte legendas ocultas

  3. G87: Fornecer legendas ocultas utilizando qualquer uma das técnicas de tecnologia específica indicadas abaixo

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer uma nota com a informação "Não são utilizados quaisquer sons neste clip" para clips compostos por apenas vídeo (futuro link)

  • Utilizar SMIL 1.0 para fornecer legendas para todos os idiomas para os quais existam faixas de áudio (futuro link)

  • Utilizar SMIL 2.0 para fornecer legendas para todos os idiomas para os quais existam faixas de áudio (futuro link)

Termos-Chave

áudio

a tecnologia da reprodução de som

Nota: O áudio pode ser criado sinteticamente (incluindo a síntese de fala), gravado a partir de sons reais, ou ambos.

legendas

imagens sincronizadas e/ou alternativa em texto para informação de áudio, com ou sem fala, necessárias para compreender o conteúdo em multimédia

Nota 1: Estas legendas são semelhantes às legendas só de diálogo, à excepção de que transmitem não só o conteúdo do diálogo falado, como também equivalentes à informação de áudio sem diálogo, necessários para compreender o conteúdo do programa, incluindo efeitos sonoros, música, risos, localização e identificação do interlocutor.

Nota 2: As Legendas Ocultas são equivalentes que podem ser activados e desactivados com alguns leitores multimédia.

Nota 3: As Legendas Abertas são legendas que não podem ser desactivadas. Por exemplo, se as legendas forem imagens de texto equivalentes à parte visual, incorporadas no vídeo.

Nota 4: As legendas não devem ocultar nem obstruir informações relevantes do vídeo.

Note 5: Em alguns países, as legendas de diálogo e de áudio e as legendas só de diálogo designam-se ambas por "legendas".

Nota 6: As áudio-descrições podem ser legendadas, mas não obrigatoriamente, uma vez que são descrições de informações que já se encontram presentes visualmente.

alternativa em multimédia para texto

multimédia que não apresenta mais informação do que a que já se encontra presente no texto (directamente ou por intermédio de alternativas em texto)

Nota: É fornecida uma alternativa em multimédia para texto aos que beneficiam de representações alternativas de texto. As alternativas em multimédia para texto podem ser compostas por apenas áudio, apenas vídeo (incluindo vídeo de língua gestual) ou por áudio-vídeo.

pré-gravado

informação sem ser em directo

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal


Áudio-Descrição ou Alternativa em Multimédia (Pré-gravada):
Noções sobre o CS 1.2.3

1.2.3 Áudio-Descrição ou Alternativa em Multimédia (Pré-gravada): É fornecida uma alternativa para multimédia baseada no tempo ou uma áudio-descrição do conteúdo composto por vídeo pré-gravado para multimédia sincronizada, excepto quando a multimédia for uma alternativa em multimédia para texto e for claramente identificada como tal. (Nível A)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é fornecer às pessoas que são cegas ou que têm deficiência da visão o acesso às informações visuais numa apresentação em multimédia sincronizada. Este Critério de Sucesso descreve duas abordagens, que podem ambas ser utilizadas.

Uma das abordagens é fornecer áudio-descrição do conteúdo do vídeo. A áudio-descrição aumenta a parte áudio da apresentação com as informações necessárias quando a parte vídeo não se encontra disponível. Durante as pausas existentes no diálogo, a áudio-descrição fornece informações sobre acções, personagens, mudanças de cenário e texto no ecrã, que são importantes e não são descritas ou referidas na banda sonora principal.

A outra abordagem implica fornecer todas as informações da multimédia sincronizada (visuais e auditivas) em formato de texto. Uma alternativa para multimédia baseada no tempo fornece uma descrição contínua de tudo o que se passa no conteúdo em multimédia sincronizada. A alternativa para multimédia baseada no tempo tanto lê um guião como um livro. Ao contrário da áudio-descrição, a descrição da parte vídeo não se limita apenas às pausas no diálogo existente. São fornecidas descrições completas de todas as informações visuais, incluindo o contexto visual, as acções e expressões dos actores, e qualquer outro material visual. Além disso, são descritos os sons sem fala (risos, vozes fora do plano, etc.), e são incluídas transcrições de todo o diálogo. A sequência da descrição e das transcrições do diálogo é igual à sequência da própria multimédia sincronizada. Como resultado, a alternativa para multimédia baseada no tempo pode fornecer uma representação muito mais completa do conteúdo em multimédia sincronizada do que somente a áudio-descrição.

Se existir alguma interacção como parte da apresentação em multimédia sincronizada (por ex., "para responder à pergunta, pressione agora"), então a alternativa para multimédia baseada no tempo fornecerá hiperligações ou o que for necessário para fornecer a mesma funcionalidade.

Nota 1: Para o 1.2.3, o 1.2.5 e o 1.2.7, se todas as informações da faixa de vídeo já se encontrarem na faixa de áudio, não é necessária nenhuma áudio-descrição.

Nota 2: O 1.2.3, o 1.2.5 e o 1.2.8 sobrepõem-se, de algum modo, uns aos outros. Esta situação destina-se a dar alguma escolha ao autor no nível de conformidade mínimo, e a fornecer requisitos adicionais a níveis superiores. No Nível A do Critério de Sucesso 1.2.3, os autores têm a opção de fornecer uma áudio-descrição ou uma alternativa em texto completa. Se pretenderem estar em conformidade com o Nível AA do Critério de Sucesso 1.2.5, os autores têm de fornecer uma áudio-descrição - um requisito já cumprido se escolheram essa alternativa para o 1.2.3, caso contrário, um requisito adicional. No Nível AAA do Critério de Sucesso 1.2.8, têm de fornecer uma descrição de texto alargada. Este é um requisito adicional se o 1.2.3 e o 1.2.5 tiverem sido cumpridos mediante fornecimento apenas de uma áudio-descrição. Contudo, se o 1.2.3 tiver sido cumprido mediante o fornecimento de uma descrição de texto, e o requisito 1.2.5 para uma áudio-descrição tiver sido cumprido, então o 1.2.8 não adiciona novos requisitos.

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.2.5 Áudio-Descrição (Pré-gravada), Noções sobre o Critério de Sucesso 1.2.7 Áudio-Descrição Alargada (Pré-gravada) e Noções sobre o Critério de Sucesso 1.2.8 Alternativa em Multimédia (Pré-gravada).

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.2.3

  • Este Critério de Sucesso pode ajudar algumas pessoas que tenham dificuldades em ver o vídeo ou outro conteúdo em multimédia sincronizada, incluindo pessoas com dificuldades em perceber ou compreender imagens em movimento.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.3

  • Um filme com uma áudio-descrição.

    Narrador: Um título, "Ensinar Estudos de Evolução. Bonnie Chen. " Uma professora mostra fotografias de pássaros com bicos longos e finos.

    Bonnie Chen: "Estas fotografias foram todos tiradas em Everglades."

    Narrador: A professora dá dois paus de madeira finos e lisos a cada aluno.

    Bonnie Chen: "Hoje, vão fingir que são uma espécie de ave pernalta que tem um bico como este."

    Narrador: A professora segura dois dos paus com a boca fazendo a forma de um bico.

    Transcrição do áudio com base nos primeiros minutos de "Ensinar Estudos de Evolução, Bonnie Chen" (copyright WGBH e Clear Blue Sky Productions, Inc.)

  • Uma alternativa para multimédia baseada no tempo para um vídeo de formação

    Uma empresa compra um vídeo de Formação para ser utilizado pelos seus funcionários e coloca-o na Intranet da empresa. O vídeo explica a utilização de uma nova tecnologia e apresenta uma pessoa a falar e a mostrar coisas ao mesmo tempo. Uma vez que não há espaço para inserir uma áudio-descrição das demonstrações visuais durante as pausas do diálogo, a empresa fornece uma alternativa para multimédia baseada no tempo, que todos os funcionários, incluindo os que não podem ver as demonstrações, podem utilizar para compreender melhor o que está a ser apresentado.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.3 - Áudio-Descrição ou Alternativa em Multimédia (Pré-gravada)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.3

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer uma áudio-descrição em várias linguagens em SMIL 1.0 (futuro link)

  • Fornecer uma áudio-descrição em várias linguagens em SMIL 2.0 (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 1.2.3

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.2.3 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

alternativa para multimédia baseada no tempo

documento que inclui descrições de texto, correctamente sequenciadas, de informações auditivas e visuais baseadas no tempo, e que fornece um meio para atingir os resultados de qualquer interacção baseada no tempo

Nota: Um guião utilizado para criar conteúdo em multimédia sincronizada só cumpre esta definição se tiver sido corrigido para representar de forma precisa a multimédia sincronizada final após a edição.

áudio-descrição

narração adicionada à banda sonora para descrever detalhes visuais importantes que não podem ser compreendidos a partir apenas da banda sonora principal

Nota 1: A áudio-descrição do vídeo fornece informações sobre acções, personagens, mudanças de cenário, texto no ecrã e outro conteúdo visual.

Nota 2: Na áudio-descrição normal, a narração é adicionada durante as pausas existentes no diálogo. (Consulte também a áudio-descrição alargada).

Nota 3: Se todas as informações sobre o vídeo já estiverem incluídas no áudio, não é necessária qualquer áudio-descrição adicional.

Nota 4: Também designada por "vídeo-descrição" e "narrativa descritiva".

alternativa em multimédia para texto

multimédia que não apresenta mais informação do que a que já se encontra presente no texto (directamente ou por intermédio de alternativas em texto)

Nota: É fornecida uma alternativa em multimédia para texto aos que beneficiam de representações alternativas de texto. As alternativas em multimédia para texto podem ser compostas por apenas áudio, apenas vídeo (incluindo vídeo de língua gestual) ou por áudio-vídeo.

pré-gravado

informação sem ser em directo

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal

vídeo

a tecnologia de imagens em movimento ou sequência

Nota: O vídeo pode ser composto por imagens animadas ou fotográficas, ou ambas.


Legendas (Em Directo):
Noções sobre o CS 1.2.4

1.2.4 Legendas (Em Directo): São fornecidas legendas para todo o conteúdo composto por áudio em directo em multimédia sincronizada. (Nível AA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que as pessoas surdas ou com dificuldades de audição possam ver apresentações em tempo real . As legendas fornecem a parte do conteúdo disponível através de uma faixa de áudio. As legendas não só incluem diálogo, como também identificam quem está a falar e registam efeitos sonoros e outro áudio significativo.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.2.4

  • As pessoas surdas ou com dificuldades de audição podem aceder às informações auditivas do conteúdo em multimédia sincronizada através de legendas.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.4

  • Uma Webcast

    Uma agência de informação fornece uma Webcast com legendas e em directo.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.4 - Legendas (Em Directo)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. G9: Criar legendas para multimédia sincronizada em directo E G93: Fornecer legendas abertas (sempre visíveis)

  2. G9: Criar legendas para multimédia sincronizada em directo E G87: Fornecer legendas ocultas utilizando qualquer formato de multimédia prontamente disponível que disponha de um leitor de vídeo que suporte legendas ocultas

  3. G9: Criar legendas para multimédia sincronizada em directo E G87: Fornecer legendas ocultas utilizando uma das seguintes técnicas:

Nota: As legendas podem ser geradas utilizando um serviço de conversão de texto em tempo real.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.4

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

(Actualmente, não existe nenhuma documentada)

Falhas Comuns para o CS 1.2.4

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.2.4 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

áudio

a tecnologia da reprodução de som

Nota: O áudio pode ser criado sinteticamente (incluindo a síntese de fala), gravado a partir de sons reais, ou ambos.

legendas

imagens sincronizadas e/ou alternativa em texto para informação de áudio, com ou sem fala, necessárias para compreender o conteúdo em multimédia

Nota 1: Estas legendas são semelhantes às legendas só de diálogo, à excepção de que transmitem não só o conteúdo do diálogo falado, como também equivalentes à informação de áudio sem diálogo, necessários para compreender o conteúdo do programa, incluindo efeitos sonoros, música, risos, localização e identificação do interlocutor.

Nota 2: As Legendas Ocultas são equivalentes que podem ser activados e desactivados com alguns leitores multimédia.

Note 3: Legendas Abertas são legendas que não podem ser desactivadas. Por exemplo, se as legendas forem imagens de texto equivalentes à parte visual, incorporadas no vídeo.

Nota 4: As legendas não devem ocultar nem obstruir informações relevantes do vídeo.

Nota 5: Em alguns países, as legendas de diálogo e de áudio e as legendas só de diálogo designam-se ambas por "legendas".

Nota 6: As áudio-descrições podem ser legendadas, mas não obrigatoriamente, uma vez que são descrições de informações que já se encontram presentes visualmente.

em directo

informação obtida a partir de um acontecimento real e transmitida ao receptor com apenas um ligeiro atraso na transmissão

Nota 1: Um atraso na transmissão consiste num pequeno atraso (normalmente automatizado) utilizado, por exemplo, para dar tempo ao transmissor de colocar em fila de espera ou censurar a transmissão do áudio (ou vídeo), mas não o tempo suficiente para permitir uma edição significativa.

Nota 2: Se a informação for totalmente gerada por computador, então não é em directo.

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal


Áudio-Descrição (Pré-gravada):
Noções sobre o CS 1.2.5

1.2.5 Áudio-Descrição (Pré-gravada): É fornecida uma áudio-descrição para todo o conteúdo composto por vídeo pré-gravado em multimédia sincronizada. (Nível AA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é fornecer ás pessoas que são cegas ou com deficiência da visão o acesso às informações visuais numa apresentação multimédia sincronizada. A áudio-descrição aumenta a parte áudio da apresentação com as informações necessárias quando a parte vídeo não está disponível. Durante as pausas existentes no diálogo, a áudio-descrição fornece informações sobre as acções, as personagens, as mudanças de cenário e o texto no ecrã, que são importantes e não são descritas ou faladas na banda sonora principal.

Nota 1: Para o 1.2.3, o 1.2.5 e o 1.2.7, se todas as informações da faixa de vídeo já se encontrarem na faixa de áudio, não é necessária nenhuma áudio-descrição.

Nota 2: O 1.2.3, o 1.2.5 e o 1.2.8 sobrepõem-se, de algum modo, uns aos outros. Esta situação destina-se a dar alguma escolha ao autor no nível de conformidade mínimo, e a fornecer requisitos adicionais a níveis superiores. No Nível A do Critério de Sucesso 1.2.3, os autores têm a opção de fornecer uma áudio-descrição ou uma alternativa em texto completa. Se pretenderem estar em conformidade com o Nível AA do Critério de Sucesso 1.2.5, os autores têm de fornecer uma áudio-descrição - um requisito já cumprido se escolheram essa alternativa para o 1.2.3, caso contrário, um requisito adicional. No Nível AAA do Critério de Sucesso 1.2.8, têm de fornecer uma descrição de texto alargada. Este é um requisito adicional se o 1.2.3 e o 1.2.5 tiverem sido cumpridos mediante fornecimento apenas de uma áudio-descrição. Contudo, se o 1.2.3 tiver sido cumprido mediante o fornecimento de uma descrição de texto, e o requisito 1.2.5 para uma áudio-descrição tiver sido cumprido, então o 1.2.8 não adiciona novos requisitos.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.2.5

  • As pessoas que são cegas ou têm baixa visão, bem como as pessoas com limitações cognitivas que têm dificuldade em interpretar visualmente o que está a acontecer, beneficiam da áudio-descrição das informações visuais.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.5

  • Um filme com uma áudio-descrição.

    Narrador: Um título, "Ensinar Estudos de Evolução. Bonnie Chen." Uma professora mostra fotografias de pássaros com bicos longos e finos.

    Bonnie Chen: "Estas fotografias foram todas tiradas em Everglades."

    Narrador: A professora dá dois paus de madeira finos e lisos a cada aluno.

    Bonnie Chen: "Hoje, vão fingir que são uma espécie de ave pernalta que tem um bico como este."

    Narrador: A professora segura dois dos paus com a boca fazendo a forma de um bico.

    Transcrição do áudio com base nos primeiros minutos de "Ensinar Estudos de Evolução, Bonnie Chen" (copyright WGBH e Clear Blue Sky Productions, Inc.)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.5 - Áudio-Descrição (Pré-gravada)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.5

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer uma áudio-descrição em múltiplos idiomas em SMIL 1.0 (futuro link)

  • Fornecer uma áudio-descrição em múltiplos idiomas em SMIL 2.0 (futuro link)

  • Fornecer uma áudio-descrição para multimédia sincronizada em directo (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 1.2.5

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.2.5 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

áudio-descrição

narração adicionada à banda sonora para descrever detalhes visuais importantes que não podem ser compreendidos a partir apenas da banda sonora principal

Nota 1: A áudio-descrição do vídeo fornece informações sobre acções, personagens, mudanças de cenário, texto no ecrã e outro conteúdo visual.

Nota 2: Na áudio-descrição normal, a narração é adicionada durante as pausas existentes no diálogo. (Consulte também a áudio-descrição alargada).

Nota 3: Se todas as informações sobre o vídeo já estiverem incluídas no áudio, não é necessária qualquer áudio-descrição adicional.

Nota 4: Também designada por "vídeo-descrição" e "narrativa descritiva".

pré-gravado

informação sem ser em directo

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal

vídeo

a tecnologia de imagens em movimento ou sequência

Nota: O vídeo pode ser composto por imagens animadas ou fotográficas, ou ambas.


Língua Gestual (Pré-gravada):
Noções sobre o CS 1.2.6

1.2.6 Língua Gestual (Pré-gravada): É fornecida interpretação em língua gestual para todo o conteúdo composto por áudio pré-gravado em multimédia sincronizada. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que as pessoas surdas ou com dificuldades de audição, e que são fluentes numa língua gestual, compreendam o conteúdo de uma faixa de áudio de apresentações em multimédia sincronizada. O texto escrito, tal como o encontrado nas legendas, é, muitas vezes, uma segunda língua. Uma vez que a língua gestual tem a capacidade de fornecer entoação, emoção e outras informações de áudio que se reflectem na interpretação em língua gestual, mas não nas legendas, a interpretação em língua gestual fornece um acesso mais rico e equivalente à multimédia sincronizada. As pessoas que comunicam extensivamente em língua gestual também são mais rápidas em língua gestual e a multimédia sincronizada é uma apresentação baseada no tempo.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.2.6

  • As pessoas cujo idioma humano é uma língua gestual, por vezes têm uma capacidade de leitura limitada. Estas pessoas podem não conseguir ler e compreender as legendas e, por conseguinte, necessitam de interpretação em língua gestual para ter acesso ao conteúdo em multimédia sincronizada.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.6

  • Exemplo 1. Uma empresa vai fazer um anúncio importante a todos os seus funcionários. A reunião realizar-se-á na sede principal e será transmitida para a Web. No local da reunião, estará um intérprete de língua gestual. O vídeo em directo permite visualizar completamente o intérprete de língua gestual, bem como o orador.

  • Exemplo 2. O mesmo anúncio descrito no exemplo 1 também será transmitido pela Web para os funcionários que estão distantes. Uma vez que existe apenas uma visualização disponível, o intérprete de língua gestual será apresentado no canto do visor.

  • Exemplo 3. Uma universidade fornece uma versão online de uma determinada conferência, criando uma apresentação em multimédia sincronizada do professor que está a dar a conferência. A apresentação inclui o vídeo do professor a falar e a demonstrar uma experiência científica. É criada uma interpretação em língua gestual da conferência e apresentada na Web com a versão em multimédia sincronizada.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.6 - Língua Gestual (Pré-gravada)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.6

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Técnicas de Metadados
  • Utilizar metadados para associar alternativas em língua gestual de um vídeo para permitir a escolha da língua gestual (futuro link)

    • EXEMPLO: Fornecer, em metadados, URI(s) que apontam para várias traduções de língua gestual em inglês (ASL, SASL, BSL, Auslan, ISL, NZSL) de uma página Web.

Falhas Comuns para o CS 1.2.6

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.2.6 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

áudio

a tecnologia da reprodução de som

Nota: O áudio pode ser criado sinteticamente (incluindo a síntese de fala), gravado a partir de sons reais, ou ambos.

pré-gravado

informação sem ser em directo

interpretação em língua gestual

tradução de uma língua, normalmente uma língua falada, para língua gestual

Nota: As verdadeiras línguas gestuais são línguas independentes não relacionadas com a(s) língua(s) faladas do mesmo país ou região.

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal


Áudio-Descrição Alargada (Pré-gravada):
Noções sobre o CS 1.2.7

1.2.7 Áudio-Descrição Alargada (Pré-gravada): Quando as pausas no áudio do primeiro plano forem insuficientes para permitir que as áudio-descrições transmitam o sentido do vídeo, é fornecida uma áudio-descrição alargada para todo o conteúdo composto por vídeo pré-gravado em multimédia sincronizada. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é fornecer às pessoas que são cegas ou que têm deficiência da visão acesso a uma apresentação em multimédia sincronizada que está para além do que é fornecido por uma áudio-descrição normalizada. Isto é efectuado congelando periodicamente a apresentação em multimédia sincronizada, reproduzindo áudio-descrição adicional. A apresentação em multimédia sincronizada é, em seguida, retomada.

Uma vez que a visualização para as pessoas que não necessitam de descrição adicional é interrompida, são, muitas vezes, fornecidas técnicas que permitem activar e desactivar a funcionalidade. Em alternativa, podem ser fornecidas versões com e sem a descrição adicional.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.2.7

  • As pessoas que são cegas, as pessoas com baixa visão que não conseguem ver o ecrã, bem como as pessoas com limitações cognitivas que têm dificuldades em interpretar visualmente o que está a acontecer, utilizam, muitas vezes, a áudio-descrição das informações visuais. Contudo, se existir demasiado diálogo, a áudio-descrição é insuficiente. A áudio-descrição alargada pode fornecer as informações adicionais necessárias para compreender o vídeo.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.7

  • Exemplo 1. Vídeo de uma conferência. Um professor de física está a dar uma conferência. Ele faz desenhos à mão no quadro, falando rapidamente enquanto desenha. Assim que acaba de debater um problema, apaga o desenho e faz outro enquanto continua a falar e a gesticular com a outra mão. O vídeo é colocado em pausa entre os problemas, e é fornecida uma áudio-descrição alargada dos desenhos e gestos do professor; em seguida, o vídeo é retomado.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.7 - Áudio-Descrição Alargada (Pré-gravada)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. G8: Fornecer um filme com áudio-descrições alargadas utilizando uma das seguintes técnicas:

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.7

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Adicionar uma áudio-descrição alargada em múltiplos idiomas em SMIL 1.0 (futuro link)

  • Adicionar uma áudio-descrição alargada em múltiplos idiomas em SMIL 2.0 (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 1.2.7

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.2.7 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

áudio-descrição

narração adicionada à banda sonora para descrever detalhes visuais importantes que não podem ser compreendidos a partir apenas da banda sonora principal

Nota 1: A áudio-descrição do vídeo fornece informações sobre acções, personagens, mudanças de cenário, texto no ecrã e outro conteúdo visual.

Nota 2: Na áudio-descrição normal, a narração é adicionada durante as pausas existentes no diálogo. (Consulte também a áudio-descrição alargada).

Nota 3: Se todas as informações sobre o vídeo já estiverem incluídas no áudio, não é necessária qualquer áudio-descrição adicional.

Nota 4: Também designada por "vídeo-descrição" e "narrativa descritiva".

áudio-descrição alargada

áudio-descrição adicionada a uma apresentação audiovisual, fazendo uma pausa no vídeo, de forma a haver tempo para adicionar a descrição

Nota: Esta técnica só é utilizada se o sentido do vídeo se perder sem a áudio-descrição adicional e as pausas entre o diálogo/narração forem demasiado curtas.

pré-gravado

informação sem ser em directo

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal

vídeo

a tecnologia de imagens em movimento ou sequência

Nota: O vídeo pode ser composto por imagens animadas ou fotográficas, ou ambas.


Alternativa em Multimédia (Pré-gravada):
Noções sobre o CS 1.2.8

1.2.8 Alternativa em Multimédia (Pré-gravada): É fornecida uma alternativa para multimédia baseada no tempo para toda a multimédia sincronizada pré-gravada e para toda a multimédia composta por apenas vídeo pré-gravada. (Nível AAA)

Finalidades deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é disponibilizar material áudio-visual a pessoas cuja visão é demasiado fraca para lerem as legendas com precisão, e cuja audição é demasiado fraca para ouvirem o diálogo e a áudio-descrição com precisão. Isto é efectuado, fornecendo uma alternativa para multimédia baseada no tempo.

Esta abordagem implica fornecer todas as informações da multimédia sincronizada (visuais e auditivas) em formato de texto. Uma alternativa para multimédia baseada no tempo fornece uma descrição contínua de tudo o que se passa no conteúdo em multimédia sincronizada. A alternativa para multimédia baseada no tempo lê algo como um livro. Ao contrário da áudio-descrição, a descrição da parte vídeo não se limita apenas às pausas no diálogo existente. São fornecidas descrições completas de todas as informações visuais, incluindo o contexto visual, as acções e expressões dos actores, e qualquer outro material visual. Além disso, são descritos os sons sem fala (risos, vozes fora do plano, etc.), e são incluídas transcrições de todo o diálogo. A sequência das descrições e das transcrições do diálogo é igual à sequência da própria multimédia sincronizada. Como resultado, a alternativa para multimédia baseada no tempo pode fornecer uma representação muito mais completa do conteúdo em multimédia sincronizada do que somente a áudio-descrição.

Se existir alguma interacção como parte da apresentação em multimédia sincronizada (por ex., "para responder à pergunta, pressione agora"), então a alternativa para multimédia baseada no tempo fornecerá hiperligações ou o que for necessário para fornecer a mesma funcionalidade.

As pessoas, cuja visão é demasiado fraca para lerem legendas com precisão e cuja audição é demasiado fraca para ouvirem o diálogo com precisão, podem aceder à alternativa para multimédia baseada no tempo utilizando uma linha braille.

Nota 1: Para o 1.2.3, o 1.2.5 e o 1.2.7, se todas as informações da faixa de vídeo já se encontrarem na faixa de áudio, não é necessária nenhuma áudio-descrição.

Nota 2: O 1.2.3, o 1.2.5 e o 1.2.8 sobrepõem-se, de algum modo, uns aos outros. Esta situação destina-se a dar alguma escolha aos autores no nível de conformidade mínimo, e a fornecer requisitos adicionais a níveis superiores. No Nível A do Critério de Sucesso 1.2.3, os autores têm a opção de fornecer uma áudio-descrição ou uma alternativa em texto completa. Se pretenderem estar em conformidade com o Nível AA do Critério de Sucesso 1.2.5, os autores têm de fornecer uma áudio-descrição - um requisito já cumprido se escolheram essa alternativa para o 1.2.3, caso contrário, um requisito adicional. No Nível AAA do Critério de Sucesso 1.2.8, têm de fornecer uma descrição de texto alargada. Este é um requisito adicional se o 1.2.3 e o 1.2.5 tiverem sido cumpridos mediante fornecimento apenas de uma áudio-descrição. Contudo, se o 1.2.3 tiver sido cumprido mediante o fornecimento de uma descrição de texto, e o requisito 1.2.5 para uma áudio-descrição tiver sido cumprido, então o 1.2.8 não adiciona novos requisitos.

Benefícios específicos do Critério de Sucesso 1.2.8

  • As pessoas que não vêem bem ou são cegas e as pessoas que não ouvem bem ou são surdas podem aceder às informações em apresentações áudio-visuais.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.8

  • Exemplo 1. Alternativa para multimédia baseada no tempo para um vídeo de formação

    Um centro social compra um vídeo de Formação para ser utilizado pelos seus clientes e coloca-o na Intranet do centro. O vídeo explica a utilização de uma nova tecnologia e inclui uma pessoa a falar e a mostrar coisas ao mesmo tempo. O centro social fornece uma alternativa para multimédia baseada no tempo, que todos os clientes, incluindo os que não podem ver as demonstrações nem ouvir as explicações da multimédia sincronizada, podem utilizar para compreender melhor o que está a ser apresentado.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(Actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.8 - Alternativa em Multimédia (Pré-gravada)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se o conteúdo for multimédia sincronizada pré-gravada:
  1. G69: Fornecer uma alternativa para multimédia baseada no tempo utilizando uma das seguintes técnicas

Situação B: Se o conteúdo for composto por apenas vídeo pré-gravado:
  1. G159: Fornecer uma alternativa para multimédia baseada no tempo para conteúdo composto por apenas vídeo

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.8

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Falhas Comuns para o CS 1.2.8

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.2.8 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

Termos-Chave

alternativa para multimédia baseada no tempo

documento que inclui descrições de texto, correctamente sequenciadas, de informações auditivas e visuais baseadas no tempo, e que fornece um meio para atingir os resultados de qualquer interacção baseada no tempo

Nota: Um guião utilizado para criar conteúdo em multimédia sincronizada só cumpre esta definição se tiver sido corrigido para representar de forma precisa a multimédia sincronizada final após a edição.

pré-gravado

informação sem ser em directo

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal

apenas vídeo

uma apresentação baseada no tempo composta por apenas vídeo (sem áudio nem interacção)


Apenas áudio (Em Directo):
Noções sobre o CS 1.2.9

1.2.9 Apenas áudio (Em Directo): É fornecida uma alternativa para multimédia baseada no tempo que apresenta informações equivalentes para conteúdo composto por apenas áudio em directo. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é tornar as informações transmitidas através de áudio em directo, tais como vídeo-conferência, voz em directo e Webcasts de rádio, acessíveis através da utilização de uma alternativa em texto. Um serviço de legendagem em directo irá permitir que o áudio em directo esteja acessível a pessoas surdas ou com dificuldades de audição, ou que não podem, de outra forma, ouvir o áudio. Estes serviços utilizam um operador humano treinado, que ouve o que está a ser dito e utiliza um teclado especial para introduzir o texto com apenas um pequeno atraso. Eles estão capacitados para capturar um evento em directo com um elevado grau de fidelidade, e ainda inserir notas sobre qualquer áudio não verbalizado essencial para compreender o evento. A transcrição é, às vezes, uma possibilidade se o áudio em directo estiver a seguir um guião definido; mas é preferível um serviço de legendagem em directo porque acompanha o ritmo do próprio áudio e pode adaptar-se a quaisquer desvios que possam ocorrer ao guião.

Utilizar operadores sem formação, ou fornecer uma transcrição que difere nitidamente do que está a acontecer, não será considerado como cumprir este Critério de Sucesso.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.9

  • Uma empresa de relações públicas utiliza serviços de legendagem baseados na Web para cobrir eventos em directo; o resultado do serviço é incorporado numa sub-moldura da página Web a qual inclui o controlo da transmissão áudio.

  • Uma peça em directo na rádio de um grupo de teatro alternativo está a ser transmitida para a Web. Como os actores se mantêm muito fiéis ao guião, e o orçamento para o programa é reduzido, os produtores fornecem um link (com autorização do dramaturgo) para o guião da peça.

  • Um servidor de transmissão de áudio utiliza um formato multimédia que pode, igualmente, incluir texto e gráficos, como é o caso do Flash ou do Silverlight. É utilizado um estenógrafo para criar legendas em directo num evento, as quais são misturadas de imediato na transmissão multimédia, podendo ser visualizadas através do leitor multimédia.

  • Um director-geral vai fazer um comunicado à imprensa por telefone, em resposta a uma notícia de última hora. O áudio será gravado e transmitido pela Internet, mas devido a limitações de tempo, não será possível disponibilizar a tempo um serviço de legendagem. Uma vez que o comunicado à imprensa é um comunicado que o director-geral irá ler, a empresa fornece simultaneamente a transcrição do comunicado.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.9 - Apenas áudio (Em directo)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.9

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar metadados para associar transcrições de texto a conteúdo composto por apenas áudio (futuro link)

    Exemplo: Fornecer, em metadados, URI(s) que apontam para várias transcrições de texto (inglês, francês, holandês) de um ficheiro de áudio.

Falhas Comuns para o CS 1.2.9

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.2.9 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

alternativa para multimédia baseada no tempo

documento que inclui descrições de texto, correctamente sequenciadas, para informação visual e auditiva baseada no tempo e que fornece um meio para atingir os resultados de uma qualquer interacção baseada no tempo

Nota: O ecrã de execução utilizado para criar o conteúdo em multimédia sincronizada cumprirá esta definição se tiver sido corrigido, após edição, para representar fielmente a multimédia sincronizada final.

apenas áudio

uma apresentação baseada no tempo composta por apenas áudio (sem vídeo e sem interacção)

em directo

informação obtida a partir de um acontecimento real e transmitida ao receptor com um, não mais do que, atraso de transmissão

Nota 1: Um atraso de transmissão é um pequeno atraso (normalmente automatizado) utilizado, por exemplo, para dar tempo ao transmissor de encaminhar ou censurar os feed de áudio (ou vídeo), mas não suficiente para permitir edição significativa.

Nota 2: Se a informação for totalmente gerada por computador, então não é em directo.


Adaptável:
Noções sobre a Directriz 1.3

Directriz 1.3: Criar conteúdo que possa ser apresentado de formas diferentes (por exemplo, uma disposição mais simples) sem perda de informação ou estrutura.

Finalidade da Directriz 1.3

A finalidade desta directriz é garantir que todas as informações estejam disponíveis de forma a serem percebidas por todos os utilizadores, por exemplo, faladas em voz alta, ou apresentadas numa disposição visual mais simples. Se todas as informações estiverem disponíveis de forma a poderem ser determinadas por software, então poderão ser apresentadas aos utilizadores em diferentes formas (visual, auditiva, táctil, etc.). Se as informações estiverem incorporadas numa determinada apresentação, de tal forma que a estrutura e as informações não possam ser determinadas de forma programática pela tecnologia de apoio, então não poderão ser apresentadas noutros formatos, conforme necessário pelo utilizador.

Todos os Critérios de Sucesso desta directriz pretendem garantir que diferentes tipos de informação que estão, muitas vezes, codificados na apresentação, também estejam disponíveis para poderem ser apresentados noutras modalidades.

  • estrutura: a forma como as partes de uma página Web estão organizadas em relação umas às outras; e a forma como um conjunto de páginas Web está organizado

  • apresentação: a apresentação do conteúdo numa forma que possa ser percebida pelos utilizadores

Informações e Relações:
Noções sobre o CS 1.3.1

1.3.1 Informações e Relações: As informações, a estrutura e as relações transmitidas através da apresentação podem ser determinadas de forma programática ou estão disponíveis no texto. (Nível A)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que as informações e as relações que são apresentadas através de formatação visual ou auditiva sejam preservadas quando o formato da apresentação sofrer alterações. Por exemplo, o formato da apresentação muda quando o conteúdo é lido por um leitor de ecrã, ou quando uma folha de estilo do utilizador é substituída pela folha de estilo fornecida pelo autor.

Os utilizadores que fazem uso do sentido da visão percebem a estrutura através da percepção de várias pistas visuais — os cabeçalhos encontram-se, geralmente, num tipo de letra maior e a negrito, separados dos parágrafos por linhas em branco; os itens de uma lista são precedidos por uma marca de item e talvez indentados; os parágrafos estão separados por uma linha em branco; os itens que partilham uma característica comum estão organizados em colunas e linhas de forma tabular; os campos de formulário podem estar posicionados como grupos que partilham etiquetas de texto; pode ser utilizada uma cor de fundo diferente para indicar que vários itens se relacionam entre si; as palavras que têm um estado especial são indicadas mediante alteração do tipo de letra e/ou negrito, itálico ou sublinhado, e assim sucessivamente.

Também poderão ser utilizadas pistas sonoras. Por exemplo, o som do toque de um sino poderá indicar o início de uma nova secção; poderá ser utilizada uma mudança no tom de voz ou no ritmo da fala para realçar informações importantes ou para indicar texto citado; etc.

Quando essas relações forem perceptíveis a um conjunto de utilizadores, poderão tornar-se perceptíveis a todos os utilizadores. Um método para determinar se as informações foram ou não fornecidas de forma adequada a todos os utilizadores é aceder às informações seriadamente em diferentes modalidades.

Se forem implementados links para os itens de um glossário, utilizando elementos anchor - links para marcas existentes no mesmo documento - (ou o elemento link adequado à tecnologia em utilização) e os mesmos forem identificados utilizando um tipo de letra diferente, o utilizador de um leitor de ecrã irá ouvir que o item é um link quando o termo do glossário for encontrado, apesar de poder não receber informações sobre a alteração ao tipo de letra. Um catálogo online poderá indicar preços utilizando um tipo de letra grande de cor vermelha. Um leitor de ecrã ou uma pessoa que não consigam distinguir a cor vermelha dispõem à mesma da informação sobre o preço, desde que este seja precedido pelo símbolo de moeda.

Algumas tecnologias não fornecem um meio para determinar de forma programática alguns tipos de informações e relações. Nesse caso, deverá existir uma descrição em texto das informações e relações. Por exemplo, "todos os campos obrigatórias estão marcados com um asterisco (*)". A descrição em texto deverá estar junto às informações que está a descrever (quando a página estiver linearizada), tal como no elemento principal ou no elemento adjacente.

Também poderão existir casos em que poderá ser necessário avaliar que informações deverão ser apresentadas no texto e o que deverá estar directamente associado, e poderá ser mais apropriado duplicar algumas informações (por exemplo, numa tabela HTML, fornecendo o resumo no parágrafo antes da tabela e no atributo summary da própria tabela). Contudo, sempre que possível, é necessário que as informações sejam determinadas de forma programática, em vez de fornecer uma descrição em texto antes de encontrar a tabela.

Nota: Não é necessário que os valores de cor sejam determinados de forma programática. As informações transmitidas por cor não podem ser apresentadas de forma adequada, simplesmente revelando o valor. Por conseguinte, o Critério de Sucesso 1.4.1 aborda o caso específico da cor, em vez do Critério de Sucesso 1.3.1.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.3.1

  • Este Critério de Sucesso ajuda pessoas com diferentes incapacidades, permitindo que os agentes de utilizador adaptem o conteúdo de acordo com as necessidades de cada utilizador.

  • Os utilizadores que são cegos (e utilizam um leitor de ecrã) beneficiam quando as informações transmitidas através de cor também estão disponíveis em texto (incluindo alternativas em texto para imagens que utilizam cor para transmitir informações).

  • Os utilizadores que são surdocegos e utilizam linhas braille (texto), poderão não conseguir aceder à informação dependente da cor.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.3.1

  • Um formulário com campos obrigatórios

    Um formulário contém vários campos obrigatórios. As etiquetas para os campos obrigatórios são apresentadas a vermelho. Além disso, no fim de cada etiqueta existe um asterisco, *. As instruções para preencher o formulário indicam que "todos os campos obrigatórios são apresentados a vermelho e assinalados com um asterisco *", seguidos por um exemplo.

  • Um formulário que utiliza cor e texto para indicar os campos obrigatórios

    Um formulário contém campos obrigatórios e opcionais. As instruções no início do formulário explicam que os campos obrigatórios estão identificados com texto a vermelho e também com um ícone, cuja alternativa em texto diz, "Obrigatório." Tanto o texto a vermelho como o ícone estão associados de forma programática aos campos de formulário apropriados, para que os utilizadores de tecnologia de apoio possam determinar os campos obrigatórios.

  • Uma tabela com o horário dos autocarros, em que os cabeçalhos de cada célula podem ser determinados de forma programática

    Um horário de autocarros consiste numa tabela com as paragens de autocarro apresentadas verticalmente na primeira coluna e os diferentes autocarros apresentados horizontalmente na primeira linha. Cada célula contém a hora a que o autocarro chegará à paragem. As células referentes à paragem de autocarro e aos autocarros são identificadas como cabeçalhos para a respectiva linha ou coluna, para que a tecnologia de apoio possa determinar de forma programática que autocarro e que paragem de autocarro estão associados à hora indicada em cada célula.

  • Um formulário em que as etiquetas das caixas de verificação podem ser determinadas de forma programática

    Num formulário, as etiquetas de cada caixa de verificação podem ser determinadas de forma programática através da tecnologia de apoio

  • Um documento de texto

    Um simples documento de texto está formatado com duas linhas em branco antes dos títulos, asteriscos para indicar itens de lista e outras convenções de formatação normais, para que a respectiva estrutura possa ser determinada de forma programática.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.3.1 - Informações e Relações

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem suficientes para essa situação.

Situação A: A tecnologia fornece uma estrutura semântica para transmitir as informações e as relações através de uma apresentação determinável de forma programática:
  1. G115: Utilizar elementos semânticos para marcar a estruturaEH49: Utilizar a marcação semântica para assinalar texto especial ou realçado (HTML)

  2. G117: Utilizar texto para transmitir informações que são transmitidas através de variações na apresentação do texto

  3. G140: Separar as informações e a estrutura da apresentação para permitir diferentes apresentações

  4. Transmitir informações e relações através da apresentação determinável de forma programática utilizando as seguintes técnicas:

Situação B: A tecnologia em utilização NÃO fornece a estrutura semântica para transmitir as informações e relações através de uma apresentação determinável de forma programática:
  1. G117: Utilizar texto para transmitir informações que são transmitidas através de variações na apresentação do texto

  2. Transmitir informações e relações através da apresentação determinável de forma programática ou disponível no texto, utilizando as seguintes técnicas:

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.3.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Falhas Comuns para o CS 1.3.1

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.3.1 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

Termos-Chave

apresentação

apresentar o conteúdo de forma a ser compreendido pelos utilizadores

determinado de forma programática (determinável de forma programática)

determinado pelo software a partir de dados fornecidos pelo autor, de forma a que os diferentes agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio, possam extrair e apresentar esta informação aos utilizadores de diferentes maneiras

Exemplo 1: Determinado numa linguagem de marcação a partir de elementos e atributos que são acedidos directamente através de tecnologia de apoio normalmente disponível.

Exemplo 2: Determinado a partir de estruturas de dados específicas da tecnologia numa linguagem que não é de marcação e exposto a tecnologia de apoio através de uma API acessível que é suportada pela generalidade da tecnologia de apoio disponível.

relações

associações com sentido entre unidades de conteúdo distintas

estrutura
  1. O modo como as partes de uma página Web estão organizadas em relação umas às outras; e

  2. O modo como um conjunto de páginas Web está organizado


Sequência com Significação:
Noções sobre o CS 1.3.2

1.3.2 Sequência com Significação: Quando a sequência na qual o conteúdo é apresentado afecta o seu significado, uma sequência de leitura correcta pode ser determinada de forma programática. (Nível A)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que um agente de utilizador forneça uma apresentação alternativa do conteúdo, preservando, ao mesmo tempo, a ordem de leitura necessária para compreender o significado. É importante que seja possível determinar de forma programática, no mínimo, uma sequência do conteúdo que faça sentido. O conteúdo que não cumpra este Critério de Sucesso pode confundir ou desorientar os utilizadores, quando a tecnologia de apoio ler o conteúdo pela ordem errada, ou quando forem aplicadas folhas de estilo alternativas ou outras alterações de formatação.

Uma sequência tem significação se a ordem do conteúdo na sequência não puder ser alterada sem afectar o respectivo significado. Por exemplo, se uma página incluir dois artigos independentes, a ordem relativa dos artigos poderá não afectar o respectivo significado, desde que não estejam entre folhas. Numa situação dessas, os próprios artigos poderão ter uma sequência com significação, mas a caixa que contém os artigos poderá não ter uma sequência com significação.

A semântica de alguns elementos define se o respectivo conteúdo é ou não uma sequência com significação. Por exemplo, em HTML, o texto é sempre uma sequência com significação. As tabelas e as listas ordenadas são sequências com significação, ao contrário das listas desordenadas.

A ordem do conteúdo numa sequência nem sempre tem significação. Por exemplo, a ordem relativa da secção principal de uma página Web e uma secção de navegação não afectam o respectivo significado. Podem ocorrer por qualquer ordem na sequência de leitura determinada de forma programática. Outro exemplo é um artigo de uma revista que contém várias barras laterais de chamada. A ordem do artigo e as barras laterais não afectam o respectivo significado. Nestes casos, existem várias ordens diferentes de leitura de uma página Web para cumprir o Critério de Sucesso.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.3.2

  • Este Critério de Sucesso pode ajudar as pessoas que dependem de tecnologias de apoio que lêem o conteúdo em voz alta. O significado evidente na sequência das informações na apresentação predefinida será o mesmo quando o conteúdo for apresentado em formato de voz.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.3.2

  • Exemplo 1: Num documento com várias colunas, a apresentação linear do conteúdo começa no início de uma coluna até ao fim da mesma e, em seguida, avança para o início da próxima coluna.

  • Exemplo 2: Usou-se CSS para colocar uma barra de navegação, a história principal numa página, e uma história colateral. A apresentação visual das secções não corresponde à ordem determinada de forma programática, mas o significado da página não depende da ordem das secções.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.3.2 - Sequência com Significação

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.3.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar texto alinhado à esquerda para idiomas que são escritos da esquerda para a direita, e texto alinhado à direita para idiomas que são escritos da direita para a esquerda (futuro link)

  • Fornecer um link para apresentação linearizada (futuro link)

  • Fornecer um comutador de estilo entre as folhas de estilo que afectam a ordem da apresentação (futuro link)

Termos-Chave

sequência de leitura correcta

qualquer sequência, na qual as palavras e os parágrafos são apresentados numa ordem que não altera o significado do conteúdo

determinado de forma programática (determinável de forma programática)

determinado pelo software a partir de dados fornecidos pelo autor, de forma a que os diferentes agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio, possam extrair e apresentar esta informação aos utilizadores de diferentes maneiras

Exemplo 1: Determinado numa linguagem de marcação a partir de elementos e atributos que são acedidos directamente através de tecnologia de apoio normalmente disponível.

Exemplo 2: Determinado a partir de estruturas de dados específicas da tecnologia numa linguagem que não é de marcação e exposto a tecnologia de apoio através de uma API acessível que é suportada pela generalidade da tecnologia de apoio disponível.


Características Sensoriais:
Noções sobre o CS 1.3.3

1.3.3 Características Sensoriais: As instruções fornecidas para compreender e utilizar o conteúdo não dependem somente das características sensoriais dos componentes, tais como forma, tamanho, localização visual, orientação ou som. (Nível A)

Nota: Para obter os requisitos relacionados com a cor, consulte a Directriz 1.4.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que todos os utilizadores possam aceder às instruções sobre como utilizar o conteúdo, mesmo quando não conseguem compreender a forma ou o tamanho, ou utilizar as informações sobre a orientação ou localização dos espaços. Determinado conteúdo depende do conhecimento da forma ou posição dos objectos que não estão disponíveis a partir da estrutura do conteúdo (por exemplo, "botão circular" ou "botão para a direita"). Alguns utilizadores com incapacidades não conseguem compreender a forma ou a posição devido à natureza das tecnologias de apoio que utilizam. Este Critério de Sucesso requer que as informações adicionais sejam fornecidas para clarificar tudo o que seja dependente deste tipo de informações.

Contudo, fornecer informações utilizando a forma e/ou localização é um método eficaz para muitos utilizadores, incluindo os que têm limitações cognitivas. O fornecimento desses tipos de diferenciadores de informação (pistas/referências) não deve ser desencorajado, desde que a informação também seja fornecida de outras formas.

Em alguns idiomas, a palavra "acima" é geralmente entendida por se referir a conteúdo que é anterior ao ponto do conteúdo em que estamos e "abaixo" refere-se ao conteúdo posterior. Nesses idiomas, se o conteúdo a referenciar se encontrar na posição apropriada face ao fluxo de leitura e as referências não forem ambiguas, declarações como "escolha um dos links abaixo" ou "todos os indicados acima" estarão em conformidade com este Critério de Sucesso.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.3.3

  • As pessoas que são cegas e as pessoas que têm baixa visão poderão não ser capazes de compreender a informação se esta for transmitida através da forma e/ou localização. Fornecer informação adicional, para além da forma e/ou localização, permitir-lhes-á compreender a informação transmitida pela forma e/ou de per si.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.3.3

  • Exemplo 1: Um horário de provas de competição utiliza a cor e a forma para distinguir o horário de cada prova

    A tabela apresenta uma lista de horários na linha superior e uma lista de provas na primeira coluna vertical. A célula que corresponde ao horário de uma determinada prova tem uma cor de fundo específica e um glifo em forma de losango, para poder ser identificada pela cor e pela forma.

  • Exemplo 2: Um inquérito online de várias páginas

    Um inquérito online de várias páginas utiliza um link implementado como um ícone com uma seta a verde, colocado no canto inferior direito do conteúdo, para passar de uma página do inquérito para a seguinte. A seta tem a indicação "Seguinte" e as instruções indicam "Para passar para a secção seguinte do inquérito, seleccione o ícone de seta a verde com a indicação "Seguinte" no canto inferior direito, depois da última questão do inquérito." Este exemplo utiliza o posicionamento, a cor e a identificação para ajudar a identificar o ícone.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.3.3 - Características Sensoriais

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.3.3

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar uma imagem com uma alternativa em texto para símbolos gráficos, em vez de um glifo de tipo de letra Unicode com o aspecto gráfico pretendido, mas com um significado diferente (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 1.3.3

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.3.3 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .


Distinguível:
Noções sobre a Directriz 1.4

Directriz 1.4: Tornar fácil aos utilizadores ver e ouvir o conteúdo, incluindo a separação do primeiro plano e do plano de fundo.

Finalidade da Directriz 1.4

Enquanto algumas directrizes se concentram em tornar a informação disponível de uma forma que pode ser apresentada em formatos alternativos, esta directriz tem por finalidade fazer com que a apresentação predefinida seja, o mais possível, fácil de perceber por pessoas com incapacidades. A atenção principal reside em tornar fácil aos utilizadores a separação da informação existente no primeiro plano e no plano de fundo. No caso de apresentações visuais, isto implica verificar se a informação apresentada sobre um plano de fundo contrasta suficientemente com o referido plano de fundo. Para apresentações áudio, isto implica verificar se os sons em primeiro plano são significativamente mais altos que os sons de fundo. As pessoas com incapacidades visuais e auditivas têm mais dificuldade em separar a informação do primeiro plano da informação do plano de fundo.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 1.4 (não específicas dos critérios de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas nem são de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Utilizar tipos de letra legíveis (futuro link)

  • Verificar se o texto em imagens de texto tem, no mínimo, um tamanho de 14 pontos e um bom contraste (futuro link)

  • Fornecer um mecanismo de realce bem visível para links ou controlos quando estes recebem o foco do teclado (futuro link)

Utilização da Cor:
Noções sobre o CS 1.4.1

1.4.1 Utilização da Cor: A cor não é utilizada como o único meio visual de transmitir informação, indicar uma acção, pedir uma resposta ou distinguir um elemento visual. (Nível A)

Nota: Este critério de sucesso aborda especificamente a percepção da cor. Outras formas de percepção são abrangidas na Directriz 1.3, incluindo o acesso programático à cor e a outra codificação de apresentação visual.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que todos os utilizadores possam aceder às informações que são transmitidas através de diferentes cores, ou seja, utilizando as cores, em que cada cor tem um significado próprio. Se as informações forem transmitidas através de cores diferentes numa imagem (ou outro formato não textual), a cor poderá não ser distinguida por utilizadores que sofrem de daltonismo. Neste caso, fornecer as informações transmitidas através de outro meio visual garante que os utilizadores que não conseguem distinguir as cores consigam perceber a informação.

As cores são um instrumento importante na concepção de conteúdos da Web, aumentando a sua componente estética, a sua usabilidade, a sua acessibilidade. Contudo, alguns utilizadores têm dificuldade em percepcionar as cores. As pessoas com baixa visão frequentemente denotam limitada percepção das cores, e muitos utilizadores idosos não distinguem as cores correctamente. Além disso, as pessoas que utilizam ecrãs e browsers só de texto, ecrãs e browsers de cor limitada ou monocromáticos ficarão impossibilitados de aceder à informação apresentada com base apenas na cor.

Exemplos de informação transmitida pela diferenciação da cor: “os campos obrigatórios estão a vermelho", “o erro é apresentado a vermelho" e “as vendas da Mary estão a vermelho, as do Tom estão a azul". Os exemplos de indicações de uma acção incluem: utilização da cor para indicar que um link irá abrir numa nova janela ou que uma entrada na base de dados foi actualizada com sucesso. Um exemplo de pedido de resposta seria: a utilização do realce em campos de formulários para indicar que um campo obrigatório não foi preenchido.

Nota: Isto não deverá, em caso algum, desencorajar a utilização de cores numa página, ou mesmo de codificações das cores se for redundante com outra indicação visual.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.1

  • Os utilizadores com baixa visão têm, frequentemente, uma percepção limitada das cores.

  • Alguns utilizadores idosos podem não conseguir distinguir as cores correctamente.

  • Os utilizadores que têm cegueira às cores beneficiam quando a informação transmitidas pela cor está disponível noutras formas visuais.

  • As pessoas que utilizam ecrãs apenas texto, de cor limitada ou monocromáticas podem não ser capazes de aceder a informação cor-dependente.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.1

  • Um formulário que utiliza a cor e o texto para indicar os campos obrigatórios.

    Um formulário contém campos obrigatórios e campos opcionais. As instruções no início do formulário explicam que os campos obrigatórios estão identificados com texto a vermelho e com um ícone cuja alternativa em texto refere que é "Obrigatório". Tanto o texto a vermelho como o ícone estão adequadamente associados de forma programática aos campos do formulário, para que os utilizadores de tecnologias de apoio possam determinar os campos obrigatórios.

  • Um exame.

    Os alunos visualizam uma imagem SVG de um composto químico e identificam os elementos químicos presentes com base nas cores utilizadas no diagrama. As alternativas em texto associadas a cada elemento indicam a cor do elemento e a posição do mesmo no diagrama. Os alunos que não conseguem distinguir as cores dispõem das mesmas informações sobre o composto que os seus colegas. (Esta técnica também cumpre a Directriz 1.1 Nível A.)

  • Elementos de formulário desactivados.

    Os elementos de formulário que estão desactivados através de marcação ou scripting, encontram-se acinzentados e apresentam-se inactivos perante o agente de utilizador. Quando estão desactivados, estes elementos não recebem o foco. As tecnologias de apoio podem determinar de forma programática o estado dos elementos desactivados e disponibilizar esta informação ao utilizador à medida que os elementos são encontrados na página. A alteração da cor e a perda de foco fornecem informação visual redundante sobre o estado do controlo.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.1 - Utilização de cores

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se for utilizada a cor de determinadas palavras, planos de fundo ou outros conteúdos para indicar informações:
  1. G14: Garantir que a informação transmitida através da diferenciação de cores está também disponível em texto

  2. G122: Incluir pistas textuais sempre que forem utilizadas pistas por cores

  3. G182: Garantir que estão disponíveis pistas visuais adicionais quando forem utilizadas diferentes cores de texto para transmitir informação

  4. G183: Utilizar uma relação de contraste de 3:1 com a envolvente ao texto e fornecer pistas visuais adicionais para o foco de links ou controlos nos casos em que estes são identificados apenas pela cor

Situação B: Se for utilizada cor numa imagem para transmitir informações:
  1. G111: Utilizar cores e padrões

  2. G14: Garantir que a informação transmitida pela diferenciação de cores está também disponível em texto

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.


Controlo de Áudio:
Noções sobre o CS 1.4.2

1.4.2 Controlo de Áudio: Se qualquer som existente numa página Web tocar automaticamente durante mais de 3 segundos, ou está disponível um mecanismo para fazer uma pausa ou parar o som, ou está disponível um mecanismo para controlar o volume do som, independentemente do volume do sistema na sua generalidade. (Nível A)

Nota: Uma vez que qualquer conteúdo que não cumpra este critério de sucesso pode interferir com a capacidade de um utilizador de utilizar toda a página, todo o conteúdo na página Web (quer seja ou não utilizado para cumprir outros critérios de sucesso) tem de cumprir este critério de sucesso. Consulte o Requisito de Conformidade 5: Não-Interferência.

Finalidade deste Critério de Sucesso

As pessoas que utilizam software de leitura de ecrã podem ter dificuldade em ouvir a saída de voz se estiver a ser reproduzido outro áudio em simultâneo. Esta dificuldade é ainda mais acentuada quando a saída de voz do leitor de ecrã é baseada em software (tal como a maioria o é hoje em dia) e controlada pelo mesmo controlo de volume que o som. Assim, é importante que o utilizador possa desligar o som de fundo. Nota: ter o controlo do volume significa também poder reduzir o seu volume para zero.

Nota: A reprodução automática do áudio quando se entra numa página pode afectar a capacidade de um utilizador de leitor de ecrã de encontrar o mecanismo que o faz parar, uma vez que estes utilizadores navegam com o auxílio da audição e os sons que iniciam automaticamente podem interferir com essa navegação. Desta forma, não recomendamos a utilização de sons que iniciem de forma automática (sobretudo se durarem mais de 3 segundos) e recomendamos que o som inicie após uma acção iniciada pelo utilizador ao entrar na página, em vez de ser necessário que o som seja parado por uma acção do utilizador ao chegar a essa página.

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.4.7 Som Baixo ou Sem Som de Fundo.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.2

  • As pessoas que utilizam tecnologias de leitura de ecrã conseguem ouvir o leitor de ecrã sem que existam outros sons em simultâneo. Isto é especialmente importante para as pessoas com dificuldades de audição e para aquelas cujos leitores de ecrã utilizam o volume do sistema (por isso não podem baixar o som e aumentar o som do leitor de ecrã).

  • Este Critério de Sucesso também beneficia as pessoas com dificuldades em concentrarem-se no conteúdo visual (incluindo texto) quando o áudio está a ser reproduzido.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.2

  • Um ficheiro de áudio inicia automaticamente assim que uma página é aberta. Contudo, o áudio pode ser parado pelo utilizador, seleccionando o link "silêncio" no topo da página.

  • Uma página Flash splash com som que toca e depois pára em menos de 3 segundos.

  • Uma página Flash splash com som que toca automaticamente inclui um controlo no topo da página que permite ao utilizador desligar o som.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.2 - Controlo do Áudio

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer uma preferência que abranja todo o sítio da Web para desligar o áudio e fornecer um controlo perto do início da página Web que desligue os sons que tocam automaticamente (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 1.4.2

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.4.2 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

Termos-Chave

mecanismo

processo ou técnica para se alcançar um resultado

Nota 1: O mecanismo pode ser explicitamente apresentado no conteúdo, ou podemos contar que o mesmo seja fornecido pela plataforma ou pelos agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

Nota 2: O mecanismo deve cumprir todos os critérios de sucesso para o nível de conformidade em questão.


Contraste (Mínimo):
Noções sobre o CS 1.4.3

1.4.3 Contraste (Mínimo):A apresentação visual de texto e imagens de texto tem uma relação de contraste de, no mínimo, 4.5:1, excepto para o seguinte: (Nível AA)

  • Texto Ampliado: Texto ampliado e imagens compostas por texto ampliado têm uma relação de contraste de, no mínimo, 3:1;

  • Texto em Plano Secundário: Texto ou imagens de texto que fazem parte de um componente de interface de utilizadorinactivo, que são meramente decorativos, que não estão visíveis para ninguém, ou que são parte de uma imagem que inclui outro conteúdo visual significativo, não têm requisito de contraste.

  • Logótipos: O texto que faz parte de um logótipo ou marca comercial não tem requisito de contraste.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é fornecer contraste suficiente entre o texto e o plano de fundo para que o texto possa ser lido por pessoas com dificuldades de visão moderadas (que não utilizem tecnologias de apoio para realçar o contraste). Para as pessoas que não têm dificuldades em percepcionar a cor, a tonalidade e a intensidade das cores têm um efeito mínimo, ou mesmo nenhum, na legibilidade, como se pode avaliar no desempenho de leitura (Knoblauch et al., 1991). A dificuldade de percepção da cor pode, até certo ponto, afectar o contraste da luminescência. Desta forma, na recomendação, o contraste é calculado de modo a que a cor não seja um factor-chave para que as pessoas que têm défice de visão da cor também possam dispor de um contraste suficiente entre o texto e o plano de fundo.

O texto que é decorativo e que não transmite informação é excluído. Por exemplo, se forem utilizadas palavras aleatórias para criar um plano de fundo e as palavras puderem ser reorganizadas ou substituídas sem alterar a sua finalidade, então o texto é decorativo e não precisa de cumprir este critério.

O texto ampliado e com espaçamento maior entre caracteres é mais fácil de ler num contraste menor. Por conseguinte, o requisito de contraste para texto ampliado é menor. Isto permite que os autores utilizem uma gama de cores mais vasta para texto ampliado, o que é útil para o design de páginas, sobretudo títulos. O texto com tamanho 18 ou 14 a negrito é considerado como sendo suficientemente grande para necessitar de uma relação de contraste menor. (Consulte o The American Printing House for the Blind - Directrizes para Caracteres Ampliados e o The Library of Congress - Directrizes para Caracteres Ampliados em Recursos). "Tamanho 18 " e "negrito" podem ambos ter significados diferentes em tipos de letra diferentes, mas, excepto para tipos de letra muito finos ou pouco comuns, deverão ser suficientes. Uma vez que existem muitos tipos de letra diferentes, são utilizados os tamanhos normais, e é incluída uma nota fazendo referência a tipos de letra mais elaborados ou finos.

Os requisitos de contraste para texto anteriormente mencionados também se aplicam a imagens de texto (texto que foi convertido em pixéis e depois guardado em formato de imagem), tal como referido no Critério de Sucesso 1.4.3.

Este requisito aplica-se a situações em que as imagens de texto pretendem ser entendidas como texto. O texto em plano secundário, tal como em fotografias que incluem uma tabuleta na estrada, não é apresentado, nem o texto que, por alguma razão, deve estar invisível a todos os utilizadores. O texto estilizado, tal como em logótipos de empresas, deverá ser tratado em relação à sua função na página, o que poderá ou não justificar a inclusão do conteúdo na alternativa em texto. As directrizes de empresas que abordem mais do que o logótipo não estão incluídas na excepção.

Nesta norma existe a excepção que deve ser lida como "existem partes da imagem que contêm outro conteúdo visual significativo". Esta excepção tem a intenção de separar as imagens que incorporam nelas próprias texto daquelas cujo texto foi colocado na imagem para obter um efeito particular e servirem de substitutas de texto.

Nota 1: Algumas pessoas com incapacidades cognitivas necessitam de combinações de cores ou tonalidades com um contraste menor e, desta forma, permitimos e recomendamos que os autores forneçam mecanismos para ajustar as cores do primeiro plano e de fundo do conteúdo. Algumas das combinações possíveis podem ter níveis de contraste mais baixos do que aqueles encontrados no Critério de Sucesso. Isto não constitui uma violação deste Critério de Sucesso desde que exista um mecanismo que permita voltar aos valores predefinidos apresentados no Critério de Sucesso.

Nota 2: Não e possível ajustar as imagens de texto tão bem como o próprio texto, pois têm tendência a ficar pixelizadas. É também mais difícil alterar o contraste e as combinações de cores no primeiro plano e no plano de fundo para imagens de texto, que são necessárias para alguns utilizadores. Como tal, sugerimos a utilização de texto sempre que possível, e quando não for possível, forneça uma imagem com maior resolução.

Embora este Critério de Sucesso se aplique apenas a texto, ocorrem problemas semelhantes para dados apresentados em gráficos e diagramas. Deve ser também fornecido um bom contraste de cor para os dados apresentados nestes formatos.

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.4.6 Contraste (Melhorado).

Razões para as Relações Escolhidas

Uma relação de contraste de 3:1 é o nível mínimo recomendado pelas normas [ISO-9241-3] e [ANSI-HFES-100-1988] para texto e visão normais. De acordo com estas normas, a relação de 4.5:1 é utilizada nesta norma para compensar a perda de contraste que resulta de uma acuidade visual moderadamente baixa, de défice de percepção da cor congénito ou adquirido, ou da perda de sensibilidade de contraste típica da idade.

As razões baseiam-se na a) adopção da relação de contraste de 3:1 para um contraste mínimo aceitável para pessoas sem problemas de visão, de acordo com a norma ANSI, e b) nas conclusões empíricas de que a acuidade visual de 20/40 está associada a uma perda de sensibilidade de contraste de cerca de 1,5 [ARDITI-FAYE]. Um utilizador com uma acuidade visual de 20/40 necessitaria, então, de uma relação de contraste de 3 * 1,5 = 4,5 para 1. Seguindo as conclusões empíricas análogas e a mesma lógica, o utilizador com uma acuidade visual de 20/80 necessitaria de um contraste de cerca de 7:1.

As tonalidades são distinguidas de modo diferente por utilizadores com défice de visão para a cor (tanto congénito como adquirido), que resultam em cores e contrastes de luminescência relativa diferentes em relação a utilizadores sem problemas de visão. Devido a este facto, o contraste e legibilidade efectivos são diferentes para estas pessoas. Contudo, os défices de percepção da cor são tão diversos que não é viável estabelecer pares de cores gerais efectivos (para contraste) com base em dados quantitativos. Um bom contraste de luminescência já fornece isto ao requerer um contraste independente da percepção de cores. Felizmente, a maior parte dos contributos da luminescência advém de receptores de onda média e onda larga, que em grande parte se sobrepõem ao apresentarem o espectro de cor. O resultado é que o contraste de luminescência efectivo pode normalmente ser computorizado sem ter em atenção tipos de défices de percepção da cor específicos, excepto na utilização de cores de comprimento de onda predominantemente longo sobre cores mais escuras (normalmente preto) para as pessoas com protanopia. (Fornecemos uma técnica de tipo aconselhada sobre como evitar a utilização do vermelho sobre preto por esse motivo). Para mais informações, consulte [ARDITI-KNOBLAUCH] [ARDITI-KNOBLAUCH-1996] [ARDITI].

A relação de contraste de 4.5:1 foi escolhida para o nível AA, uma vez que compensa a perda de sensibilidade de contraste normalmente sentida por utilizadores com perda de visão equivalente a aproximadamente 20/40. (20/40 é calculado aproximadamente para 4.5:1.) 20/40 é normalmente considerado como sendo a acuidade visual normal para pessoas idosas, com cerca de 80 anos. [GITTINGS-FOZARD]

A relação de contraste de 7:1 foi escolhida para o nível AAA, uma vez que compensa a perda de sensibilidade de contraste normalmente sentida por utilizadores com perda de visão equivalente a aproximadamente 20/80. As pessoas com um nível de perda de visão superior utilizam normalmente tecnologias de apoio para aceder aos seus conteúdos (e as tecnologias de apoio dispõem normalmente de uma funcionalidade para melhorar o contraste e a capacidade de ampliação). O nível 7:1 compensa normalmente a perda de sensibilidade de contraste sentida pelos utilizadores com baixa visão que não utilizam tecnologias de apoio e permite também melhorar o contraste nos casos de défice de percepção da cor.

Nota: Os cálculos apresentados nas normas [ISO-9241-3] e [ANSI-HFES-100-1988] são para o corpo de texto. É fornecida uma relação de contraste mais flexível para texto de maior dimensão.

Notas sobre fórmulas

A conversão de valores RGB não lineares para lineares baseia-se na norma IEC/4WD 61966-2-1 [IEC-4WD] e em "A Standard Default Color Space for the Internet - sRGB" [sRGB]Um Espaço de Cor Predefinida Padrão para a Internet).

A fórmula (L1/L2) para o contraste baseia-se nas normas [ISO-9241-3] e [ANSI-HFES-100-1988] .

A norma ANSI/HFS 100-1988 estipula que a luz ambiente seja incluída nos cálculos de L1 e L2. O valor de,05 utilizado baseia-se no Brilho de Visualização Normal da norma [IEC-4WD] e na comunicação [sRGB] de M. Stokes et al.

Este Critério de Sucesso e suas definições utilizam os termos "relação de contraste" e "luminescência relativa" em vez de "luminescência" para mostrar que o conteúdo da Web não emite luz por si próprio. A relação de contraste fornece o grau de luminescência relativa resultante quando apresentada (visto que é uma relação, não tem dimensão).

Nota 1: Consulte os recursos relacionados para obter uma lista das ferramentas que utilizam a relação de contraste para analisar o contraste do conteúdo da Web.

Nota 2: Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 2.4.7 Foco Visível para obter as técnicas para indicar o foco do teclado.

Nota 3: Por vezes, é conveniente os autores não especificarem as cores para determinadas secções de uma página para ajudar os utilizadores que necessitam de visualizar conteúdos com combinações de cores específicas a visualizar os conteúdos no seu esquema de cores preferido. Para mais informações, consulte as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.4.5 Imagens de Texto .

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.3

  • Pessoas com baixa visão têm, frequentemente, dificuldade em ler texto que não faça contraste com o plano de fundo. Isto pode tornar-se ainda mais acentuado se a pessoa sofrer de um tipo de défice de visão da cor que reduza o contraste ainda mais. Fornecer uma relação de contraste de luminescência mínima entre o texto e o fundo pode tornar o texto mais legível, mesmo se a pessoa não distinguir a gama completa de cores. Também funciona para as pessoas que não distinguem qualquer cor.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.3 - Contraste (Mínimo)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.3

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • G156: Utilizar uma tecnologia que disponha de agentes de utilizador normalmente disponíveis que possam alterar o primeiro plano e o fundo dos blocos de texto

  • Utilizar um valor de contraste mais elevado para texto que se encontre sobre um fundo com um padrão (futuro link)

  • Utilizar folhas de estilo e texto Unicode em vez de imagens de texto (futuro link)

  • Utilizar valores de contraste mais elevados para linhas em diagramas (futuro link)

  • Utilizar valores de contraste mais elevados para combinações de texto/fundo em vermelho-preto (futuro link)

  • Utilizar cores compostas essencialmente por componentes que se situem a meio do espectro de cores para o claro e extremos do espectro de cores (comprimento de ondas azuis e vermelhas) para o escuro

  • Utilizar um fundo bege em vez de um plano de fundo branco por detrás de texto a preto para criar um contraste suficiente mas não extremo (futuro link)

  • Criar ícones utilizando desenhos de linhas simples que cumpram as normas de contraste para texto (futuro link)

  • Fornecer um contraste de cores suficiente em gráficos e diagramas (futuro link)

  • Utilizar uma relação de contraste de 3:1 ou superior como a apresentação predefinida (futuro link)

  • Fornecer contraste de cores suficiente para campos de texto vazios (futuro link)

Termos-Chave

relação de contraste

(L1 + 0,05) / (L2 + 0,05), em que

Nota 1: As relações de contraste podem variar entre 1 a 21 (normalmente indicado por 1:1 a 21:1).

Nota 2: Uma vez que os autores não têm controlo sobre as definições de utilizador, quanto à forma como o texto é apresentado, (por exemplo, tipo de letra polida ou não pixelizada), a relação de contraste para o texto pode ser avaliada com a não pixelização desactivada.

Nota 3: Para os fins dos Critérios de Sucesso 1.4.3 e 1.4.6, é medido o contraste do fundo especificado, sobre o qual o texto é apresentado em utilização normal. Se não for especificada nenhuma cor de fundo, é assumida a cor branca

Nota 4: A cor de fundo é a cor especificada do conteúdo sobre o qual o texto deve ser apresentado em utilização normal. Ocorrerá uma falha se não existir nenhuma cor de fundo especificada quando a cor do texto está especificada, uma vez que a cor de fundo predefinida do utilizador é desconhecida e não pode ser avaliada relativamente à existência de contraste suficiente. Pela mesma razão, ocorrerá uma falha se não existir nenhuma cor de texto especificada quando a cor de fundo está especificada.

Nota 5: Se existir um rebordo à volta da letra, o rebordo pode adicionar contraste e ser utilizado para calcular o contraste entre a letra e o respectivo fundo. Um rebordo estreito à volta da letra é utilizado como a própria letra. Um rebordo largo à volta da letra, que preenche os detalhes interiores da mesma, funciona como uma auréola e será considerado como fundo.

Nota 6: A conformidade das WCAG deve ser avaliada relativamente aos pares de cores especificados no conteúdo, que um autor esperaria ver aparecer de modo adjacente em apresentação normal. Os autores não necessitam de considerar apresentações invulgares, tais como alterações de cor efectuadas pelo agente de utilizador, excepto quando provocadas pelo código dos autores.

imagem de texto

texto que foi convertido num formato não textual (por ex., uma imagem) para se obter um determinado efeito visual

Nota: Isto não inclui texto pertencente a uma imagem que contenha outro conteúdo visual importante.

Exemplo: O nome de uma pessoa num cartão de identificação em fotografia.

tamanho grande (texto)

com, pelo menos, 18 pontos ou 14 pontos negrito, ou um tamanho de letra que produza um tamanho equivalente para tipos de letra em chinês, japonês e coreano

Nota 1: Tipos de letra com traços extraordinariamente finos ou características e aspectos invulgares, que reduzam a familiaridade dos seus formatos de letras, são mais difíceis de ler, sobretudo com níveis de contraste mais baixos.

Nota 2: O tamanho de letra é o tamanho com que o conteúdo é apresentado. Não inclui o redimensionamento que poderá ser feito pelo utilizador.

Nota 3: O tamanho actual do carácter que o utilizador vê depende do tamanho definido pelo autor e do ecrã do utilizador ou das definições do agente de utilizador. Para a generalidade dos tipos de letra convencionais, 14 e 18 pontos é mais ou menos equivalente a 1,2 e 1,5 'em', ou a 120% ou 150% do tamanho definido por defeito para o texto existente no body (assumindo que o tamanho de letra do body está a 100%); mas os autores teriam de verificar este aspecto para os tipos de letra específicos em utilização. Quando os tipos de letra são definidos em unidades relativas, a dimensão do ponto é calculado pelo agente de utilizador que os vai mostrar. Quando avalia este critério de sucesso, o tamanho do ponto deve ser obtido a partir do agente de utilizador, ou calculado com base nas métricas para caracteres tal como o faz o agente de utilizador, Os utilizadores com baixa visão ficariam responsáveis por escolher as definições adequadas.

Nota 4: Quando se utiliza texto sem especificar o tamanho de letra, o tamanho de letra mais pequeno usado nos principais browsers para texto não especificado deverá ser um tamanho razoável. Se um cabeçalho de nível 1 é apresentado em 14pt e negrito, ou superior, nos principais browsers, então será razoável considerar que se trata de texto efectivamente grande. De modo similar a escala relativa pode ser calculada a partir dos tamanhos predefinidos.

Nota 5: Os tamanhos 18 e 14 pontos para textos romanos têm como referência o tamanho mínimo para impressão em grande escala (14pt) e o padronizado tamanho de letra maior (18pt). Para outros tipos de letra, tais como os utilizados para o chinês, japonês e coreano, os tamanhos "equivalentes" seriam os tamanhos mínimos usados para impressão e o tamanho a seguir de maior dimensão usado como padrão de impressão nesses idiomas.

meramente decorativo

que serve apenas um objectivo estético, não fornecendo informação e sem qualquer funcionalidade

Nota: O texto é meramente decorativo se as palavras puderem ser reorganizadas ou substituídas sem alterar a sua finalidade.

Exemplo: A capa de um dicionário com palavras aleatórias pouco proeminentes em plano de fundo.

texto

sequência de caracteres que podem ser determinados de forma programática, em que a sequência exprime algo em idioma humano

componente da interface de utilizador

uma parte do conteúdo que é entendido pelos utilizadores como sendo um controlo único para uma função específica

Nota 1: É possível implementar vários componentes da interface de utilizador como um elemento programático único. Neste contexto, os componentes não estão ligados às técnicas de programação, mas sim ao que o utilizador entende como sendo controlos independentes

Nota 2: Os componentes da interface de utilizador incluem elementos de formulário e links, bem como componentes gerados por scripts.

Exemplo: Uma applet tem um "controlo" que pode ser utilizado para se deslocar através de conteúdos por linha ou por página ou por acesso aleatório. Uma vez que cada um destes necessita de um nome e de ser definido de forma independente, cada um deles seria um "componente da interface de utilizador".


Redimensionar texto:
Noções sobre o CS 1.4.4

1.4.4 Redimensionar texto: Excepto para legendas e imagens de texto, o texto pode ser redimensionado sem tecnologia de apoio até 200% sem perder conteúdo ou funcionalidade. (Nível AA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que o texto apresentado visualmente, incluindo os controlos baseados no texto (caracteres de texto que tenham sido apresentados para que possam ser visualizados [em oposição a caracteres de texto que ainda se encontrem em formato de dados, tais como ASCII]) possa ser ajustado com êxito, para ser lido directamente por pessoas com incapacidades visuais pouco graves, sem ser necessário utilizar tecnologias de apoio, tais como um ampliador de ecrã. O ajuste de todo o conteúdo da página Web poderá beneficiar os utilizadores, contudo o texto é mais importante.

O ajuste do conteúdo é, em primeiro lugar, uma responsabilidade do agente de utilizador. Os agentes de utilizador que cumprem o Ponto de Verificação 4.1 das UAAG 1.0 permitem aos utilizadores configurar o tamanho do texto. A responsabilidade do autor é criar conteúdos da Web que não impeçam o agente de utilizador de ajustar o conteúdo de modo eficaz. Os autores podem cumprir este Critério de Sucesso verificando se o conteúdo não interfere com o suporte dos agentes de utilizador em matéria de redimensionamento de texto, incluindo os controlos baseados no texto, ou fornecendo suporte directo para redimensionar texto ou alterar a disposição do mesmo. Um exemplo de suporte directo pode ser através de scripts do lado do servidor que possam ser utilizados para atribuir folhas de estilo diferentes.

No caso de conteúdos HTML, o autor não pode assentar o seu desenvolvimento no agente de utilizador para satisfazer este Critério de Sucesso uma vez que os utilizadores podem não ter acesso a um agente de utilizador com suporte de zoom (ampliar/reduzir). Por exemplo, se trabalharem num ambiente que requer a utilização de IE 6 ou Firefox.

Se o autor estiver a utilizar uma tecnologia cujos agentes de utilizador não forneçam suporte de ampliação, o autor é responsável por fornecer este tipo de funcionalidade directamente, ou fornecer conteúdo que funcione com o tipo de funcionalidade disponibilizada pelo agente de utilizador. Se o agente de utilizador não fornecer a funcionalidade de zoom (ampliar/reduzir), mas permitir que o utilizador altere o tamanho do texto, o autor é responsável por garantir que o conteúdo permanece utilizável quando o texto for redimensionado.

Alguns componentes da interface de utilizador que funcionam como uma etiqueta e requerem activação por parte do utilizador para aceder ao conteúdo não são grandes o suficiente para incluir o conteúdo da etiqueta. Por exemplo, em aplicações de correio na Web, a coluna do assunto pode não ser suficientemente grande para incluir todos os possíveis títulos do assunto, mas activar o título do assunto permite ao utilizador aceder à mensagem completa com o título completo do assunto. Em folhas de cálculo baseadas na Web, o conteúdo da célula que é demasiado longo para ser visualizado numa coluna pode ser truncado e o conteúdo total da célula fica disponível ao utilizador quando a célula receber o foco. O conteúdo de um componente da interface de utilizador pode também tornar-se demasiado grande em interfaces de utilizador em que o utilizador pode redimensionar a largura da coluna. Neste tipo de componente da interface de utilizador não é necessária a moldagem da linha; a truncagem é aceitável se o conteúdo total do componente estiver disponível no foco ou após a activação do utilizador, e é fornecida ao utilizador uma indicação de que esta informação pode ser acedida, para além do facto de que se encontra truncada.

O conteúdo cumpre o Critério de Sucesso se for possível aumentá-lo para 200%, ou seja, até duas vezes a largura e altura. Os autores podem suportar o ajuste para além desse limite, contudo, à medida que o ajuste aumenta, as disposições adaptáveis podem provocar problemas de utilização. Por exemplo, as palavras podem ser demasiado extensas para caberem no espaço horizontal disponível, fazendo com que fiquem truncadas; as limitações da disposição podem fazer com que o texto se sobreponha a outro conteúdo quando é aumentado; ou pode caber apenas uma palavra de uma frase em cada linha, fazendo com que a frase seja apresentada numa coluna vertical de texto difícil de ler.

O grupo de trabalho considera que 200% é um ajuste razoável que pode suportar uma vasta gama de designs e disposições e serve de complemento aos ampliadores de ecrã mais antigos que fornecem uma ampliação mínima de 200%. Acima de 200%, o zoom (ampliar/reduzir) (que redimensiona texto, imagens e áreas de disposição e cria uma tela maior que pode necessitar de deslocamento horizontal e vertical) pode ser mais eficaz do que o redimensionamento do texto. A tecnologia de apoio dedicada ao suporte de zoom (ampliar/reduzir) seria normalmente utilizada nesta situação, permitindo uma melhor acessibilidade do que as tentativas feitas pelo autor de suportar o utilizador directamente.

Nota: Não é possível ajustar as imagens de texto tão bem como o próprio texto, pois têm tendência a ficar pixelizadas e, como tal, sugerimos a utilização de texto sempre que possível. É também mais difícil alterar o contraste e as combinações de cores no primeiro plano e no plano de fundo para imagens de texto, que são necessários para alguns utilizadores.

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.4.8 Apresentação Visual.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.4

  • Este Critério de Sucesso ajuda as pessoas com baixa visão, permitindo-lhes aumentar o tamanho do texto em conteúdos para que o possam ler.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.4

  • Um utilizador com deficiência da visão aumenta o tamanho do texto numa página Web num browser de 1 'em' para 1,2 'em'. Se, por um lado, o utilizador não consegue ler o texto com um tamanho mais pequeno, por outro, já será capaz de ler o texto ampliado. Toda a informação na página continua a ser apresentada quando for utilizado um tipo de letra maior no texto.

  • Uma página Web contém um controlo para alterar o ajuste da página. Ao seleccionar as diferentes definições, altera-se a disposição da página de modo a utilizar-se o melhor design para esse ajuste

  • Um utilizador utiliza a função de zoom (ampliar/reduzir) no seu agente de utilizador para alterar o ajuste do conteúdo. Todo o conteúdo será ajustado uniformemente e, se necessário, o agente de utilizador fornecerá barras de deslocamento

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.4 - Redimensionar texto

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.4

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Termos-Chave

tecnologia de apoio (tal como é utilizado neste documento)

hardware e/ou software que funcionam como um agente de utilizador, ou juntamente com um agente de utilizador convencional, de modo a fornecer a funcionalidade para cumprir os requisitos de utilizadores com incapacidades, para além dos oferecidos pelos agentes de utilizador convencionais

Nota 1: a funcionalidade fornecida pela tecnologia de apoio inclui apresentações alternativas (por ex., síntese de fala ou conteúdo ampliado), métodos de entrada alternativos (por ex., voz), mecanismos de orientação ou navegação adicionais e transformações de conteúdo (por ex., para tornar as tabelas mais acessíveis).

Nota 2: As tecnologias de apoio comunicam, muitas vezes, dados e mensagens a agentes de utilizador convencionais através da utilização e monitorização de APIs.

Nota 3: A diferença entre agentes de utilizador convencionais e tecnologias de apoio não é absoluta. Muitos agentes de utilizador convencionais fornecem algumas funcionalidades para ajudar pessoas com incapacidades. A principal diferença é que os agentes de utilizador convencionais visam um público mais vasto e diverso que, normalmente, inclui pessoas com e sem incapacidades. As tecnologias de apoio visam um grupo de utilizadores mais restrito, com incapacidades específicas. O apoio fornecido por uma tecnologia de apoio é mais específico e adequado às necessidades do seu público-alvo. O agente de utilizador convencional pode fornecer uma funcionalidade importante às tecnologias de apoio, tal como a aquisição de conteúdo da Web a partir de objectos do programa ou análise da marcação/código em conjuntos identificáveis.

Exemplo: As tecnologias de apoio que são importantes, no contexto deste documento, incluem o seguinte:

  • ampliadores de ecrã, e outros auxiliares de leitura, que são utilizados por pessoas com incapacidades visuais, de percepção e físicas, de forma a poderem alterar a cor, o espaçamento, o tamanho e o tipo de letra do texto, a sincronização com a fala, etc., para melhorar a legibilidade do texto e imagens apresentados;

  • leitores de ecrã, que são utilizados por pessoas cegas para lerem informação textual através de síntese de fala ou braille;

  • software de texto para fala (sintetizador de fala), que é utilizado por algumas pessoas com incapacidades cognitivas, de linguagem e de aprendizagem para converterem texto em fala sintetizada;

  • software de reconhecimento de voz, que pode ser utilizado por pessoas com algumas incapacidades físicas;

  • teclados alternativos, que são utilizados por pessoas com determinadas incapacidades físicas para simular o teclado (incluindo teclados alternativos que utilizam ponteiros de cabeça, manípulos simples, dispositivos de sopro/sucção e outros dispositivos de entrada especiais.);

  • dispositivos apontadores alternativos, que são utilizados por pessoas com determinadas incapacidades físicas para simular activações do botão e do ponteiro do rato.

legendas

imagens sincronizadas e/ou alternativa em texto para informação de áudio, com ou sem fala, necessárias para compreender o conteúdo multimédia

Nota 1: Estas legendas são semelhantes às legendas só de diálogo, à excepção de que transmitem não só o conteúdo do diálogo falado, como também equivalentes à informação de áudio sem diálogo, necessários para compreender o conteúdo do programa, incluindo efeitos sonoros, música, risos, localização e identificação do interlocutor.

Nota 2: As Legendas Ocultas são equivalentes que podem ser activados e desactivados com alguns leitores multimédia.

Nota 3: As Legendas Abertas são legendas que não podem ser desactivadas. Por exemplo, se as legendas forem imagens de texto equivalentes à parte visual, incorporadas no vídeo.

Nota 4: As legendas não devem ocultar nem obstruir informações relevantes do vídeo.

Nota 5: Em alguns países, as legendas de diálogo e de áudio e as legendas só de diálogo designam-se ambas por "legendas".

Nota 6: As áudio-descrições podem ser legendadas, mas não obrigatoriamente, uma vez que são descrições de informações que já se encontram presentes visualmente.

imagem de texto

texto que foi convertido num formato não textual (por ex., uma imagem) para se obter um determinado efeito visual

Nota: Isto não inclui texto pertencente a uma imagem que contenha outro conteúdo visual importante.

Exemplo: O nome de uma pessoa num cartão de identificação em fotografia.

texto

sequência de caracteres que podem ser determinados de forma programática, em que a sequência exprime algo em idioma humano


Imagens de Texto:
Noções sobre o CS 1.4.5

1.4.5 Imagens de Texto: Se as tecnologias que estiverem a ser utilizadas puderem proporcionar a apresentação visual, é utilizado texto para transmitir informações em vez de imagens de texto excepto para o seguinte: (Nível AA)

  • Personalizável: A imagem de texto pode ser visualmente personalizada de acordo com os requisitos de utilizador;

  • Essencial: Uma determinada apresentação de texto é essencial para as informações que estão a ser transmitidas.

Nota: Os logótipos (texto que faz parte de um logótipo ou marca comercial) são considerados essenciais.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é encorajar os autores, que usam tecnologias, que são capazes de obter uma apresentação visual específica que permite às pessoas que necessitam de uma determinada apresentação visual do texto efectuar o respectivo ajustamento conforme as suas necessidades. Isto inclui as pessoas que necessitam que o texto tenha um determinado tamanho de letra, uma determinada cor de primeiro plano e de plano de fundo, tipos de letra, espaçamento entre linhas ou alinhamento.

Se um autor puder utilizar o texto para obter o mesmo efeito visual, deve apresentar a informação como texto em vez de utilizar uma imagem. Se, por alguma razão, o autor não puder formatar o texto para obter o mesmo efeito, o efeito não será apresentado de forma fidedigna nos agentes de utilizador normalmente disponíveis, ou se a utilização de uma tecnologia para cumprir este critério interferir com o cumprimento de outros critérios, tais como o critério 1.4.4, então pode utilizar-se uma imagem de texto. Isto inclui casos em que uma determinada apresentação de texto é essencial para a informação que está a ser transmitida, tal como amostras-tipo, logótipos, marcas, etc. As imagens de texto podem também ser utilizadas para se poder utilizar um determinado tipo de letra que não é muito utilizado, ou que o autor não tem o direito de redistribuir, ou ainda para garantir que o texto não será pixelizado em todos os agentes de utilizador.

As imagens de texto podem também ser utilizadas nos casos em que os utilizadores podem personalizar a imagem de texto para ir ao encontro das suas necessidades.

As técnicas para cumprir este Critério de Sucesso são as mesmas do Critério de Sucesso 1.4.9, com a excepção de que só é necessário aplicá-las se a apresentação visual puder ser obtida com as tecnologias que o autor utiliza. Para o Critério de Sucesso 1.4.9, as técnicas de tipo suficiente só serão aplicáveis quando o utilizador puder personalizar o produto final.

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.4.9 Imagens de Texto (Sem Excepção).

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.5

  • Pessoas com baixa visão (que poderão ter problemas ao ler o texto com a família de tipos de letra, tamanho e/ou cor definidos pelo autor).

  • Pessoas com problemas de fixação do olhar (que poderão ter problemas em ler texto com o espaçamento entre linhas e/ou alinhamento definidos pelo autor).

  • Pessoas com incapacidades cognitivas que afectem a leitura.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.5

  • Cabeçalhos Estilizados

    Em vez de utilizar imagens não vectoriais para apresentar os cabeçalhos num tipo de letra e tamanho específicos, o autor utiliza CSS para obter o mesmo resultado.

  • Imagens Geradas Dinamicamente

    Uma página Web utiliza scripting do lado do servidor para apresentar texto como uma imagem. A página inclui controlos que permitem ao utilizador ajustar o tamanho de letra e as cores do primeiro plano e do plano de fundo da imagem gerada.

  • Uma citação

    Uma página Web contém uma citação. A própria citação é apresentada em texto a itálico, indentada relativamente à margem esquerda. O nome da pessoa a quem a citação é atribuída encontra-se imediatamente a seguir, com um espaçamento de 1,5x entre linhas e com uma indentação ainda maior relativa à margem esquerda. É utilizado CSS para posicionar o texto, definir o espaçamento entre linhas e apresentar a família de tipos de letra, o tamanho, a cor e os elementos decorativos do texto.

  • Itens de navegação

    Uma página Web contém um menu com links de navegação que dispõem de um ícone e de texto para descrever a sua finalidade. É utilizado CSS para apresentar a família de tipos de letra, o tamanho e as cores do primeiro plano e do plano de fundo do texto, bem como o espaçamento entre os links de navegação.

  • Um logótipo que contenha texto

    Um sítio da Web contém o logótipo da organização no canto superior esquerdo de cada página Web. O logótipo é formado, total ou parcialmente, por texto. A apresentação visual do texto é essencial à identidade do logótipo e está incluída como imagem gif, que não permite que as características do texto sejam alteradas. A imagem tem uma alternativa em texto.

  • Representação de uma família de tipos de letra

    Uma página Web contém informação sobre uma determinada família de tipos de letra. A substituição da família de tipos de letra por outro tipo de letra inviabilizaria o objectivo da representação. A representação está inserida como imagem jpeg, que não permite que as características do texto sejam alteradas. A imagem tem uma alternativa em texto.

  • Uma representação de uma letra

    Uma página Web contém uma representação de uma letra original. A apresentação da letra no seu formato original é essencial à informação que está a ser transmitida sobre o período de tempo em que foi escrita. A letra está inserida como imagem gif, que não permite que as características do texto sejam alteradas. A imagem tem uma alternativa em texto.

  • Caracteres de texto simbólicos

    O formulário fornece uma série de botões, incluindo funções para moldar o texto e verificar a ortografia. Alguns dos botões utilizam caracteres de texto que não formam uma sequência que exprima algo em idioma humano. Por exemplo, "B" para aumentar a espessura do tipo de letra, "I" para pôr o texto em itálico e "ABC" para verificar a ortografia. Os caracteres de texto simbólicos são inseridos como imagens gif, que não permitem que as características do texto sejam alteradas. Os botões têm alternativas em texto.

  • Personalizar as definições de tipo de letra em imagens de texto

    Um sítio da Web permite aos utilizadores especificar as definições de tipo de letra e todas as imagens de texto no sítio são, então, fornecidas com base nessas definições.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.5 - Imagens de Texto

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.5

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Técnicas gerais para conteúdo não textual
  1. Identificar conteúdo informativo não textual (futuro link)

Técnicas CSS
  1. C12: Utilizar percentagens para tamanhos de letra (CSS)

  2. C13: Utilizar tamanhos de letra identificados (CSS)

  3. C14: Utilizar unidades 'em' para tamanhos de letra (CSS)

  4. C8: Utilizar letter-spacing CSS para controlar o espaçamento numa palavra (CSS)

  5. C6: Colocar conteúdo baseado em marcação estrutural (CSS)

  6. Evitar a aplicação de estilo de texto a caracteres de texto numa palavra (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 1.4.5

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.4.5 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

essencial

se removido, alterará profundamente a informação ou funcionalidade do conteúdo, e a informação e a funcionalidade não podem ser obtidas de uma outra forma para ficarem em conformidade

imagem de texto

texto que foi convertido num formato não textual (por ex., uma imagem) para se obter um determinado efeito visual

Nota: Isto não inclui texto pertencente a uma imagem que contenha outro conteúdo visual importante.

Exemplo: O nome de uma pessoa num cartão de identificação em fotografia.

texto

sequência de caracteres que podem ser determinados de forma programática, em que a sequência exprime algo em idioma humano

personalizado visualmente

o tipo de letra, o tamanho, a cor e o fundo podem ser definidos


Contraste (Melhorado):
Noções sobre o CS 1.4.6

1.4.6 Contraste (Melhorado):A apresentação visual do texto e imagens de texto tem uma relação de contraste de, no mínimo, 7:1, excepto para o seguinte: (Nível AAA)

  • Texto Ampliado: O texto ampliado e as imagens de texto ampliado têm uma relação de contraste de, no mínimo, 4.5:1;

  • Texto em Plano Secundário: O texto ou as imagens de texto que fazem parte de um componente de interface de utilizadorinactivo, que são meramente decorativos, que não estão visíveis para ninguém, ou que fazem parte de uma imagem que inclui outro conteúdo visual significativo, não têm requisito de contraste.

  • Logótipos: O texto que faz parte de um logótipo ou marca comercial não tem requisito de contraste.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é fornecer contraste suficiente entre o texto e o plano de fundo para que o texto possa ser lido por pessoas com dificuldades de visão moderadas (que não utilizem tecnologias de apoio para realçar o contraste). Para as pessoas que não têm défices de percepção da cor, a tonalidade e a intensidade das cores têm um efeito mínimo, ou mesmo nenhum, na legibilidade, como se pode avaliar no desempenho de leitura (Knoblauch et al., 1991). As deficiências de percepção da cor podem, até certo ponto, afectar o contraste da luminescência. Desta forma, na recomendação, o contraste é calculado de modo a que a cor não seja um factor-chave, para que as pessoas que sofrem de défice de visão da cor também possam dispor de um contraste suficiente entre o texto e o plano de fundo.

O texto que é decorativo e que não transmite informação é excluído. Por exemplo, se forem utilizadas palavras aleatórias para criar um plano de fundo e as palavras puderem ser reorganizadas ou substituídas sem alterar a sua finalidade, então o texto é decorativo e não precisa de cumprir este critério.

O texto ampliado e com caracteres maiores é mais fácil de ler num contraste menor. Por conseguinte, o requisito de contraste para texto ampliado é menor. Isto permite que os autores utilizem uma gama de cores mais vasta para texto ampliado, o que é útil para o design de páginas, sobretudo títulos. O texto com tamanho 18 ou 14 pontos a negrito é considerado como sendo suficientemente grande para necessitar de uma relação de contraste menor. (Consulte as Directrizes para Impressão em Caracteres Ampliados da American Printing House for the Blind e as Directrizes para Caracteres Ampliados da Biblioteca do Congresso em Recursos). "Tamanho 18 pontos" e "negrito" podem ambos ter significados diferentes em tipos de letra diferentes, mas, excepto para tipos de letra muito finos ou pouco comuns, deverão ser suficientes. Uma vez que existem muitos tipos de letra diferentes, são utilizados os tamanhos normais, e é incluída uma nota fazendo referência a tipos de letra mais elaborados ou finos.

Nota: Quando é utilizado tipo de letra não pixelizado para tornar o tipo de letra mais suave, os tipos de letra podem perder o efeito escuro e claro. Desta forma, o contraste real pode ser reduzido. As larguras de haste mais espessas reduzirão este efeito (os tipos de letra mais finos poderão ter toda a haste iluminada em vez de apenas as extremidades). Recomenda-se a utilização de tipos de letra maiores e o teste da legibilidade em agentes de utilizador com a função de tipo de letra polida activada.

Os requisitos de contraste para texto anteriormente mencionados também se aplicam a imagens de texto (texto que foi convertido em pixéis e depois guardados em formato de imagem), tal como referido no Critério de Sucesso 1.4.5

Este requisito aplica-se a situações em que as imagens de texto pretendem ser entendidas como texto. O texto em plano secundário, tal como em fotografias que incluem uma tabuleta na estrada, não é apresentado, nem o texto que, por alguma razão, deve estar invisível a todos os utilizadores. O texto estilizado, tal como em logótipos de empresas, deverá ser tratado em relação à sua função na página, o que poderá ou não justificar a inclusão do conteúdo na alternativa em texto. As directrizes de empresas que abordem mais do que o logótipo não estão incluídas na excepção.

Nesta norma, a finalidade da excepção "que são parte de uma imagem que inclui outro conteúdo visual significativo" é separar as imagens que incluem texto das imagens de texto cuja finalidade é substituir texto, para se obter um visual específico.

Embora este Critério de Sucesso se aplique apenas a texto, ocorrem problemas semelhantes para dados apresentados em gráficos e diagramas. Deve ser também fornecido um bom contraste de cor para os dados apresentados nestes formatos.

Razões para as Relações Escolhidas

Uma relação de contraste de 3:1 é o nível mínimo recomendado pelas normas [ISO-9241-3] e [ANSI-HFES-100-1988] para texto e visão normais. A relação de 4.5:1 é utilizada no Critério de Sucesso 1.4.3 para compensar a perda de contraste que resulta de uma acuidade visual moderadamente baixa, de cegueira para as cores congénita ou adquirida, ou da perda de sensibilidade de contraste típica da idade.

As razões baseiam-se na a) adopção da relação de contraste de 3:1 para um contraste mínimo aceitável para pessoas sem problemas de visão, de acordo com a norma ANSI, e b) nas conclusões empíricas de que a acuidade visual de 20/40 está associada a uma perda de sensibilidade de contraste de cerca 1,5 [ARDITI-FAYE]Um utilizador com uma acuidade visual de 20/40 necessitaria, então, de uma relação de contraste de 3 x 1,5 = 4,5 para 1. Seguindo as conclusões empíricas análogas e a mesma lógica, o utilizador com uma acuidade visual de 20/80 necessitaria de um contraste de cerca de 7:1.

As tonalidades são distinguidas de modo diferente por utilizadores com cegueira para cores (tanto congénita como adquirida), que resultam em cores e contrastes de luminescência relativa diferentes em relação a utilizadores sem problemas de visão. Devido a este facto, o contraste e legibilidade efectivos são diferentes para estas pessoas. Contudo, os tipos de cegueira para cores são tão diversos que não é viável estabelecer pares de cores gerais efectivos (para contraste) com base em dados quantitativos. Um bom contraste de luminescência já fornece isto ao requerer um contraste independente da percepção de cores. Felizmente, a maior parte dos contributos da luminescência advém de receptores de onda média e onda larga, que em grande parte se sobrepõem ao apresentarem o espectro de cor. O resultado é que o contraste de luminescência efectivo pode normalmente ser computorizado sem ter em atenção tipos de daltonismo específicos, excepto na utilização de cores de comprimento de onda predominantemente longo sobre cores mais escuras (normalmente, preto) para as pessoas com aneritropsia. (Fornecemos uma técnica de tipo aconselhada sobre como evitar a utilização do vermelho sobre preto por esse motivo). Para mais informações, consulte [ARDITI-KNOBLAUCH] [ARDITI-KNOBLAUCH-1996] [ARDITI].

A relação de contraste de 4.5:1 foi escolhida para o nível AA, uma vez que compensa a perda de sensibilidade de contraste normalmente sentida por utilizadores com perda de visão equivalente a aproximadamente 20/40. (20/40 é calculado aproximadamente para 4.5:1.) 20/40 é normalmente considerado como sendo a acuidade visual normal para pessoas mais velhas, com cerca de 80 anos. [GITTINGS-FOZARD]

A relação de contraste de 7:1 foi escolhida para o nível AAA, uma vez que compensa a perda de sensibilidade de contraste normalmente sentida por utilizadores com perda de visão equivalente a aproximadamente 20/80. As pessoas com um nível de perda de visão superior utilizam normalmente tecnologias de apoio para aceder aos seus conteúdos (e as tecnologias de apoio dispõem normalmente de uma funcionalidade para melhorar o contraste e a capacidade de ampliação). O nível 7:1 compensa normalmente a perda de sensibilidade de contraste sentida pelos utilizadores com baixa visão que não utilizam tecnologias de apoio e permite também melhorar o contraste nos casos de défice de percepção de cores.

Nota: Os cálculos apresentados nas normas [ISO-9241-3] e [ANSI-HFES-100-1988] são para o corpo de texto. É fornecida uma relação de contraste mais flexível para texto de maior dimensão.

Notas sobre fórmulas

A conversão de valores RGB não lineares para lineares baseia-se na norma IEC/4WD 61966-2-1 [IEC-4WD] e em "A Standard Default Color Space for the Internet - sRGB" [sRGB](Um Espaço de Cor Predefinida Padrão para a Internet).

A fórmula (L1/L2) para o contraste baseia-se nas normas [ISO-9241-3] e [ANSI-HFES-100-1988] .

A norma ANSI/HFS 100-1988 estipula que a luz ambiente seja incluída nos cálculos de L1 e L2. O valor de,05 utilizado baseia-se no Brilho de Visualização Normal da norma [IEC-4WD] e na apresentação [sRGB] de M. Stokes et al.

Este Critério de Sucesso e suas definições utilizam os termos "relação de contraste" e "luminescência relativa" em vez de "luminescência" para mostrar que o conteúdo da Web não emite luz por si próprio. A relação de contraste fornece o grau de luminescência relativa resultante quando apresentada (visto que é uma relação, não tem dimensão).

Nota 1: Consulte os recursos relacionados para obter uma lista das ferramentas que utilizam a relação de contraste para analisar o contraste do conteúdo da Web.

Nota 2: Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 2.4.7 Foco Visível para obter as técnicas para indicar o foco do teclado.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.6

  • As pessoas com baixa visão têm, frequentemente, dificuldade em ler texto que não faça contraste com o plano de fundo. Isto pode tornar-se ainda mais acentuado se a pessoa sofrer de um tipo de défice de visão da cor que reduza o contraste ainda mais. Fornecer uma relação de contraste de luminescência mínima entre o texto e o fundo pode tornar o texto mais legível, mesmo se a pessoa não distinguir a gama completa de cores. Também funciona para as pessoas que não distinguem qualquer cor.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.6

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.6 - Contraste (Melhorado)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.6

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • G156: Utilizar uma tecnologia que disponha de agentes de utilizador normalmente disponíveis que possam alterar o primeiro plano e o fundo dos blocos de texto

  • Utilizar um valor de contraste mais elevado para texto que se encontre sobre um fundo com um padrão (futuro link)

  • Utilizar folhas de estilo e texto Unicode em vez de imagens de texto (futuro link)

  • Utilizar valores de contraste mais elevados para linhas em diagramas (futuro link)

  • Utilizar valores de contraste mais elevados para combinações de texto/fundo em vermelho-preto (futuro link)

  • Utilizar cores compostas essencialmente por componentes que se situem a meio do espectro de cores para o claro e extremos do espectro de cores (comprimento de ondas azuis e vermelhas) para o escuro

  • Utilizar um fundo bege em vez de um fundo branco por detrás de texto a preto para criar um contraste suficiente mas não extremo (futuro link)

  • Criar ícones utilizando desenhos de linhas simples que cumpram as normas de contraste para texto (futuro link)

  • Fornecer um contraste de cores suficiente em gráficos e diagramas (futuro link)

  • Utilizar uma relação de contraste de 3:1 ou superior como a apresentação predefinida (futuro link)

  • Fornecer um contraste de cores suficiente para campos de texto vazios (futuro link)

Termos-Chave

relação de contraste

(L1 + 0,05) / (L2 + 0,05), em que

Nota 1: As relações de contraste podem variar entre 1 a 21 (normalmente indicado por 1:1 a 21:1).

Nota 2: Uma vez que os autores não têm controlo sobre as definições de utilizador, quanto à forma como o texto é apresentado, (por exemplo, tipo de letra polida ou não pixelizada), a relação de contraste para o texto pode ser avaliada com a não pixelização desactivada.

Nota 3: Para os fins dos Critérios de Sucesso 1.4.3 e 1.4.6, é medido o contraste do fundo especificado, sobre o qual o texto é apresentado em utilização normal. Se não for especificada nenhuma cor de fundo, é assumida a cor branca.

Nota 4: A cor de fundo é a cor especificada do conteúdo sobre o qual o texto deve ser apresentado em utilização normal. Ocorrerá uma falha se não existir nenhuma cor de fundo especificada quando a cor do texto está especificada, uma vez que a cor de fundo predefinida do utilizador é desconhecida e não pode ser avaliada relativamente à existência de contraste suficiente. Pela mesma razão, ocorrerá uma falha se não existir nenhuma cor de texto especificada quando a cor de fundo está especificada.

Nota 5: Se existir um rebordo à volta da letra, o rebordo pode adicionar contraste e ser utilizado para calcular o contraste entre a letra e o respectivo fundo. Um rebordo estreito à volta da letra é utilizado como a própria letra. Um rebordo largo à volta da letra, que preenche os detalhes interiores da mesma, funciona como uma auréola e será considerado como fundo.

Nota 6: A conformidade das WCAG deve ser avaliada relativamente aos pares de cores especificados no conteúdo, que um autor esperaria ver aparecer de modo adjacente em apresentação normal. Os autores não necessitam de considerar apresentações invulgares, tais como alterações de cor efectuadas pelo agente de utilizador, excepto quando provocadas pelo código dos autores.

imagem de texto

texto que foi convertido num formato não textual (por ex., uma imagem) para se obter um determinado efeito visual

Nota: Isto não inclui texto pertencente a uma imagem que contenha outro conteúdo visual importante.

Exemplo: O nome de uma pessoa num cartão de identificação em fotografia.

grande dimensão (texto)

com, pelo menos, 18 pontos ou 14 pontos negrito, ou um tamanho de letra que produza um tamanho equivalente para tipos de letra em chinês, japonês e coreano

Nota 1: Tipos de letra com traços extraordinariamente finos ou características e aspectos invulgares, que reduzam a familiaridade dos seus formatos de letras, são mais difíceis de ler, sobretudo com níveis de contraste mais baixos.

Nota 2: O tamanho de letra é o tamanho com que o conteúdo é apresentado. Não inclui o redimensionamento que poderá ser feito pelo utilizador.

Nota 3: O tamanho efectivo do carácter que o utilizador usa depende do tamanho definido pelo autor e das definições de visualização ou do agente de utilizador implementadas pelo utilizador. Para muitos tipos de letra de corpo de texto convencionais, 14 e 18 pontos é mais ou menos equivalente a 1,2 e 1,5 picas, ou a 120% ou 150% do tamanho predefinido para o corpo de texto (assumindo que o tipo de letra do corpo de texto está a 100%); contudo, os autores teriam de verificar este aspecto para os tipos de letra específicos em utilização. Quando os tipos de letra são definidos em unidades relativas, o tamanho efectivo do carácter é calculado pelo agente de utilizador para visualização. O tamanho do carácter deve ser obtido a partir do agente de utilizador quando avalia este critério de sucesso. Os utilizadores com baixa visão ficariam responsáveis por escolher as definições adequadas.

Nota 4: Quando se utiliza texto sem especificar o tamanho de letra, deve assumir-se, como tamanho razoável, o tamanho de letra mais pequeno utilizado nos principais browsers de texto não especificado. Se um cabeçalho de nível 1 for apresentado nos principais browsers em 14 pontos negrito, ou superior, então será razoável assumir que se trata de texto em grande ampliação. A escala relativa pode ser calculada com base nos tamanhos predefinidos de modo semelhante.

Nota 5: Os tamanhos de caracteres 18 e 14 pontos para textos romanos são obtidos a partir do tamanho mínimo para caracteres ampliados (14 pontos) e do tamanho de letra normal ampliada (18 pontos). Para outros tipos de letra, tais como os idiomas chinês, japonês e coreano, os tamanhos "equivalentes" seriam os tamanhos mínimos para caracteres ampliados utilizados para esses idiomas e o tamanho imediatamente a seguir de caracteres normais ampliados.

meramente decorativo

que serve apenas um objectivo estético, não fornecendo informação e sem qualquer funcionalidade

Nota: O texto é meramente decorativo se as palavras puderem ser reorganizadas ou substituídas sem alterar a sua finalidade.

Exemplo: A capa de um dicionário com palavras aleatórias pouco proeminentes em plano de fundo.

texto

sequência de caracteres que podem ser determinados de forma programática, em que a sequência exprime algo em idioma humano

componente da interface de utilizador

uma parte do conteúdo que é entendido pelos utilizadores como sendo um controlo único para uma função específica

Nota 1: É possível implementar vários componentes da interface de utilizador como um elemento programático único. Neste contexto, os componentes não estão ligados às técnicas de programação, mas sim ao que o utilizador entende como sendo controlos independentes

Nota 2: Os componentes da interface de utilizador incluem elementos de formulário e links, bem como componentes gerados por scripts.

Exemplo: Uma applet tem um "controlo" que pode ser utilizado para se deslocar através de conteúdos por linha ou por página ou por acesso aleatório. Uma vez que cada um destes necessita de um nome e de ser definido de forma independente, cada um deles seria um "componente da interface de utilizador".


Som Baixo ou Sem Som de Fundo:
Noções sobre o CS 1.4.7

1.4.7 Som Baixo ou Sem Som de Fundo: Para conteúdo composto por apenas áudio pré-gravado que (1) contenha, essencialmente, fala no fundo, ou seja, voz, (2) não seja um CAPTCHA de áudio ou logótipo de áudio, e (3) não seja vocalização com o objectivo de ser, essencialmente, expressão musical, tal como cantar ou fazer batidas, no mínimo, uma das seguintes afirmações é verdadeira: (Nível AAA)

  • Sem Música de Fundo: O áudio não contém sons de fundo.

  • Desligar: Os sons de fundo podem ser desligados.

  • 20 dB: Os sons de fundo têm, no mínimo, 20 decibéis a menos do que o conteúdo da voz de fundo, com a excepção de sons ocasionais que duram apenas um ou dois segundos.

    Nota: De acordo com a definição de "decibel", o som de fundo que cumprir este requisito será, aproximadamente, quatro vezes mais baixo do que o conteúdo de voz de fundo.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que todos os sons que não sejam de fala sejam suficientemente baixos para que um utilizador que tenha dificuldades de audição possa separar a fala dos sons de fundo ou de outro conteúdo de fala em primeiro plano.

O valor de 20 dB foi escolhido com base nos sistemas de apoio à audição para grandes espaços (ALS): Revisão e recomendações [LAALS] e medições intra-auditivas da interferência em aparelhos de audição resultantes dos telefones digitais sem fios [HEARING-AID-INT]

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.7

  • As pessoas com dificuldades de audição têm, frequentemente, grandes dificuldades em separar a fala dos sons de fundo.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.7

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.7 - Som Baixo ou Sem Som de Fundo

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.7

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer uma forma para que os utilizadores possam ajustar os níveis de audição de sons em primeiro plano e em plano de fundo de forma independente (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 1.4.7

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.4.7 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

apenas áudio

uma apresentação baseada no tempo que contém apenas áudio (sem vídeo e sem interacção)

CAPTCHA

iniciais de "Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart" (teste de Turing Público Completamente Automatizado para Distinguir Computadores e Humanos)

Nota 1: Os testes CAPTCHA implicam, muitas vezes, pedir ao utilizador para digitar texto que é apresentado numa imagem obscura ou num ficheiro de áudio.

Nota 2: Um teste de Turing é qualquer sistema de testes concebido para distinguir um humano de um computador. O nome provém de um famoso cientista informático, chamado Alan Turing. O termo foi criado por investigadores da Universidade de Carnegie Mellon. [CAPTCHA]

pré-gravado

informação sem ser em directo


Apresentação Visual:
Noções sobre o CS 1.4.8

1.4.8 Apresentação Visual: Para a apresentação visual de blocos de texto, está disponível um mecanismo para se obter o seguinte: (Nível AAA)

  1. As cores do primeiro plano e do plano de fundo podem ser seleccionadas pelo utilizador.

  2. A largura não tem mais do que 80 caracteres ou glifos (40 se CJK).

  3. O texto não é justificado (alinhado às margens esquerda e direita).

  4. O espaçamento entre linhas (principal) tem, no mínimo, um espaço e meio nos parágrafos, e o espaçamento entre parágrafos é, no mínimo, 1,5 vezes maior do que o espaçamento entre linhas.

  5. O texto pode ser redimensionado sem tecnologia de apoio até 200%, de modo a que o utilizador não tenha de se deslocar horizontalmente para ler uma linha de texto numa janela em ecrã completo..

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que a arrumação visual do texto é apresentade de tal forma que pode ser compreendido sem que o layout interfira com a legibilidade. As pessoas com algumas incapacidades cognitivas, de linguagem e de aprendizagem, e alguns utilizadores com baixa visão não conseguem compreender o texto e/ou perdem o seu contexto de leitura se o texto for apresentado de um modo que seja para eles difícil de ler.

As pessoas com algumas incapacidades visuais ou cognitivas necessitam de seleccionar a cor do texto e a cor de fundo. Por vezes, seleccionam combinações que não parecem ser intuitivas para pessoas sem essas incapacidades. Por vezes, essas combinações têm um contraste muito baixo e, por outras, apenas funcionam combinações de cor muito específicas. O controlo da cor ou de outros aspectos de apresentação de texto faz uma grande diferença para a compreensão.

Para as pessoas com algumas incapacidades de leitura ou de visão, as linhas de texto muito extensas podem constituir uma enorme barreira. Terão dificuldades em fixar a sua posição de leitura no texto e de seguir o encadeamento do mesmo. Um bloco de texto mais curto facilita a passagem para a próxima linha num bloco. As linhas não devem exceder 80 caracteres ou glifos (40 se CJK), em que os glifos são o elemento de escrita no sistema de escrita do texto. Estudos revelam que os caracteres chineses, japoneses e coreanos (CJK) são, aproximadamente, duas vezes mais extensos que os caracteres não CJK, quando ambos os tipos de caracteres são apresentados com características que permitem a mesma legibilidade. Assim, a largura máxima de linha para caracteres CJK é metade da largura para caracteres não CJK.

As pessoas com algumas incapacidades cognitivas acham difícil acompanhar texto com linhas próximas umas das outras. Fornecer espaço adicional entre linhas e parágrafos facilita a passagem para a linha seguinte e permite-lhes reconhecer quando chegam ao fim de um parágrafo. É preferível se existirem várias opções diferentes para o espaçamento entre linhas, por exemplo, espaço e meio e duplo espaço. Espaço e meio entre parágrafos significa que o topo de uma linha está 150% mais distante do topo da linha seguinte do que se o texto tivesse “espaçamento simples” (o espaçamento predefinido para o tipo de letra). Espaçamento entre parágrafos 1,5 vezes superior ao espaçamento entre linhas significa que o espaçamento do topo da última linha de um parágrafo está 250% mais distante do topo da primeira linha do parágrafo seguinte (i.e., existe uma linha em branco entre os dois parágrafos que está a 150% de distância da linha em branco a espaço simples).

As pessoas com algumas incapacidades cognitivas têm problemas em ler textos justificados à direita e à esquerda. O espaçamento desigual entre as palavras em textos totalmente justificados pode causar "espaços entre palavras" ao longo da página, dificultando a leitura e, em alguns casos, tornando-a impossível. A justificação do texto pode também fazer com que as palavras fiquem com pouco espaçamento entre elas, tornando difícil a localização de fronteiras de palavras.

A norma de redimensionamento garante que o texto apresentado visualmente (caracteres de texto que tenham sido apresentados para que possam ser visualizados [em oposição a caracteres de texto que ainda se encontrem em formato de dados, tais como ASCII]) possa ser ajustado com sucesso, sem que o utilizador tenha de se deslocar horizontalmente para visualizar todo o conteúdo. Quando o autor assim o permitir, diz-se que o conteúdo “reflui”. Isto permite que as pessoas com baixa visão e com incapacidades cognitivas aumentem o tamanho do texto sem ficarem desorientadas.

O ajuste do conteúdo é, em primeiro lugar, uma responsabilidade do agente de utilizador. Os agentes de utilizador que cumprem o Ponto de Verificação 4.1 das UAAG 1.0 permitem aos utilizadores configurar o tamanho do texto. A responsabilidade do autor é criar conteúdos da Web que não impeçam o agente de utilizador de ajustar o conteúdo e que permita o refluxo do conteúdo na actual largura da janela. Para mais informações sobre como redimensionar texto, consulte as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.4.4 Redimensionar texto .

O requisito de deslocamento horizontal não tem por intenção ser aplicável a dispositivos com um ecrã pequeno, em que as palavras extensas podem ser apresentadas numa única linha, obrigando os utilizadores a efectuar deslocamento horizontal. Para os propósitos do presente requisito, os autores devem garantir que o conteúdo cumpre o requisito em ecrãs comuns de computadores de secretária/portáteis com a janela do browser maximizada. Visto que as pessoas normalmente utilizam os seus computadores durante vários anos, recomendamos que não confie nas mais recentes resoluções de ecrã de computadores de secretária/portáteis, mas que, ao efectuar esta avaliação, tenha em consideração as resoluções de ecrã comuns de computadores de secretária/portáteis ao longo de vários anos.

A moldagem do texto deverá ser sempre possível desde que as palavras não sejam de tal forma extensas que uma única palavra ocupe mais do que metade da largura do ecrã inteiro. Os URIs demasiado longos poderão não caber num ecrã aumentado, mas não serão considerados como texto de "leitura" e, por conseguinte, não violarão esta norma.

Esta norma não significa que um utilizador nunca irá necessitar de se deslocar horizontalmente. Significa apenas que não terá de o fazer para trás e para a frente para poder ler uma linha de texto. Por exemplo, se uma página tiver duas colunas de texto de tamanho idêntico, cumprirá de imediato esta norma. Aumentar a página significaria que a primeira coluna ocuparia o ecrã e que o utilizador teria apenas de se deslocar verticalmente ao longo da página para a ler. Para ler a segunda coluna, teria de deslocar-se horizontalmente para a direita, para que a coluna da direita pudesse caber inteiramente na largura do ecrã e pudesse ser lida sem serem necessários mais deslocamentos horizontais.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.8

Este Critério de Sucesso ajuda os utilizadores com baixa visão a visualizar texto sem características de apresentação que os distraiam. Permite-lhes configurar o texto de modo a torná-lo mais fácil de visualizar, controlando a cor e o tamanho dos blocos de texto.

Este Critério de Sucesso ajuda as pessoas com incapacidades cognitivas, de linguagem e aprendizagem a compreender o texto e a localizar a sua posição em blocos de texto.

  • As pessoas com algumas incapacidades cognitivas conseguem ler melhor o texto quando seleccionam as suas próprias combinações de cor de primeiro plano e de plano de fundo.

  • As pessoas com algumas incapacidades cognitivas conseguem localizar a sua posição mais facilmente quando os blocos de texto são estreitos e quando podem configurar o espaço entre linhas e parágrafos.

  • As pessoas com algumas incapacidades cognitivas conseguem ler o texto mais facilmente quando o espaçamento entre palavras é regular.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.8

As imagens seguintes ilustram os exemplos de texto com espaço simples, espaço e meio e espaço duplo num parágrafo.

Exemplo de texto com espaço simples (não existe espaço entre cada linha do texto).Exemplo de texto a espaço e meio (espaçamento igual a metade da altura de uma linha de texto).Exemplo de texto com espaço duplo (espaçamento igual à altura de uma linha de texto entre cada linha).

Os exemplos de glifos incluem "A", "→" (símbolo de seta) e "さ" (um carácter japonês).

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.8 - Apresentação Visual

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Visto este ser um critério de sucesso formado por várias partes, terá de cumprir um dos itens numerados para cada requisito indicado em seguida.

Primeiro Requisito: Técnicas para garantir que as cores do primeiro plano e do plano de fundo possam ser seleccionadas pelo utilizador
  1. C23: Especificar, em CSS, as cores de texto e de fundo do conteúdo secundário tais como faixas, funcionalidades e navegação, mantendo inalteradas as cores de texto e de fundo do conteúdo principal (CSS) OU

  2. C25: Especificar contornos e layout em CSS para delinear áreas de uma página Web permanecendo as especificações de cores de texto e de plano de fundo inalteradas (CSS) OU

  3. G156: Utilizar uma tecnologia que disponha de agentes de utilizador normalmente disponíveis que possam alterar o primeiro plano e o fundo de blocos de texto OU

  4. G148: Não especificar a cor de fundo, não especificar a cor do texto e não utilizar funcionalidades de tecnologia que alterem essas predefinições OU

  5. G175: Fornecer uma ferramenta de selecção de várias cores na página para cores de primeiro plano e de plano de fundo

Segundo Requisito: Técnicas para garantir que a largura não tenha mais de 80 caracteres ou glifos (40 se CJK)
  1. H87: Não interferir com o refluxo de texto do agente de utilizador quando a janela de visualização é diminuída (HTML) OU

  2. C20: Utilizar medidas relativas para definir a largura das colunas, de modo a que as linhas possam ter, em média, 80 caracteres ou menos quando o browser for redimensionado (CSS)

Terceiro Requisito: Técnicas para garantir que o texto não seja justificado (alinhado às margens esquerda e direita)
  1. C19: Especificar o alinhamento à esquerda OU à direita em CSS (CSS) OU

  2. G172: Fornecer um mecanismo para remover toda a justificação do texto OU

  3. G169: Alinhar o texto apenas a um lado

Quarto Requisito: Técnicas para garantir que o espaçamento entre linhas seja, no mínimo, um espaço e meio nos parágrafos e que o espaçamento entre parágrafos seja, no mínimo, 1,5 vezes superior ao espaçamento entre linhas
  1. G188: Fornecer um botão na página para aumentar o espaçamento entre linhas e entre parágrafos OU

  2. C21: Especificar o espaçamento entre linhas em CSS (CSS)

Quinto Requisito: Técnicas para garantir que o texto possa ser redimensionado sem tecnologia de apoio até 200% e sem que o utilizador tenha de se deslocar horizontalmente para ler uma linha de texto numa janela de ecrã inteiro
  1. Não interferir com o refluxo de texto do agente de utilizador quando a janela de visualização é diminuída (Geral, Futuro Link) OU

  2. G146: Utilizar layout líquidoE utilizar medidas que sejam relativas a outras medidas no conteúdo, utilizando uma ou mais das seguintes técnicas:

  3. C26: Fornecer opções no conteúdo para mudar para uma disposição na qual o utilizador não tenha de se deslocar horizontalmente para ler uma linha de texto (CSS)

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.8

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar um efeito hover para realçar um parágrafo, itens de lista ou células de tabela (HTML, CSS) (futuro link)

  • Apresentar o texto no tipo de letra sans serif ou fornecer um mecanismo para o efeito (CSS) (futuro link)

  • Utilizar listas verticais (com marca de item ou numeradas) em vez de listas em linha (futuro link)

  • Utilizar maiúsculas e minúsculas de acordo com as regras de ortografia no idioma do texto (futuro link)

  • Fornecer tipos de letra ampliados por predefinição (futuro link)

  • Evitar a utilização de texto em imagens não vectoriais (futuro link)

  • Evitar ajustar o tipo de letra para um tamanho mais pequeno do que a predefinição do agente de utilizador (futuro link)

  • Fornecer espaçamento suficiente entre colunas (futuro link)

  • Evitar texto alinhado ao centro (futuro link)

  • Evitar grandes quantidades de texto em itálico (futuro link)

  • Evitar a utilização excessiva de estilos diferentes em páginas individuais e em sítios da Web (futuro link)

  • Tornar os links visualmente distintos (futuro link)

  • Fornecer marcas de item expansíveis (futuro link)

  • Mostrar/Ocultar marcas de item (futuro link)

  • Colocar um espaço-'em' ou dois espaços após as frases (futuro link)

Termos-Chave

blocos de texto

mais de uma frase

mecanismo

processo ou técnica para se alcançar um resultado

Nota 1: O mecanismo pode ser explicitamente apresentado no conteúdo, ou podemos contar que (depender) o mesmo seja fornecido pela plataforma ou pelos agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

Nota 2: O mecanismo deve cumprir todos os critérios de sucesso para o nível de conformidade em questão.

numa janela de ecrã inteiro

na maioria dos visores comuns de computadores de secretária/portáteis com a janela maximizada

Nota: Visto que as pessoas normalmente utilizam os seus computadores durante vários anos, recomendamos que não se sujeite às mais recentes resoluções de computadores de secretária/portáteis, mas que, ao efectuar esta avaliação, tenha em consideração as resoluções mais comuns de computadores de secretária/portáteis ao longo de vários anos.


Imagens de Texto (Sem Excepção):
Noções sobre o CS 1.4.9

1.4.9 Imagens de Texto (Sem Excepção):As Imagens de texto só são utilizadas por questões meramente decorativas ou quando uma determinada apresentação de texto é essencial para a informação que está a ser transmitida. (Nível AAA)

Nota: Os logótipos (texto que faz parte de um logótipo ou marca comercial) são considerados essenciais.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que as pessoas que necessitem de uma determinada apresentação visual de texto possam ajustar a apresentação do texto conforme necessário. Isto inclui as pessoas que necessitam do texto com um determinado tamanho de letra, cor de primeiro plano e de plano de fundo, família de tipos de letra, espaçamento entre letra ou alinhamento.

Isto significa implementar o texto de um modo que permita a alteração da apresentação ou fornecer um mecanismo através do qual os utilizadores possam seleccionar uma apresentação alternativa. Utilizar imagens de texto é um exemplo de implementação que não permite aos utilizadores alterarem a apresentação do texto dentro do próprio texto.

Em algumas situações, é essencial uma apresentação visual específica para a informação que está a ser transmitida. Isto significa que a informação seria perdida se não existisse essa apresentação visual específica. Neste caso, não é necessário implementar o texto de um modo que permita a alteração da apresentação. Isto inclui texto que apresente um determinado aspecto visual, tal como uma família de tipos de letra específica, ou texto que transmita uma identidade, tal como texto num logótipo de empresa.

O texto que é decorativo não requer a implementação de texto de um modo que permita a alteração da sua apresentação.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.9

  • Pessoas com baixa visão (que poderão ter problemas ao ler o texto com a família de tipos de letra, tamanho e/ou cor definidos pelo autor).

  • Pessoas com problemas de acompanhamento visual (que possam ter dificuldades em ler o texto com o espaçamento entre linhas e/ou alinhamento definidos pelo autor).

  • Pessoas com incapacidades cognitivas que afectem a leitura.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.9

  • Uma citação

    Uma página Web contém uma citação. A própria citação é apresentada em texto a itálico, com avanço à esquerda. O nome da pessoa a quem a citação é atribuída encontra-se imediatamente a seguir, com um espaçamento de 1,5x entre linhas e com um avanço ainda maior na margem esquerda. É utilizado CSS para posicionar o texto, definir o espaçamento entre linhas e apresentar a família de tipos de letra, o tamanho, a cor e os elementos decorativos do texto.

  • Itens de navegação

    Uma página Web contém um menu com links de navegação que dispõem de um ícone e de texto para descrever a sua finalidade. É utilizado CSS para apresentar a família de tipos de letra, o tamanho e as cores do primeiro plano e do plano de fundo do texto, bem como o espaçamento entre os links de navegação.

  • Um logótipo que contenha texto

    Um sítio da Web contém o logótipo da organização no canto superior esquerdo de cada página Web. O logótipo é formado, total ou parcialmente, por texto. A apresentação visual do texto é essencial à identidade do logótipo e está incluída como imagem gif, que não permite que as características do texto sejam alteradas. A imagem tem uma alternativa em texto.

  • Representação de uma família de tipos de letra

    Uma página Web contém informação sobre uma determinada família de tipos de letra. A substituição da família de tipos de letra por outro tipo de letra inviabilizaria o objectivo da representação. A representação está inserida como imagem jpeg, que não permite que as características do texto sejam alteradas. A imagem tem uma alternativa em texto.

  • Uma representação de uma letra

    Uma página Web contém uma representação de uma letra original. A apresentação da letra no seu formato original é essencial à informação que está a ser transmitida sobre o período de tempo em que foi escrita. A letra está inserida como imagem gif, que não permite que as características do texto sejam alteradas. A imagem tem uma alternativa em texto.

  • Caracteres de texto simbólicos

    Um formulário permite que os utilizadores introduzam blocos de texto. O formulário fornece uma série de botões, incluindo funções para moldar o texto e verificar a ortografia. Alguns dos botões utilizam caracteres de texto que não formam uma sequência que exprima algo em idioma humano. Por exemplo, "B" para aumentar a espessura de letra, "I" para pôr o texto em itálico e "ABC" para verificar a ortografia. Os caracteres de texto simbólicos são inseridos como imagens gif, que não permitem que as características do texto sejam alteradas. Os botões têm alternativas em texto.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.9 - Imagens de Texto (Sem Excepção)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.9

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Técnicas Gerais para Conteúdo Não Decorativo
  • Utilizar scripts do lado do servidor para redimensionar imagens de texto (futuro link)

Técnicas CSS

Falhas Comuns para o CS 1.4.9

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.4.9 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

essencial

se removido, alterará profundamente a informação ou funcionalidade do conteúdo, e a informação e a funcionalidade não podem ser obtidas de uma outra forma para ficarem em conformidade

imagem de texto

texto que foi convertido num formato não textual (por ex., uma imagem) para se obter um determinado efeito visual

Nota: Isto não inclui texto pertencente a uma imagem que contenha outro conteúdo visual importante.

Exemplo: O nome de uma pessoa num cartão de identificação em fotografia.

meramente decorativo

que serve apenas um objectivo estético, não fornecendo informação e sem qualquer funcionalidade

Nota: O texto é meramente decorativo se as palavras puderem ser reorganizadas ou substituídas sem alterar a sua finalidade.

Exemplo: A capa de um dicionário com palavras aleatórias pouco proeminentes em plano de fundo.

texto

sequência de caracteres que podem ser determinados de forma programática, em que a sequência exprime algo em idioma humano


Acessível por Teclado:
Noções sobre a Directriz 2.1

Directriz 2.1: Fazer com que toda a funcionalidade fique disponível a partir do teclado.

Finalidade da Directriz 2.1

Se toda a funcionalidade puder ser obtida utilizando o teclado, pode ser obtida por utilizadores de teclado, por entrada de voz (que cria a entrada de dados por teclado), por rato (utilizando teclados no ecrã), e por uma diversidade de tecnologias de apoio que simulam digitação de teclado. Nenhuma outra forma de entrada de dados tem esta flexibilidade ou é universalmente suportada e operável por pessoas com diferentes incapacidades, desde que a entrada de dados por teclado não seja tempo-dependente.

Tenha em atenção que fornecer entrada de dados universal por teclado não significa que não devam ser suportados outros tipos de entrada de dados. Também são possíveis a entrada de voz optimizada, a entrada de dados por rato/ponteiro optimizada, etc. O segredo é fornecer igualmente entrada de dados por teclado e controlo.

Alguns dispositivos não dispõem de teclados nativos - por exemplo, um PDA ou telemóvel. Contudo, se estes dispositivos tiverem capacidade de navegação na Web, terão alguns meios para gerar texto ou "digitação". Esta directriz utiliza o termo "interface de teclado" para indicar que o conteúdo da Web deve ser controlado a partir de digitação que pode derivar de um teclado, emulador de teclado, ou outro hardware ou software que permita gerar entrada de texto ou entrada de dados por teclado.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 2.1 (não específicas do critério de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Todas as técnicas de tipo aconselhada para esta directriz referem-se a critérios de sucesso específicos.

Teclado:
Noções sobre o CS 2.1.1

2.1.1 Teclado: Toda a funcionalidade do conteúdo é operável através de uma interface de teclado sem requerer temporização específica para pressionar teclas individualmente, excepto quando a função subjacente necessitar de entrada de dados que dependa da sequência de prioridade do movimento do utilizador e não apenas dos pontos finais. (Nível A)

Nota 1: Esta excepção diz respeito à função subjacente, não à técnica de entrada de dados. Por exemplo, se utilizar escrita manual para introduzir texto, a técnica de entrada de dados (escrita manual) requer entrada de dados dependente da sequência de prioridade, mas a função subjacente (entrada de texto) não.

Nota 2: Isto não proíbe, e não deve desencorajar, a entrada de dados por rato ou outros métodos de entrada de dados, além do funcionamento do teclado.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que, sempre que possível, o conteúdo possa ser operado através de um teclado ou de uma interface de teclado (de forma a poder ser utilizado um teclado alternativo). Quando o conteúdo puder ser operado através de um teclado ou de teclado alternativo, torna-se operável por pessoas cegas (que não podem utilizar dispositivos como, por exemplo, o rato, que requerem coordenação óculo-motora), bem como por pessoas que têm de utilizar teclados alternativos ou dispositivos de entrada que funcionam como emuladores de teclado. Os emuladores de teclado incluem software de entrada de voz, software de sopro/sucção, teclados no ecrã, software de digitalização e uma diversidade de tecnologias de apoio e teclados alternativos. As pessoas com dificuldades de visão também podem ter problemas em seguir um ponteiro e considerar a utilização do software muito mais fácil (ou apenas possível) se puderem controlá-la a partir do teclado.

Os exemplos de "temporização específica para digitação" incluem situações em que um utilizador tem de repetir ou executar vários batimentos de tecla num curto período de tempo, ou quando uma tecla tem de ser mantida pressionada durante um longo período de tempo antes de o batimento de tecla ser registado.

A frase "excepto quando a função subjacente necessitar de entrada de dados que dependa da sequência de prioridade do movimento do utilizador e não apenas dos pontos finais" é incluída para separar as coisas que não podem ser controladas de forma razoável a partir de um teclado.

A maioria das acções executadas por um dispositivo apontador também pode ser executada a partir do teclado (por exemplo, clicar, seleccionar, mover, dimensionar). Contudo, existe uma pequena classe de entrada de dados que é executada com um dispositivo apontador, que não pode ser executada a partir do teclado sem necessitar de um número excessivo de batimentos de teclas. Desenhar à mão livre, pintar a aguarela e pilotar um helicóptero através de um percurso de obstáculos são exemplos de funções que requerem entrada de dados dependente da sequência de prioridade. Desenhar linhas rectas, formas geométricas regulares, redimensionar janelas e arrastar objectos para um local (quando a sequência de prioridade para esse local não é relevante) não requerem entrada de dados dependente da sequência de prioridade.

A utilização de MouseKeys não iria cumprir este Critério de Sucesso, uma vez que não é um equivalente de teclado para a aplicação; é um equivalente de rato (i.e., é semelhante a um rato para a aplicação).

É suposto que a concepção das funcionalidades de entrada de dados por parte do utilizador tenha em conta que podem estar a ser utilizadas funcionalidades de acessibilidade do teclado do sistema operativo. Por exemplo, o bloqueio da tecla modificadora pode estar activado. O conteúdo continua a funcionar num ambiente como este, não enviando eventos que possam colidir com o bloqueio da tecla modificadora para produzir resultados inesperados.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.1.1

  • Pessoas que são cegas (que não podem utilizar dispositivos como, por exemplo, o rato, que requerem coordenação óculo-motora)

  • Pessoas com baixa visão (que podem ter dificuldades em encontrar ou seguir um ponteiro indicador no ecrã)

  • Algumas pessoas com tremores nas mãos que acham muito difícil utilizar o rato e, por isso, normalmente utilizam um teclado

Exemplos do Critério de Sucesso 2.1.1

  • Exemplo 1: Um Programa de Desenho.

    Um programa de desenho permite aos utilizadores criar, dimensionar, posicionar e rodar objectos a partir do teclado.

  • Exemplo 2: A Funcionalidade Arrastar e Largar.

    Uma aplicação que utilize a funcionalidade arrastar e largar também suporta "cortar" e "colar" ou controlos de formulário para mover objectos.

  • Exemplo 3: Mover entre pontos discretos e ligá-los

    Um programa para ligar os pontos permite ao utilizador mover-se entre pontos num ecrã e utilizar a barra de espaços para ligar o ponto actual ao anterior.

  • Exemplo 4: Excepção - Programa de Pintura.

    Um programa de pintura a aguarela é uma excepção, uma vez que as pinceladas variam consoante a velocidade e duração dos movimentos.

  • Exemplo 5: Excepção - Simulador de formação de voo de helicóptero modelo.

    Um simulador de formação de voo de helicóptero modelo é uma excepção, uma vez que a natureza do simulador é ensinar comportamentos em tempo real de um helicóptero modelo.

  • Exemplo 6: Um PDA com um teclado opcional

    Um dispositivo PDA, que é normalmente utilizado através de um estilete, dispõe de um teclado opcional que pode ser ligado. O teclado permite uma navegação na Web completa de um modo normal. O conteúdo da Web é operável, porque foi concebido para funcionar com acesso apenas por teclado.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.1.1 - Teclado

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.1.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar atributos role, state e value em XHTML, se pretender que os elementos estáticos sejam componentes da interface de utilizador interactivos (futuro link) E SCR29: Adicionar acções acessíveis por teclado a elementos HTML estáticos (Scripting)

  • Fornecer atalhos de teclado para controlos de formulário e links importantes (futuro link)

  • Utilizar combinações de letras exclusivas para começar cada item de uma lista (futuro link)

  • Escolher o manipulador de eventos mais abstracto (futuro link) (Scripting)

  • Utilizar o evento onactivate (futuro link) (Scripting)

  • Evitar a utilização de comandos de teclado comuns de agente de utilizador para outros fins (futuro link)

Termos-Chave

funcionalidade

processos e resultados alcançáveis através de acção do utilizador

interface de teclado

interface utilizada pelo software para obter dados de entrada por teclado

Nota 1: A interface de teclado permite aos utilizadores introduzir dados por teclado nos programas, mesmo se a tecnologia original não incluir um teclado.

Exemplo: Um PDA de ecrã táctil tem uma interface de teclado incorporada no seu sistema operativo, bem como uma ligação para teclados externos. As aplicações no PDA podem utilizar a interface para obter dados de entrada por teclado, quer a partir de um teclado externo, quer a partir de outras aplicações que forneçam dados de saída por teclado simulados, tais como sistemas de interpretação de caracteres manuscritos ou aplicações fala-para-texto com a funcionalidade de "emulação de teclado".

Nota 2: O funcionamento da aplicação (ou partes da aplicação) através de um emulador do rato accionado pelo teclado, tais como as MouseKeys, não pode ser considerado como um funcionamento através da interface de teclado, uma vez que o funcionamento do programa é feito através da interface do respectivo dispositivo apontador e não através da respectiva interface de teclado.


Sem Bloqueio do Teclado:
Noções sobre o CS 2.1.2

2.1.2 Sem Bloqueio do Teclado: Se o foco do teclado puder ser movido para um componente da página utilizando uma interface de teclado, o foco pode ser afastado desse componente utilizando apenas uma interface de teclado e, se for necessário mais do que teclas de cursor ou de tabulação não modificadas ou outros métodos de saída normais, o utilizador é aconselhado sobre o método a utilizar para afastar o foco. (Nível A)

Nota: Uma vez que qualquer conteúdo que não cumpra este critério de sucesso pode interferir com a capacidade de um utilizador de utilizar toda a página, todo o conteúdo da página Web (quer seja utilizado para cumprir outros critérios de sucesso ou não) tem de cumprir este critério de sucesso. Consulte o Requisito de Conformidade 5: Não-Interferência.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que o conteúdo não "bloqueie" o foco do teclado nas subsecções do conteúdo de uma página Web. Este é um problema comum quando vários formatos são combinados numa página e apresentados utilizando plug-ins ou aplicações incorporadas.

Poderão haver alturas em que a funcionalidade da página Web limita o foco para uma subsecção do conteúdo, desde que o utilizador saiba como sair desse estado e "desbloquear" o foco.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.1.2

  • Para pessoas que dependem de um teclado ou de uma interface de teclado para utilizar a Web, incluindo pessoas cegas e pessoas com incapacidades físicas.

Exemplos do Critério de Sucesso 2.1.2

  • Um widget de calendário

    Um widget de calendário permite aos utilizadores adicionar, remover ou actualizar itens no seu calendário utilizando o teclado. Os controlos do widget fazem parte da ordem de tabulação da página Web, permitindo aos utilizadores utilizar a tecla de tabulação para percorrer os controlos do widget, bem como quaisquer links ou controlos existentes.

  • Uma applet de um puzzle

    Assim que um utilizador entra, usando tab, numa applet, esta passa a manipular os tabs e outras teclas. As instruções que descrevem as teclas utilizadas para sair da applet são fornecidas antes da applet e na própria applet.

  • Uma caixa de diálogo modal

    Uma aplicação Web apresenta uma caixa de diálogo. Na parte inferior da caixa de diálogo existem dois botões, Cancelar e OK. Quando a caixa de diálogo é apresentada, o respectivo foco está bloqueado; utilizar a tecla de tabulação a partir do último controlo da caixa de diálogo desloca o foco para o primeiro controlo da caixa de diálogo. A caixa de diálogo é fechada, activando o botão Cancelar ou o botão OK.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.1.2 - Sem Bloqueio do Teclado

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.1.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

(Actualmente, não existe nenhuma documentada)

Falhas Comuns para o CS 2.1.2

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.1.2 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

Termos-Chave

interface de teclado

interface utilizada pelo software para obter dados de entrada por teclado

Nota 1: A interface de teclado permite aos utilizadores introduzir dados por teclado nos programas, mesmo se a tecnologia original não incluir um teclado.

Exemplo: Um PDA de ecrã táctil tem uma interface de teclado incorporada no seu sistema operativo, bem como uma ligação para teclados externos. As aplicações no PDA podem utilizar a interface para obter dados de entrada por teclado, quer a partir de um teclado externo, quer a partir de outras aplicações que forneçam dados de saída por teclado simulados, tais como sistemas de interpretação de caracteres manuscritos ou aplicações fala-para-texto com a funcionalidade de "emulação de teclado".

Nota 2: O funcionamento da aplicação (ou partes da aplicação) através de um emulador do rato accionado pelo teclado, tais como as MouseKeys, não pode ser considerado como um funcionamento através da interface de teclado, uma vez que o funcionamento do programa é feito através da interface do respectivo dispositivo apontador e não através da respectiva interface de teclado.


Teclado (Sem Excepção):
Noções sobre o CS 2.1.3

2.1.3 Teclado (Sem Excepção) Toda a funcionalidade do conteúdo é operável através de uma interface de teclado sem requerer temporização específica para a digitação de teclas individuais. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que todo o conteúdo é operável a partir do teclado. É em tudo semelhante ao Critério de Sucesso 2.1.1, excepto que não são permitidas excepções. Isto não significa que o conteúdo, no qual a função subjacente requer entrada de dados que dependa da sequência de prioridade do movimento do utilizador e não apenas dos pontos finais (excluído dos requisitos do 2.1.1), tenha de ser tornado acessível por teclado. Em vez disso, significa que o conteúdo que utiliza entrada de dados analógica e dependente do tempo não pode estar em conformidade com este Critério de Sucesso e, por conseguinte, não pode cumprir a Directriz 2.1 no Nível AAA.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.1.3 - Teclado (Sem Excepção)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. Não existem técnicas adicionais para este Critério de Sucesso. Consulte as técnicas do Critério de Sucesso 2.1.1 . Se isso não for possível por existir um requisito para entrada de dados analógica e dependente do tempo, então não é possível cumprir este Critério de Sucesso no Nível AAA.

Termos-Chave

funcionalidade

processos e resultados alcançáveis através de acção do utilizador

interface de teclado

interface utilizada pelo software para obter dados de entrada por teclado

Nota 1: A interface de teclado permite aos utilizadores introduzir dados por teclado nos programas, mesmo se a tecnologia original não incluir um teclado.

Exemplo: Um PDA de ecrã táctil tem uma interface de teclado incorporada no seu sistema operativo, bem como uma ligação para teclados externos. As aplicações no PDA podem utilizar a interface para obter dados de entrada por teclado, quer a partir de um teclado externo, quer a partir de outras aplicações que forneçam dados de saída por teclado simulados, tais como sistemas de interpretação de caracteres manuscritos ou aplicações fala-para-texto com a funcionalidade de "emulação de teclado".

Nota 2: O funcionamento da aplicação (ou partes da aplicação) através de um emulador do rato accionado pelo teclado, tais como as MouseKeys, não pode ser considerado como um funcionamento através da interface de teclado, uma vez que o funcionamento do programa é feito através da interface do respectivo dispositivo apontador e não através da respectiva interface de teclado.


Tempo Suficiente:
Noções sobre a Directriz 2.2

Directriz 2.2: Fornecer tempo suficiente aos utilizadores para lerem e utilizarem o conteúdo.

Finalidade da Directriz 2.2

Muitos dos utilizadores que têm incapacidades necessitam de mais tempo para executar tarefas do que a maioria dos utilizadores: podem demorar mais tempo a responder de forma física, podem demorar mais tempo a ler, podem ter dificuldades de visão e demorar mais tempo a encontrar coisas ou a lê-las, ou podem estar a aceder ao conteúdo através de uma tecnologia de apoio que necessite de mais tempo. Esta directriz concentra-se em garantir que os utilizadores são capazes de executar as tarefas requeridas pelo conteúdo com os seus próprios tempos de resposta. As primeiras abordagens tratam de eliminar as limitações de tempo e de fornecer aos utilizadores tempo adicional suficiente para lhes permitir executar as respectivas tarefas. Quando tal não for possível, são fornecidas excepções para estes casos.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 2.2 (não específicas dos critérios de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Todas as técnicas de tipo aconselhada para esta directriz referem-se a critérios de sucesso específicos.

Ajustável por Temporização:
Noções sobre o CS 2.2.1

2.2.1 Ajustável por Temporização: Para cada limite de tempo definido pelo conteúdo, no mínimo, uma das seguintes afirmações é verdadeira: (Nível A)

  • Desligar: O utilizador pode desligar o limite de tempo antes de o atingir; ou

  • Ajustar: O utilizador pode ajustar o limite de tempo antes de o atingir, acima de um grande intervalo que dure, no mínimo, dez vezes mais do que a predefinição; ou

  • Prolongar: O utilizador é avisado antes de o tempo expirar e tem, no mínimo, 20 segundos para prolongar o limite de tempo com uma simples acção (por exemplo, "pressionar a barra de espaços"), e o utilizador pode prolongar o limite de tempo, no mínimo, dez vezes; ou

  • Excepção em Tempo Real: O limite de tempo é uma parte necessária de um evento em tempo real (por exemplo, um leilão), e não é possível nenhuma alternativa ao limite de tempo; ou

  • Excepção Essencial: O limite de tempo é essencial e prolongá-lo iria invalidar a actividade; ou

  • Excepção de 20 Horas: O limite de tempo é superior a 20 horas.

Nota: Este critério de sucesso ajuda a garantir que os utilizadores podem executar tarefas sem alterações inesperadas no conteúdo ou contexto, que são resultado de um limite de tempo. Este critério de sucesso deve ser considerado em conjunto com o Critério de Sucesso 3.2.1, que impõe limites nas alterações de conteúdo ou contexto como resultado da acção do utilizador.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que é dado tempo suficiente aos utilizadores com incapacidades para interagir com conteúdo da Web sempre que possível. As pessoas com incapacidades, tais como cegueira, baixa visão, deficiências de destreza e limitações cognitivas podem necessitar de mais tempo para ler o conteúdo ou executar funções, tais como preencher formulários online. Se as funções da Web forem dependentes do tempo, será difícil para alguns utilizadores executarem a acção requerida antes de o tempo se esgotar. Isto pode tornar o serviço inacessível para estes utilizadores. Conceber funções que não sejam dependentes do tempo irá ajudar pessoas com incapacidades a executar com êxito estas funções. Fornecer opções para desactivar limites de tempo, personalizar a duração dos limites de tempo, ou solicitar mais tempo antes de o tempo se esgotar ajuda os utilizadores que necessitam de mais tempo do que o esperado para executar com êxito as tarefas. Estas opções são indicadas pela ordem que será mais útil para o utilizador. Desactivar os limites de tempo é melhor do que personalizar a duração dos mesmos, o que é melhor do que solicitar mais tempo antes de o tempo se esgotar.

Qualquer processo que ocorra sem a iniciação do utilizador após um tempo definido ou periodicamente é um limite de tempo. Isto inclui actualizações parciais ou totais do conteúdo (por exemplo, actualização da página), alterações ao conteúdo ou a expiração de uma janela de oportunidade para um utilizador reagir a um pedido de entrada de dados.

Também inclui conteúdo que está a desenvolver-se ou a ser actualizado a uma velocidade superior à capacidade de leitura e/ou compreensão do utilizador. Por outras palavras, o conteúdo animado, movido ou deslocado introduz um limite de tempo na capacidade de um utilizador de ler conteúdo.

Contudo, em alguns casos, não é possível alterar o limite de tempo (por exemplo para um leilão ou outro evento em tempo real) e, por conseguinte, são fornecidas excepções para esses casos.

Notas sobre os limites de tempo do servidor

  • Os redireccionamentos temporizados do servidor podem ser encontrados abaixo em Falhas Comuns.

  • Os limites de tempo do servidor, tais como a expiração do início de sessão, são abordados no Critério de Sucesso 2.2.5 .

  • Os redireccionamentos não temporizados do servidor (por ex., códigos de resposta 3xx) não são aplicáveis, uma vez que não existe nenhum limite de tempo: funcionam insistentemente.

  • Este Critério de Sucesso aplica-se apenas a limites de tempo que são definidos pelo próprio conteúdo. Os limites de tempo definidos externamente ao conteúdo, tais como pelo agente de utilizador ou por factores intrínsecos à Internet, não estão sob controlo do autor e não estão sujeitos aos requisitos de conformidade das WCAG. Os limites de tempo definidos por servidores da Web devem estar sob controlo do autor e são abordados por outros Critérios de Sucesso.

  • A possibilidade dez vezes superior à predefinição foi escolhida com base na experiência clínica e outras directrizes. Por exemplo, se 15 segundos são suficientes para um utilizador responder e ligar um comutador, 150 segundos serão suficientes para que quase todos os utilizadores liguem um comutador, mesmo se tiverem tido problemas.

  • 20 segundos também se baseou na experiência clínica e outras directrizes. 20 segundos para ligar "qualquer comutador" é suficiente para quase todos os utilizadores, incluindo os que sofrem de espasmos. Alguns irão falhar, mas alguns irão falhar todos os períodos de tempo. É necessário um período de tempo razoável para solicitar mais tempo, uma vez que um período de tempo arbitrariamente longo pode causar riscos de segurança para todos os utilizadores, incluindo os que têm incapacidades, em algumas aplicações. Por exemplo, em locais públicos ou terminais que são utilizados para transacções financeiras, é muito comum as pessoas saírem sem terminar a sessão. Isto deixa-as vulneráveis às pessoas que irão utilizar o terminal a seguir. Fornecer um longo período de inactividade antes de perguntar e, em seguida, fornecer um longo período para a pessoa indicar que está presente pode deixar os terminais abertos para má utilização. Se não existir qualquer actividade, o sistema irá perguntar se o utilizador está presente. Em seguida, deverá solicitar um sinal de que a pessoa está presente ("pressionar qualquer tecla") e, em seguida, aguardar o tempo que for necessário para quase todas as pessoas responderem. Para "pressionar qualquer tecla", 20 segundos serão suficientes. Se a pessoa indicar que ainda está presente, o dispositivo deverá fazer com que o utilizador volte à condição exacta que existia antes de fazer a pergunta.

  • Foram escolhidas 20 horas como um limite superior, uma vez que é mais do que as horas que uma pessoa passa acordada num dia.

Nos casos em que a temporização não é um requisito intrínseco, mas em que fornecer o controlo sobre os eventos temporizados aos utilizadores iria invalidar o resultado, uma terceira pessoa pode controlar os limites de tempo para o utilizador (por exemplo, conceder o dobro do tempo num teste).

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 2.2.3 Sem Temporização.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.2.1

  • As pessoas com incapacidades físicas necessitam, muitas vezes, de mais tempo para reagir, escrever e executar actividades. As pessoas com baixa visão necessitam de mais tempo para localizar coisas no ecrã e para ler. As pessoas cegas que utilizam leitores de ecrã podem necessitar de mais tempo para compreender o layout do ecrã, encontrar informações e utilizar controlos. As pessoas que têm limitações cognitivas ou de linguagem necessitam de mais tempo para ler e para compreender. As pessoas surdas e que comunicam em língua gestual podem necessitar de mais tempo para ler as informações apresentadas no texto (que, para algumas pessoas, pode ser uma segunda língua).

  • Nos casos em que um intérprete de língua gestual esteja a comunicar conteúdo de áudio a um utilizador que é surdo, o controlo dos limites de tempo é igualmente importante.

  • As pessoas com incapacidades de leitura, limitações cognitivas e incapacidades de aprendizagem que possam necessitar de mais tempo para ler ou compreender as informações podem ter tempo adicional para ler as informações, colocando o conteúdo em pausa.

Exemplos do Critério de Sucesso 2.2.1

  • Um sítio da Web utiliza um limite de tempo do lado do cliente para ajudar a proteger os utilizadores que possam afastar-se dos respectivos computadores. Após um período de inactividade, a página Web pergunta se o utilizador necessita de mais tempo. Se não obtiver nenhuma resposta – expira.

  • Uma página Web inclui um campo que é actualizado automaticamente com os últimos títulos de uma forma rotativa. Existe um controlo interactivo que permite ao utilizador prolongar o período de tempo entre cada actualização para o máximo de dez vezes superior à predefinição. O controlo pode ser efectuado com um rato ou um teclado.

  • Uma página Web inclui uma animação que inclui texto que aparece e desaparece ao longo da mesma. Em alguns casos, o texto desloca-se através do ecrã, e noutros só é apresentado durante um curto período de tempo antes de aparecer progressivamente no plano de fundo. A página inclui um botão de pausa para os utilizadores que tiverem problemas em ler o texto antes de o mesmo desaparecer poderem lê-lo.

  • Num leilão, existe um limite de tempo para um utilizador poder submeter uma licitação. Uma vez que o limite de tempo se aplica a todos os utilizadores que pretenderem licitar um determinado item, seria injusto prolongar o limite de tempo para um utilizador em particular. Por conseguinte, é necessário um limite de tempo para este tipo de actividade e não é necessário qualquer prolongamento, ajuste ou desactivação do limite de tempo para este Critério de Sucesso.

  • Um sítio da Web de compra de bilhetes online dá dois minutos ao utilizador para confirmar uma compra antes de os lugares serem devolvidos ao grupo geral. Uma vez que os bilhetes nesse tipo de sítios da Web podem esgotar rapidamente, reter um bilhete durante muito tempo poderá invalidar a natureza do sítio da Web, como tal, este é um caso no qual o tempo é essencial e não pode ser prolongado sem invalidar a actividade. Contudo, o sítio da Web retira o máximo do processo do período de tempo crítico possível, por exemplo, permitindo aos utilizadores fornecer informações necessárias, tais como o nome, o método de pagamento, etc., antes de entrar na fase de tempo crítico.

  • Um sítio da Web de venda de bilhetes dá dois minutos ao utilizador para confirmar a compra dos lugares seleccionados, mas avisa o utilizador quando o tempo está prestes a atingir o limite e permite-lhe prolongar este limite de tempo algumas vezes com uma simples acção, tal como clicar no botão "Prolongar limite de tempo".

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.2.1 – Ajustável por Temporização

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se existirem limites de tempo de sessão:
  1. G133: Fornecer uma caixa de verificação na primeira página de um formulário de várias partes, que permite aos utilizadores solicitar um limite de tempo de sessão maior ou nenhum limite de tempo de sessão

  2. G198: Fornecer uma forma para o utilizador desactivar o limite de tempo

Situação B: Se um limite de tempo for controlado por um script na página:
  1. G198: Fornecer uma forma para o utilizador desactivar o limite de tempo

  2. G180: 2. G180: Fornecer um meio ao utilizador para definir o limite de tempo para 10 vezes superior ao limite de tempo predefinido

  3. SCR16: Fornecer um script que avise o utilizador que um limite de tempo está prestes a expirar (Scripting) ESCR1: Permitir ao utilizador prolongar o limite de tempo predefinido (Scripting)

Situação C: Se existirem limites de tempo na leitura:
  1. G4: Permitir que o conteúdo seja colocado em pausa e reiniciado a partir do preciso momento em que foi colocado em pausa

  2. G198: Fornecer uma forma para o utilizador desactivar o limite de tempo

  3. SCR33: Utilizar o script para deslocar o conteúdo e fornecer um mecanismo para colocá-lo em pausa (Scripting)

  4. SCR36: Fornecer um mecanismo para permitir aos utilizadores apresentar texto em movimento, em deslocamento ou em actualização automática numa janela ou área estáticas (Scripting)

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.2.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar um script para consultar o servidor e notificar um utilizador se existir um limite de tempo (futuro link) (Scripting)

Termos-Chave

essencial

se removido, alterará profundamente a informação ou funcionalidade do conteúdo, e a informação e a funcionalidade não podem ser obtidas de uma outra forma para ficarem em conformidade


Colocar em Pausa, Parar, Ocultar:
Noções sobre o CS 2.2.2

2.2.2 Colocar em Pausa, Parar, Ocultar: Para informações em movimento, em modo intermitente, em deslocamento ou em actualização automática, todas as seguintes afirmações são verdadeiras: (Nível A)

  • Em movimento, em modo intermitente, em deslocamento: Para quaisquer informações em movimento, em modo intermitente ou em deslocamento, que (1) sejam iniciadas automaticamente, (2) durem mais de cinco segundos, e (3) sejam apresentadas em paralelo com outro conteúdo, existe um mecanismo para o utilizador colocar em pausa, parar, ou ocultar as mesmas, a menos que o movimento, o modo intermitente ou o deslocamento façam parte de uma actividade, na qual sejam essenciais; e

  • Em actualização automática: Para quaisquer informações em actualização automática, que (1) sejam iniciadas automaticamente e (2) sejam apresentadas em paralelo com outro conteúdo, existe um mecanismo para o utilizador colocar em pausa, parar ou ocultar as mesmas, ou controlar a frequência da actualização, a menos que a actualização automática faça parte de uma actividade, na qual é essencial.

Nota 1: Para obter requisitos relacionados com conteúdo em modo intermitente ou em modo flash, consulte a Directriz 2.3.

Nota 2: Uma vez que qualquer conteúdo que não cumpra este critério de sucesso pode interferir com a capacidade de um utilizador de utilizar toda a página, todo o conteúdo da página Web (quer seja ou não utilizado para cumprir outros critérios de sucesso) tem de cumprir este critério de sucesso. Consulte o Requisito de Conformidade 5: Não-Interferência.

Nota 3: O conteúdo que é actualizado periodicamente pelo software ou que é transmitido ao agente de utilizador não tem obrigação de preservar ou apresentar as informações geradas ou recebidas entre o início de uma pausa e a continuação da apresentação, uma vez que tal pode não ser tecnicamente possível, e, em muitas situações, pode ser enganador fazê-lo.

Nota 4: Uma animação que ocorra como parte de uma fase de pré-carregamento ou situação semelhante pode ser considerada essencial se a interacção não puder ocorrer durante essa fase para todos os utilizadores e se a não indicação do progresso puder confundir os utilizadores e levá-los a pensar que o conteúdo está bloqueado ou danificado.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é evitar a distracção dos utilizadores durante a sua interacção com uma página Web.

"Em movimento, em modo intermitente e em deslocamento" refere-se a conteúdo no qual o conteúdo visível transmite uma sensação de movimento. Os exemplos comuns incluem imagens em movimento, apresentações em multimédia sincronizada, animações, jogos em tempo real e cotações da bolsa em deslocamento. "Em actualização automática" refere-se ao conteúdo que é actualizado ou que desaparece com base num intervalo de tempo predefinido. O conteúdo comum baseado no tempo inclui áudio, informações meteorológicas actualizadas automaticamente, notícias, actualizações dos preços das acções e mensagens e apresentações em avanço automático. Os requisitos para conteúdo em movimento, em modo intermitente e em deslocamento e para conteúdo em actualização automática são os mesmos, à excepção de que:

  • os autores têm a opção de fornecer ao utilizador um meio para controlar a frequência das actualizações, quando o conteúdo está a ser actualizado automaticamente e

  • não existe nenhuma excepção de três segundos para a actualização automática, uma vez que não faz muito sentido actualizar automaticamente por apenas três segundos e, em seguida, parar

O conteúdo que se move ou que é actualizado automaticamente pode ser um entrave para as pessoas que têm dificuldades em ler rapidamente texto parado, bem como para as pessoas que têm dificuldades em seguir objectos em movimento. Também pode causar problemas para os leitores de ecrã.

O conteúdo em movimento também pode ser uma grande distracção para algumas pessoas. Determinados grupos, particularmente os que têm perturbações de défice de atenção, acham que o conteúdo em modo intermitente distrai, o que dificulta a sua concentração noutras partes da página Web. Foram escolhidos cinco segundos, porque é tempo suficiente para captar a atenção de um utilizador, mas não é tempo a mais para que um utilizador se distraia, se for necessário utilizar a página.

O conteúdo colocado em pausa pode ser reposto em tempo real ou continuar a ser reproduzido a partir do ponto na apresentação onde o utilizador parou.

  1. Colocar em pausa e retomar ao ponto onde o utilizador parou é melhor para os utilizadores que pretendem fazer uma pausa para ler o conteúdo e funciona melhor quando o conteúdo não está associado a um estado ou evento em tempo real.

    Nota: Para obter requisitos adicionais relacionados com os limites de tempo de leitura, consulte as Noções sobre o Critério de Sucesso 2.2.1 Ajustável por Temporização .

  2. Colocar em pausa e avançar para a apresentação actual (quando a pausa é retirada) é melhor para as informações que são em tempo real ou, na realidade, de “estado”. Por exemplo, um radar meteorológico, uma cotação na bolsa, uma câmara de trânsito ou um cronómetro de leilões apresentariam informações enganadoras se uma pausa fizesse com que apresentassem informações antigas quando o conteúdo é reiniciado.

    Nota: Ocultar conteúdo teria o mesmo resultado de colocar em pausa e avançar para a apresentação actual (quando a pausa é retirada).

Nota: Os termos "em modo intermitente" e "em modo flash" podem, por vezes, referir-se ao mesmo conteúdo.

  • "Em modo intermitente" refere-se a conteúdo que provoca um problema de distracção. O modo intermitente pode ser permitido para um curto período de tempo, desde que pare (ou possa ser parado)

  • "Em modo de flash" refere-se a conteúdo que possa provocar um ataque epiléptico (se for mais do que 3 vezes por segundo e suficientemente grande e brilhante). Isto não pode ser permitido, nem mesmo por um segundo, ou poderá provocar um ataque epiléptico. E desligar o flash também não é uma opção, uma vez que o ataque epiléptico pode ocorrer mais rapidamente do que o tempo que a maioria dos utilizadores levaria a desligá-lo.

  • Normalmente, a intermitência não ocorre a velocidades de 3 por segundo ou mais, mas pode fazê-lo. Se a intermitência for mais rápida do que 3 por segundo, também poderia ser considerada um flash.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.2.2

  • Fornecer conteúdo que deixe de estar em modo intermitente após cinco segundos, ou fornecer um mecanismo para os utilizadores pararem conteúdo em modo intermitente permite que pessoas com determinadas incapacidades possam interagir com a página Web.

  • Uma das finalidades do conteúdo que está em modo intermitente é chamar a atenção do visitante para esse conteúdo. Embora esta seja uma técnica eficaz para todos os utilizadores com visão, pode ser um problema para alguns utilizadores se perdurar. Para determinados grupos, incluindo pessoas com um baixo grau de instrução, incapacidades intelectuais e de leitura, e pessoas com perturbações de défice de atenção, o conteúdo em modo intermitente pode dificultar, ou até mesmo impossibilitar, a interacção com o resto da página Web.

Exemplos do Critério de Sucesso 2.2.2

  • Uma animação essencial pode ser colocada em pausa sem afectar a actividade

    Um sítio da Web ajuda os utilizadores a compreender "como as coisas funcionam" através de animações que demonstram os processos. As animações dispõem de botões "Pausa" e "Reiniciar"

  • Uma cotação na bolsa

    Uma cotação na bolsa dispõe de botões "Pausa" e "Reiniciar". Colocar a cotação em pausa faz com que fique em pausa na bolsa actualmente apresentada. Reiniciar faz com que a cotação seja reposta a partir do ponto de paragem, mas com um aviso de que a apresentação está atrasada. Uma vez que a finalidade da cotação na bolsa é, normalmente, fornecer informações em tempo real, também poderá existir um botão que permitirá avançar a cotação para a acção da bolsa vendida mais recentemente.

  • Foi concebido um jogo para os utilizadores se revezarem, em vez de competirem em tempo real

    Um participante pode colocar o jogo em pausa sem invalidar o aspecto competitivo do mesmo.

  • Um anúncio online

    Um anúncio está em modo intermitente para captar a atenção dos utilizadores, mas pára após 5 segundos

  • Um pedido de formulário

    Um formulário apresenta uma seta em modo intermitente junto ao botão Submeter, se um utilizador terminar de preencher um formulário, mas não clicar no botão Submeter. A intermitência pára após 5 segundos.

  • Uma animação

    Uma animação é executada na parte superior da página, mas dispõe de um botão "Fixar animação" junto à parte inferior da animação.

  • Uma animação de "carregamento"

    Uma animação pré-carregada é apresentada numa página que requer que uma determinada percentagem de um ficheiro grande seja transferida antes de a reprodução poder começar. A animação é o único conteúdo da página e dá a instrução ao utilizador para aguardar enquanto o vídeo é carregado. Uma vez que o conteúdo em movimento não é apresentado em paralelo com outro conteúdo, não é necessário nenhum mecanismo para colocar em pausa, parar ou ocultar o mesmo, apesar de a animação poder ser executada durante mais de 5 segundos para utilizadores com ligações mais lentas.

  • Um anúncio de página inteira

    Um sítio da Web requer que todos os utilizadores vejam um anúncio de 15 segundos antes de poderem aceder a conteúdo gratuito disponível a partir do seu sítio da Web. Uma vez que todos os utilizadores têm de ver o anúncio, e como o anúncio não é apresentado em paralelo com outro conteúdo, não é necessário nenhum mecanismo para colocar em pausa, parar ou ocultar o mesmo.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.2.2 - Colocar em Pausa, Parar, Ocultar

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.2.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer um mecanismo para parar todo o conteúdo que está em modo intermitente numa página Web (futuro link)

  • Fornecer ao utilizador um meio para parar conteúdo em movimento, mesmo se este parar automaticamente dentro de 5 segundos (futuro link)

Termos-Chave

em modo intermitente

retroceder e avançar entre dois estados visuais, de um modo destinado a chamar a atenção

Nota: Consulte também flash. É possível que algo seja suficientemente grande e tenha uma luz intermitente suficientemente brilhante, na frequência correcta, para também ser classificado como um flash.

essencial

se removido, alterará profundamente a informação ou funcionalidade do conteúdo, e a informação e a funcionalidade não podem ser obtidas de uma outra forma para ficarem em conformidade

em pausa

interrompido a pedido do utilizador e não retomado até que seja novamente pedido pelo utilizador


Sem Temporização:
Noções sobre o CS 2.2.3

2.2.3 Sem Temporização: A temporização não é uma parte essencial do evento ou actividade apresentados pelo conteúdo, excepto para multimédia sincronizada não interactiva e eventos em tempo real. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é minimizar a ocorrência de conteúdo que necessite de interacção temporizada. Isto permite que as pessoas cegas, as pessoas com baixa visão, limitações cognitivas ou deficiências motoras possam interagir com o conteúdo. Isto difere do Critério de Sucesso do Nível A, em que a única excepção é para eventos em tempo real.

Nota: A composição apenas por vídeo, tal como a língua gestual, é abrangida na Directriz 1.1.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.2.3

  • As pessoas com incapacidades físicas necessitam, muitas vezes, de mais tempo para reagir, escrever e executar actividades. As pessoas com dificuldades de visão necessitam de mais tempo para localizar coisas no ecrã e para ler. As pessoas cegas que utilizam leitores de ecrã podem necessitar de mais tempo para compreender as disposições do ecrã, encontrar informações e utilizar controlos. As pessoas que têm limitações cognitivas ou de linguagem necessitam de mais tempo para ler e para compreender. As pessoas surdas e que comunicam em língua gestual podem necessitar de mais tempo para ler as informações apresentadas no texto (que, para algumas pessoas, pode ser uma segunda língua).

  • Nos casos em que um intérprete de língua gestual esteja a comunicar conteúdo de áudio a um utilizador que é surdo, o controlo dos limites de tempo é igualmente importante.

Exemplos do Critério de Sucesso 2.2.3

  • Foi concebido um teste de forma que o tempo que demora a ser executado não afecte o resultado

    Em vez de calibrar um teste online utilizando um limite de tempo, o teste é calibrado com base nos resultados quando os utilizadores não têm limites de tempo.

  • Foi concebido um jogo para os utilizadores se revezarem, em vez de competirem em tempo real

    Um participante pode colocar o jogo em pausa sem invalidar o aspecto competitivo do mesmo.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.2.3 - Sem Temporização

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.2.3

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

(actualmente, não existe nenhuma documentada)

Falhas Comuns para o CS 2.2.3

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.2.3 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

essencial

se removido, alterará profundamente a informação ou funcionalidade do conteúdo, e a informação e a funcionalidade não podem ser obtidas de uma outra forma para ficarem em conformidade

evento em tempo real

evento que a) ocorre ao mesmo tempo que a visualização e b) não é totalmente gerado pelo conteúdo

Exemplo 1: Uma Webcast de um desempenho em directo (ocorre ao mesmo tempo que a visualização e não é pré-gravada).

Exemplo 2: Um leilão online em que as pessoas licitam (ocorre ao mesmo tempo que a visualização).

Exemplo 3: Indivíduos que interagem num mundo virtual utilizando avatars (não é totalmente gerado pelo conteúdo e ocorre ao mesmo tempo que a visualização).

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal


Interrupções:
Noções sobre o CS 2.2.4

2.2.4 Interrupções: As interrupções podem ser adiadas ou suprimidas pelo utilizador, excepto interrupções que envolvam uma emergência. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que os utilizadores desactivem actualizações a partir do autor/servidor, excepto em emergências. As emergências incluem mensagens de alerta de emergência civil ou quaisquer outras mensagens que alertem para o perigo de saúde, segurança ou bens, incluindo, perda de dados, perda de ligação, etc.

Isto permite que o acesso por pessoas com limitações cognitivas ou perturbações de atenção se possa concentrar no conteúdo. Também permite que os utilizadores cegos ou com baixa visão possam manter o seu foco de "visualização" no conteúdo que estiverem, actualmente, a ler.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.2.4

  • As pessoas com perturbações de défice de atenção podem concentrar-se no conteúdo sem se distraírem.

  • As pessoas com baixa visão ou que utilizam leitores de ecrã não terão o conteúdo actualizado enquanto estiverem a visualizá-lo (o que pode levar a descontinuidade e a má compreensão se começarem a ler num tópico e terminarem noutro).

Exemplos do Critério de Sucesso 2.2.4

  • Exemplo 1. Definir as preferências do utilizador

    A página de preferências de um portal da Web inclui uma opção para adiar todas as actualizações e alertas até ao final da sessão actual, excepto para alertas relativos a emergências.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.2.4 - Interrupções

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.2.4

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

(actualmente, não existe nenhuma documentada)

Falhas Comuns para o CS 2.2.4

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.2.4 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

Termos-Chave

emergência

uma ocorrência ou situação repentina e inesperada que requer acção imediata para preservar a saúde, a segurança ou os bens


Nova autenticação:
Noções sobre o CS 2.2.5

2.2.5 Nova autenticação: Quando uma sessão autenticada expira, o utilizador pode continuar a actividade sem perder dados após a nova autenticação. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que todos os utilizadores executem transacções autenticadas que dispõem de limites de tempo de inactividade ou outras circunstâncias que possam provocar o fim de sessão de um utilizador, enquanto este se encontra a meio da execução da transacção.

Por motivos de segurança, muitos sítios da Web implementam um limite de tempo de autenticação após um determinado período de inactividade. Estes limites de tempo podem provocar problemas a pessoas com incapacidades, uma vez que pode fazer com que demorem mais tempo a executar a actividade.

Outros sítios da Web terminam a sessão de uma pessoa se essa pessoa iniciar sessão no sítio da Web a partir de outro computador, ou se ocorrerem outras actividades que façam com que o sítio da Web não tenha a certeza se a pessoa ainda é a mesma pessoa legítima que iniciou sessão originalmente. Quando a sessão dos utilizadores é terminada a meio de uma transacção, é importante que lhes seja concedida a possibilidade de efectuarem uma nova autenticação e de continuarem com a transacção sem perderem quaisquer dados já introduzidos.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.2.5

  • Este Critério de Sucesso beneficia pessoas que possam necessitar de tempo adicional para executar uma actividade. As pessoas com limitações cognitivas podem ler devagar e necessitar de tempo adicional para ler e responder a um questionário. Os utilizadores que interagem através de um leitor de ecrã podem necessitar de tempo adicional para navegar e preencher um formulário complicado. Uma pessoa com deficiências motoras ou que navega com um dispositivo de entrada alternativo pode necessitar de tempo adicional para navegar ou preencher um formulário.

  • Nos casos em que um intérprete de língua gestual esteja a comunicar conteúdo de áudio a um utilizador que é surdo, o controlo dos limites de tempo é igualmente importante.

Exemplos do Critério de Sucesso 2.2.5

  • Saída de um sítio de Web de compras

    Um utilizador com um uso extremamente limitado das mãos iniciou sessão num sítio da Web de compras. A introdução das informações sobre o cartão de crédito na aplicação demora tanto tempo, que o tempo limite expira enquanto o utilizador está a executar o processo de saída. Quando o utilizador regressa ao processo de saída e submete o formulário, o sítio da Web apresenta um ecrã de início de sessão para efectuar a nova autenticação. Depois de o utilizador iniciar sessão, o processo de saída é reposto com as mesmas informações e na mesma fase. O utilizador não perdeu quaisquer dados, uma vez que o servidor aceitou e armazenou a submissão temporariamente, apesar de a sessão ter expirado e reposto o utilizador na mesma fase após a nova autenticação ter sido concluída.

  • Autenticação num programa de e-mail

    A autenticação num programa de e-mail expira após 30 minutos. O programa dá ao utilizador vários minutos antes de o tempo limite expirar e fornece um link para abrir uma nova janela, de modo a permitir a nova autenticação. A janela original com o e-mail em progresso permanece intacta e, após a nova autenticação, o utilizador pode enviar os dados.

  • Um questionário com um limite de tempo

    Um longo questionário numa única página da Web dispõe de informações no início que indicam que a sessão irá expirar após 15 minutos. O utilizador é igualmente informado que o questionário pode ser guardado a qualquer momento e terminado mais tarde. Na página Web, existem vários botões que permitem guardar o formulário parcialmente preenchido. Além disso, com JavaScript na lista das tecnologias de conteúdo suportadas por acessibilidade, o utilizador pode seleccionar ser alertado através de uma janela de pop-up se a sessão estiver prestes a expirar.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.2.5 - Nova autenticação

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. Fornecer opções para prosseguir sem perder os dados, utilizando uma das seguintes técnicas:

Nota: Para obter técnicas relacionadas com o fornecimento de notificações sobre limites de tempo, consulte as Técnicas para Abordar o Critério de Sucesso 2.2.1 .

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.2.5

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

(actualmente, não existe nenhuma documentada)

Falhas Comuns para o CS 2.2.5

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.2.5 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .


Ataques Epilépticos:
Noções sobre a Directriz 2.3

Directriz 2.3: Não criar conteúdo de uma forma conhecida por causar ataques epilépticos.

Finalidade da Directriz 2.3

Algumas pessoas que sofrem de ataques epilépticos podem ter um ataque provocado por conteúdo visual em modo flash. A maioria das pessoas não tem conhecimento de que sofre deste tipo de perturbação até ter um ataque. Em 1997, uns desenhos animados no Japão fizeram com que mais de 700 crianças fossem parar ao hospital, cerca de 500 delas com ataques epilépticos [EPFND]. Os avisos não funcionam bem porque, na maioria das vezes, não são vistos, especialmente por crianças que podem nem conseguir lê-los.

O objectivo desta directriz é garantir que o conteúdo que está assinalado como estando em conformidade com as WCAG 2.0 evite os tipos de flash mais prováveis de provocar um ataque epiléptico, mesmo quando visualizados por um segundo ou dois.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 2.3 (não específicas dos critérios de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Garantir que o conteúdo não viola os limites padrão do espaço (futuro link)

Três Flashes ou Abaixo do Limite:
Noções sobre o CS 2.3.1

2.3.1 Três Flashes ou Abaixo do Limite:As páginas Web não incluem qualquer conteúdo com mais de três flashes no período de um segundo, ou o flash encontra-se abaixo dos limites de flash universal e flash vermelho. (Nível A)

Nota: Uma vez que qualquer conteúdo que não cumpra este critério de sucesso pode interferir com a capacidade de um utilizador de utilizar toda a página, todo o conteúdo da página Web (quer seja ou não utilizado para cumprir outros critérios de sucesso) tem de cumprir este critério de sucesso. Consulte o Requisito de Conformidade 5: Não-Interferência.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que os utilizadores acedam ao conteúdo integral de um sítio da Web sem sofrerem ataques epilépticos devido a fotossensibilidade.

As pessoas que sofrem de ataques epilépticos devido a fotossensibilidade podem ter um ataque provocado por conteúdo com uma determinada frequência de flashes. As pessoas são ainda mais sensíveis a flashes vermelhos do que de outras cores, como tal é fornecido um teste especial para flashes de vermelho intenso. Estas directrizes baseiam-se em directrizes para a indústria de transmissão adaptadas para ecrãs de computador, onde o conteúdo é visualizado a partir de uma distância mais curta (utilizando um maior ângulo de visão).

Os flashes podem ser provocados pela visualização, pelo computador que apresenta a imagem ou pelo conteúdo que está a ser apresentado. O autor não tem qualquer controlo sobre os primeiros dois. Podem ser provocados pelo desenho e velocidade da visualização e do computador. A finalidade deste critério é garantir que a intermitência que viola os limites de flash não é provocada pelo próprio conteúdo. Por exemplo, o conteúdo pode incluir um clip de vídeo ou imagem animada de uma série de flashes estroboscópicos, ou grandes planos de explosões de tiro contínuo.

Este Critério de Sucesso substitui um critério muito mais limitativo nas WCAG 1.0 que não permitia quaisquer flashes (mesmo de um único pixel) numa gama de frequência larga (3 a 50 Hz). Este Critério de Sucesso baseia-se nas especificações existentes em utilização no Reino Unido, e noutros países, para transmissão televisiva e foi adaptado para visualização no monitor do computador. O ecrã de 1024 x 768 é utilizado como a resolução de ecrã de referência para a avaliação. O bloco de pixéis 341 x 256 representa uma janela de 10 graus a uma distância de visualização normal. (O campo de 10 graus é tirado das especificações originais e representa a parte central de visão do olho, onde as pessoas são mais susceptíveis a estímulos visuais.)

A área combinada de flashes a ocorrer contínua e concorrentemente corresponde à área total que está realmente em modo flash em simultâneo. É calculada somando a área adjacente que está em modo flash em simultâneo em qualquer ângulo de visão de 10 graus.

Nota: Os termos "em modo intermitente" e "em modo flash" podem, por vezes, referir-se ao mesmo conteúdo.

  • "Em modo intermitente" refere-se a conteúdo que provoca um problema de distracção. O modo intermitente pode ser permitido para um curto período de tempo, desde que pare (ou possa ser parado).

  • "Em modo de flash" refere-se a conteúdo que pode provocar um ataque epiléptico (se tiver mais de 3 flashes por segundo e estes forem grandes e brilhantes o suficiente). Isto não pode ser permitido, nem mesmo por um segundo, ou poderá provocar um ataque epiléptico. E desligar o flash também não é uma opção, uma vez que o ataque epiléptico pode ocorrer mais rapidamente do que o tempo que a maioria dos utilizadores levaria a desligá-lo.

  • Normalmente, a intermitência não ocorre a velocidades de 3 por segundo ou mais, mas pode fazê-lo. Se a intermitência for mais rápida do que 3 por segundo, também seria considerada um flash.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.3.1

  • As pessoas que têm ataques epilépticos ao visualizar conteúdo em modo flash poderão visualizar todo o conteúdo de um sítio da Web sem sofrerem nenhum ataque e sem terem de perder toda a experiência do conteúdo por estarem limitadas a alternativas em texto. Isto inclui pessoas com epilepsia fotossensível, bem como outras perturbações ao nível de ataques epilépticos provocados por fotossensibilidade.

Exemplos do Critério de Sucesso 2.3.1

  • Um sítio da Web inclui um vídeo com tiros de metralhadora contínuos, mas limita o tamanho da imagem em modo flash a uma pequena parte do ecrã abaixo do tamanho do limite de flash.

  • Um filme com uma cena que envolve clarões de relâmpagos muito brilhantes é editado para que os relâmpagos tenham apenas três flashes no período de um segundo.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.3.1 - Três Flashes ou Abaixo do Limite

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.3.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Reduzir o contraste para qualquer conteúdo em modo flash (futuro link)

  • Evitar vermelhos muito intensos para qualquer conteúdo em modo flash (futuro link)

  • Reduzir o número de flashes mesmo que não violem os limites (futuro link)

  • Fornecer um mecanismo para suprimir qualquer conteúdo em modo flash antes de ser iniciado (futuro link)

  • Reduzir a velocidade do conteúdo em directo para evitar flashes contínuos (tal como em lâmpadas de flash) (futuro link)

  • Fixar a imagem momentaneamente se forem detectados 3 flashes no período de um segundo (futuro link)

  • Diminuir a relação de contraste se forem detectados 3 flashes no período de um segundo (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 2.3.1

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.3.1 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

flash

duas alterações contrárias na luminescência relativa, que podem causar um ataque epiléptico a algumas pessoas, se forem suficientemente grandes e na gama de frequência correcta

Nota 1: Para obter informações sobre tipos de flash que não são permitidos, consulte os limites de flash universal e flash vermelho .

Nota 2: Consulte também em modo intermitente.

limites de flash universal e flash vermelho

um flash ou uma sequência de imagem em rápida mudança encontra-se abaixo do limite (i.e., o conteúdo muda) se alguma das seguintes afirmações for verdadeira:

  1. não existem mais de três flashes universais e/ou mais de três flashes vermelhos no período de um segundo, ou

  2. 2. a área combinada de flashes a ocorrer actualmente não ocupa mais de um total de .006 esterradianos num campo visual de 10 graus no ecrã (25% de um campo visual de 10 graus no ecrã) a uma distância normal de visualização

em que:

  • Um flash universal é definido como duas alterações contrárias na luminescência relativa de 10% ou mais da luminescência relativa máxima, em que a luminescência relativa da imagem mais escura é inferior a 0,80; e em que "duas alterações contrárias" corresponde a um aumento seguido de uma diminuição, ou a uma diminuição seguida de um aumento, e

  • Um flash vermelho é definido como quaisquer duas transições contrárias que envolvam um vermelho intenso.

Excepção: Fazer brilhar um padrão bom e equilibrado, tal como um ruído branco ou um padrão alternativo de tabuleiro de damas com "quadrados" mais pequenos do que 0,1 grau (ou campo visual a uma distância de visualização normal), num dos lados, não infringe os limites.

Nota 1: Para obter conteúdo da Web ou software universal, a utilização de um rectângulo de 341 x 256 pixéis em qualquer parte da área de ecrã apresentada quando o conteúdo é visualizado em 1024 x 768 pixéis, irá fornecer uma boa estimativa de um campo visual de 10 graus para tamanhos de ecrã e distâncias de visualização normais (por ex., ecrã de 15 a 17 pol. em 22 a 26 pol.). (Os ecrãs de resoluções mais altas que mostram o mesmo conteúdo produzem imagens mais pequenas e seguras, como tal, são utilizadas resoluções mais baixas para definir os limites.)

Nota 2: Uma transição é a alteração na luminescência relativa (ou luminescência relativa/cor para flash vermelho) entre altos e baixos adjacentes num plano de medida de luminescência relativa (ou luminescência relativa/cor para flash vermelho) em comparação com o tempo. Um flash consiste em duas transições contrárias.

Nota 3: A actual definição no campo para "duas transições contrárias, envolvendo um vermelho intenso" indica que, para cada um ou ambos os estados envolvidos em cada transição, R/(R+ G + B) >= 0,8, e a alteração no valor de (R-G-B)x320 é > 20 (valores negativos de (R-G-B)x320 estão definidos para zero) para ambas as transições. Os valores R, G, B variam entre 0 a 1, conforme especificado na definição de “luminescência relativa”. [HARDING-BINNIE]

Nota 4: Estão disponíveis ferramentas que irão executar uma análise a partir da captura de ecrã de vídeo. Contudo, não é necessária nenhuma ferramenta para avaliar esta condição, se o flash for inferior ou igual a 3 flashes num segundo. O conteúdo muda automaticamente (consulte 1 e 2 acima).

página Web

um recurso não incorporado a partir de um único URI utilizando HTTP mais quaisquer outros recursos que sejam utilizados na apresentação ou destinados a serem apresentados em conjunto por um agente de utilizador

Nota 1: Embora quaisquer "outros recursos" possam ser apresentados em conjunto com o recurso principal, não seriam necessariamente apresentados em simultâneo.

Nota 2: Para efeitos de conformidade com estas directrizes, um recurso tem de ser "não incorporado" no âmbito da conformidade, de forma a ser considerado uma página Web.

Exemplo 1: Um recurso Web que inclui todas as imagens e multimédia incorporadas.

Exemplo 2: Um programa Web de correio electrónico construído utilizando Asynchronous JavaScript e XML (AJAX). O programa está totalmente alojado em http://example.com/mail, mas inclui uma caixa de entrada, uma área de contactos e um calendário. São fornecidos links ou botões que permitem visualizar a caixa de entrada, os contactos ou o calendário, mas que não alteram o URI da página totalmente.

Exemplo 3: Um portal personalizável, em que os utilizadores podem escolher o conteúdo a visualizar a partir de um conjunto de diferentes módulos de conteúdos.

Exemplo 4: Ao entrar em "http://shopping.example.com/" no seu brow